.:GESE:.: O DRAMA DA MÃE CURITIBANA COM FILHO CONDENADO A MORTE NA INDONÉSIA

Adicionado 13/07/2012

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

O DRAMA DA MÃE CURITIBANA COM FILHO CONDENADO A MORTE NA INDONÉSIA

Ana Maria conversou com Clarisse Gularte, mãe de Rodrigo Gularte, preso e condenado à morte na Indonésia por tráfico de drogas.


(...) Tenho esperança de que o Rodrigo volte; é o que me mantém (...) Peço que a presidente Dilma olhe com carinho para o caso dele
(...)
 
RESUMO Clarisse Gularte passará outro Dia das Mães sem o filho Rodrigo, 39, condenado à morte em 2005, na Indonésia, por tráfico. Rodrigo perdeu em 2011 o último recurso na Justiça para evitar a execução, por fuzilamento. Agora, sua última chance é um perdão do presidente indonésio. Na mesma situação está Marco Archer. São os dois únicos brasileiros condenados à morte no mundo.
"Mãe, o brasileiro que foi preso é o Rodrigo." Eu estava no shopping quando minha filha Adriana me ligou. Minha reação foi de pânico, de desespero, revolta.
O Rodrigo tinha viajado à Indonésia dias antes. Eu soube que dois paulistas tinham sido presos. Nem imaginava que meu filho fosse um deles. A prisão foi em julho de 2004; ele tinha 32 anos.
Eu tinha ido levá-lo ao aeroporto. Ele me abraçou e disse: "Mãe, se alguma coisa acontecer comigo, quero que a senhora saiba que eu te amo, tenho muito orgulho de você". Parecia sexto sentido.
Na prancha que ele levou estava a droga [6 kg de cocaína], que já tinha vindo com ele de Florianópolis. Eu só soube de tudo depois.
Os policiais o pegaram no aeroporto de Jacarta. Estavam o Rodrigo e dois amigos. Ele assumiu tudo sozinho.
Então eu fui para a Indonésia. Quando o vi, foi muita emoção. Ele pediu desculpas, estava envergonhado.

SEM JULGAMENTO
Eu tinha me sentido traída, porque o Rodrigo sempre teve de tudo. Mas naquela hora, como uma mãe vai julgar? Você só quer abraçar.
Nunca imaginava nada de pena de morte. No início de 2005, a Adriana me ligou dizendo que ele tinha sido julgado e condenado à morte. Foi aquela dor horrível.
A nossa família contratou dois advogados que haviam me procurado lá. Eles diziam que o Rodrigo era como um filho. Só que eles brigaram por dinheiro e não foram ao julgamento. O Rodrigo foi julgado à revelia! Foi má-fé.
Sei da condenação, que ela existe, mas não penso na pena de morte. A situação do Rodrigo hoje é bem difícil. No ano passado, a Justiça negou a apelação. Agora só resta um pedido de perdão ao presidente da Indonésia. Será sim ou não, é o último recurso.

APELO AO PRESIDENTE
Uma mãe tende a dar desculpa, mas o crime dele não foi tão grande. Se fosse aqui, teria cumprido a pena.
Para que ele possa voltar ao nosso país, a pessoa que tem esse poder é a presidente Dilma. [Queria] que ela olhasse com carinho. Ela, como mãe, pode imaginar o que é a dor de uma pessoa que esteja longe. É um apelo muito forte, de mãe para mãe.
Eu não tinha ideia de que o Rodrigo pudesse fazer isso. Ele teve infância normal. Depois teve problemas com droga, era usuário, teve duas internações. Mas nada que indicasse tráfico. Depois da prisão, pensei que ele pudesse ter bens. Não tinha nada.
Quando surgiu a Indonésia, ele falou que ia importar móveis de lá. Ele parecia empolgado. A família toda se animou. Antes ele tinha começado a cursar faculdade três vezes, mas desistiu.
Ele entrou como mula do tráfico. Acho que, por ser carismático, educado, falar mais de uma língua, tudo foi fator para que ele fosse induzido a fazer isso. Pode parecer absurdo pensar que uma pessoa que trafica tem moral, mas ele tem. Ele sempre foi de ajudar os outros.

NADA A CELEBRAR
Eu já fui visitá-lo cinco vezes, a última em maio de 2011. Ele faz aniversário dia 31 de maio, e eu quis fazer uma festa, com bolo. O Rodrigo não quis. Ele disse que não tinha o que comemorar. Disse também que era ele que nos visitaria, que iria voltar. Ele precisa ter esperança. A hora em que não tiver mais acabou.
Ultimamente ele anda sem ânimo. Antes praticava esporte na prisão, agora não quer saber. Ele está abatido. Nos falamos por carta, e ele sempre pede livros.
No contato com ele, me constranjo em contar coisas boas. Sinto culpa. Fui pra Ilha do Mel, na casa de uma amiga, descansei. Ele amava a ilha, fico assim de falar. Aí o diálogo fica muito restrito.
Sinto saudade sempre. O Rodrigo é muito querido, e isso faz com que sinta mais. Com o tempo, achei que fosse amenizar, como quando você perde uma pessoa. Mas não. Aumentou.
Os meus últimos anos têm sido difíceis. Eu tento me segurar [chora], porque tenho outros filhos, netos. Não é fácil. Eu tento levar minha vida. Tenho esperança que ele volte... é o que me mantém.

4 comentários:

  1. Lamento, senhora, mas o seu filho não merece outra chance, já teve demais e sempre falhou. Não precisamos dele e nem de mais gente como ele andando por aí. Que seja fuzilado logo, para não fazer com que todos nós paguemos essa conta do Itamaraty para lá e para cá por causa de um bestinha mimado.

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  2. TRAFICANTE DESTROE MILHARES DE FAMÍLIAS E NÃO SÓ O USUÁRIO,DEVERIA SER ASSIM COMO NA ENDONÉSIA EM TODOS OS PAÍSES

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  3. o Rodrigo não merecia essa punição, ele já tinha pago com os anos que ficou por lá, foi uma injustiça fazerem isso com ele !!!!!!!!!!!!!!!

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  4. Quem deseja pena de morte para as pessoas é porque essas pessoas não conhece Deus, Deus preza pela vida das pessoas !!!!!!!!!!!!!!

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