.:GESE:.: PORQUE RESSOCIALIZAR É A SOLUÇÃO!!

Adicionado 13/07/2012

sábado, 2 de fevereiro de 2013

PORQUE RESSOCIALIZAR É A SOLUÇÃO!!

Ressocialização de detentos ganha mais espaço no Complexo Penitenciário de Ponte Nova
ponte nova.jpgO Complexo Penitenciário de Ponte Nova (CPPN), na região da Zona da Mata de Minas Gerais, inaugurou, nesta sexta-feira (2), galpões de trabalho nos quais serão desenvolvidos seis projetos de ressocialização para os detentos. Há atividades ligadas à horticultura, reaproveitamento de materiais, à produção de gaiolas, de cortinas, de bloquetes e à capacitação dos presos. O evento, realizado em comemoração aos dois anos da unidade, contou com a presença do secretário de Estado de Defesa Social, Lafayette Andrada, e do subsecretário de Administração Prisional, Murilo Andrade de Oliveira.
Os projetos já estão em andamento e ocupam, atualmente, 70 detentos. A ideia é que, após a inauguração dos novos espaços, esse número seja dobrado. Os galpões foram construídos com investimentos dos próprios parceiros, interessados em ampliar as oportunidades de trabalho dentro da unidade. Cinco projetos serão realizados do lado de dentro do CPPN e um na área externa, em um terreno que foi doado pela Prefeitura de Ponte Nova.

O secretário de Estado de Defesa Social, Lafayette Andrada, afirmou que a política desenvolvida pelo sistema prisional mineiro faz com que o Estado seja referência nacional na área. “Podemos dizer, com muita tranquilidade, que Minas Gerais tem o melhor sistema prisional do país. Somos o Estado que tem, proporcionalmente, o maior número de presos trabalhando e estudando”, disse. O secretário lembrou que para uma política de ressocialização eficiente e inovadora é fundamental a parceria do Poder Judiciário e da comunidade. “A sociedade de Ponte Nova reconheceu essa nova realidade do sistema prisional e aderiu a ela. Assim, os presos deixam de ser um peso para a sociedade e passam a ser mão de obra produtiva”, concluiu.
Durante o evento, também foi inaugurada uma sala equipada pela Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), destinada aos advogados que irão aguardar pelo horário de atendimento de seus clientes.
Ressocialização

O trabalho, junto com o estudo, é um dos pilares da política de humanização e ressocialização desenvolvida pela Subsecretaria de Administração Prisional (Suapi), por meio do programa Trabalhando a Cidadania. Em todo o Estado, há mais de 11 mil presos trabalhando enquanto cumprem pena. Apenas no Complexo Penitenciário de Ponte Nova são cerca de 120 detentos envolvidos em diversas atividades, 70 deles nos projetos que acontecerão nos novos galpões.
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O Projeto Recomeçar é uma parceria entre a fábrica de Gaiolas Eldorado e o complexo penitenciário, por meio da qual 15 detentos trabalham na fabricação de gaiolas. De acordo com o proprietário da empresa, Jairo Neves, a parceria começou há um ano e meio, com sete presos e agora já são 15. “A produção e o comprometimento são excelentes. Quem quiser aderir à ideia, não vai se arrepender”, garante.

Gilcimar Mainete da Silva, de 47 anos, participa, há oito meses, do Projeto Recomeçar. Ele conta que aprendeu o ofício dentro do CPPN e hoje sabe produzir todas as partes de uma gaiola. “O trabalho é a melhor coisa que posso ter no presídio. Desde que cheguei pedi para trabalhar. Minha hora chegou e eu agarrei a oportunidade. Só largo esse serviço quando eu sair de vez”, conta o preso, que está no regime semiaberto e tem direito a saídas temporárias concedidas pela justiça.

Pelo trabalho, Gilcimar recebe remição de pena – a cada três dias trabalhados, um a menos no cumprimento da sentença – e remuneração no valor de três quartos do salário mínimo. “Quando chego à minha cidade, meu filho de sete anos já está esperando um presente, que eu compro com o dinheiro que ganho aqui”, conta.

Projetos

Outra atividade desenvolvida no Complexo Penitenciário de Ponte Nova é o Projeto Acreditar, que consiste na fabricação de cortinas, aventais, capas de chuvas, capas para colchão, entre outros itens, por meio de uma parceria com a empresa Plastnova. Há a previsão de que, em 2012, comecem a ser produzidas, também, embalagens de capas o que, inicialmente, irá gerar trabalho para 30 detentos.
Para o representante da gerência da Plastnova, Sebastião Campos Godoy, a inauguração do galpão marca o início de uma nova fase da parceria. “Vamos trazer máquinas e um funcionário da empresa para acompanhar o trabalho e, com isso, diversificar e ampliar a produção, com ainda mais qualidade”, disse.

O Projeto Semear é o único que acontece no espaço externo da unidade. Por meio de uma parceria entre o complexo penitenciário e a Prefeitura Municipal de Ponte Nova, 30 detentos trabalham no cultivo de frutas, verduras e legumes. A produção é dividida entre a unidade prisional e a prefeitura, e parte da colheita é distribuída a entidades filantrópicas do município.
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O Projeto Recuperar, por sua vez, nasceu de uma parceria firmada com a BCR Indústria e Comércio, por meio da qual os presos passaram a utilizar os pedaços de madeira que sobravam na fábrica para a confecção de produtos artesanais.

Outros detentos participam do Projeto Reconstruir, produzindo meio fio, bloquetes e pisos que são utilizados na construção de casas populares. O projeto é uma parceria entre o Complexo Penitenciário de Ponte Nova, a Construtora Rio Doce e a empresa Pré-Mais.

Por fim, o foco do Projeto Reeducar é capacitar a população carcerária por meio de cursos e palestras. A primeira parceria foi com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), que ofereceu cursos de bombeiro hidráulico aos presos. A iniciativa atraiu outras entidades e gerou uma parceria entre a unidade e o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), por meio da qual os detentos foram capacitados em manutenção e condução de máquinas agrícolas.

Atualmente, o Projeto Reeducar ganhou dois novos parceiros, a Caixa Econômica Federal, que doou 30 computadores à unidade prisional, e o Sebrae, que também disponibilizará materiais para serem utilizados pelos usuários do projeto na sala multiuso que foi inaugurada na unidade.


Aquele que furtava, não furte mais; antes trabalhe, fazendo com as mãos o que é bom, para que tenha o que repartir com o que tiver necessidade.                    Efésios 4.28

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