.:GESE:.: CACHORROS ABANDONADOS SÃO ADOTADOS POR PRESOS EM PROJETO DE "RESSOCIALIZAÇÃO"

Adicionado 13/07/2012

terça-feira, 18 de dezembro de 2012

CACHORROS ABANDONADOS SÃO ADOTADOS POR PRESOS EM PROJETO DE "RESSOCIALIZAÇÃO"

Cão na prisão, detento mais calmo
Paula Neiva



Detenta de penitenciária americana: os cachorros reduzem a agressividade
O contato com animais oferece benefícios que extrapolam os consultórios médicos. Entre eles está a ressocialização de presidiários. Várias penitenciárias americanas participam de programas para a formação profissional de presos como especialistas em cuidados com cachorros. Alguns aprendem a tosar, dar banho e adestrar os bichos. Outros se tornam treinadores de cães farejadores para uso policial ou que servirão de guias para cegos ou acompanhantes de pacientes epiléticos e deficientes físicos. O objetivo é ensinar um ofício aos presidiários e, ao mesmo tempo, oferecer-lhes a oportunidade de desenvolver laços afetivos. "Isso aumenta a auto-estima e o senso de responsabilidade dos presos e também as suas chances de ressocialização no futuro", disse a VEJA Kate Losey, diretora do grupo de voluntários da Puppies Behind Bars, uma das principais ONGs americanas empenhadas em viabilizar o treinamento de cães em presídios. "Os cães oferecem amor e respeito incondicionais – sentimentos com os quais muitos dos presidiários nunca tinham tido contato na vida." 
 
O resultado imediato, segundo estudos americanos que avaliaram o impacto de iniciativas do tipo, é que a vida no cárcere se torna mais palatável. O comportamento agressivo dos presos envolvidos nesses projetos diminui e eles convivem melhor com outros encarcerados e com os policiais. Isso ocorre porque a lida com animais funciona também como ocupação e válvula de escape para o stress do confinamento. Os cachorros que participam do programa são escolhidos em lares para animais abandonados. Para integrar o time de treinadores, o detento precisa ter bom comportamento e, no mínimo, dois anos de pena por cumprir. Cada cão fica sob a responsabilidade de apenas um presidiário, num período que vai de dez a dezesseis meses. Durante esse tempo, voluntários (que não estão presos, é claro) encarregam-se de levar os cachorros para passear na rua, a fim de familiarizá-los com o ambiente externo.
Um episódio real, ocorrido nos Estados Unidos, ganhou as telas de cinema em 1962, com O Homem de Alcatraz, do diretor John Frankenheimer. O filme conta a história de um assassino condenado à prisão perpétua que muda radicalmente de comportamento depois de encontrar e salvar um passarinho da morte, no pátio do presídio. Tanto que ele se torna um ornitólogo autodidata de renome internacional. No fim dos anos 70, uma lei americana permitiu a criação de animais de estimação nas cadeias americanas. Mas a iniciativa de levar os animais para trás das grades ganhou força no início dos anos 80, por iniciativa de uma freira dominicana e um professor aposentado de medicina veterinária. Na mesma ocasião em que a zooterapia começou a firmar-se na área médica. 

;e eu tenho ordenado aos corvos que ali te sustentem          1 REIS  17/4   

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