quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

A IMPORTÂNCIA DOS TRABALHOS EVANGELÍSTICOS NOS PRESÍDIOS DO PARANÁ .



A reunião ocorre no ginásio de esportes da Colônia Penal Agrícola (CPAI), em Piraquara. Os líderes religiosos se revezam para fazer orações pelos detentos, que vão ao culto ecumênico em busca de conforto e acolhimento, algo que não encontram em grande parte da sociedade. No culto, além de ouvirem a palavra de Deus, os presos são tratados com o que esperam: seres humanos em busca de recuperação e reinserção social.
O evento religioso dentro da CPAI é um exemplo do que ocorre em todas as casas de custódia e penitenciárias do Paraná. Pastores, padres e outros líderes, vão aos presídios participar do acolhimento aos detentos. A assistência religiosa é considerada um dos pilares da ressocialização da população carcerária.A pregação dos religiosos não se limita a ensinamentos bíblicos. Eles alertam aos presos para que perseverem na recuperação e não resistam às possíveis recaídas. “O que plantamos, colhemos. Não percam de vista o caminho de vocês”, diz um pastor durante culto realizado em um dos pátios da Casa de Custódia de São José dos Pinhais.

Recuperação

O evangelista Gilmar Pereira de Paula, 39 anos, membro de uma das igrejas que participa dos cultos, diz ser uma prova viva de que é possível a recuperação. Cinco anos depois de cumprir pena na CPAI por envolvimento em assaltos, ele trabalha como porteiro e agora volta à colônia com um novo propósito: ajudar a retirar da criminalidade quem ainda cumpre pena. “Se você cai em um lugar desses (presídio), onde não conhece ninguém, não tem nada, só não se recupera se não quer”.
Quem ainda está na prisão busca o mesmo caminho. Jefferson da Silva, 24, foi preso por tráfico de drogas em novembro e agora cumpre pena de cinco anos. Cansado do crime, decidiu se converter e se recuperar. “Aquilo não era vida. Eles (religiosos) nos confortam muito. Todos nos recebem bem, sem preconceito, de braços abertos. Sem eles, acho que seria difícil eu me recuperar”, diz o jovem, que pretende estudar teologia e voltar ao trabalho de auxiliar administrativo quando sair da prisão.
A família de M. R. A, 34, tem sido de grande valor para que ele frequente os cultos e busque a recuperação. Preso por assalto, ele pretende voltar a trabalhar como motorista de caminhão e oferecer melhor futuro ao filho de 7 anos. “Se não tivéssemos isso (apoio dos religiosos) quem sabe o que poderíamos estar fazendo”, diz ele, que aguarda o próximo mutirão carcerário, em fevereiro de 2015, para conseguir a progressão ao regime aberto.
Missão
Em São José dos Pinhais, diretor de penitenciária também é pastor
Na Casa de Custódia de São José dos Pinhais, o diretor da unidade, Jeferson Walkiu, também é pastor e tenta incentivar os presos a participarem de cultos. “Hoje entendemos que nesse processo da ressocialização, o trabalho religioso resgata valores e princípios. Precisamos lembrar que em alguns casos é uma socialização, porque alguns desses detentos nunca tiveram isso”, diz.
Os cultos na unidade são realizados no pavilhão dos evangélicos. Os detentos se reúnem nas manhãs de terça e quarta-feira, entre às 9h30 e 10h30, onde encontram os líderes religiosos de diversas denominações cristãs. “As pessoas que nos auxiliam já vêm com o propósito de ajudar. Nunca tivemos nenhum tipo de ameaça ou conflito”, diz Walkiu, sobre a relação entre presos e religiosos.
O diretor também faz questão de rebater críticas de parte da sociedade, que crê em frases como ‘bandido bom é bandido morto’. “É um discurso que, na prática, não funciona. O preso vai voltar, mais cedo ou mais tarde, para a sociedade. Esse preso precisa voltar melhor”.

Fonte : Gazeta do Povo
 Lembrai-vos dos presos, como se estivésseis presos com eles, e dos maltratados, como sendo-o vós mesmos também no corpo.    HEBREUS 13/3

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

OREMOS POR ESTES PRESÍDIOS E SEUS INTERNOS .



A Igreja Missão Cristã , realiza trabalhos de evangelismo e ressocialização de pessoas privadas da liberdade no estado do Paraná. Evangelizando atualmente quase 10.000 internos , em 11 unidades para pessoas encarceradas no pais do Brasil.
Oremos por estes presídios paranaenses , e seus internos , para Deus os libertar e transformar, e também oremos pelo pastor Hugo Chavez e sua esposa Denise Chavez que estão na liderança desta obra.
Ajude-nos a continuar com esta obra de recuperação de vidas , a Igreja Missão Cristã tem todas
suas atividades dentro dos presídios , no contamos com congregações externas..


                    PRESÍDIO CPAI (Colônia Penal Agroindustrial)
                                   



                                         PRESÍDIO OLARIA
                                         




PRESÍDIO PCE (Penitenciária Estadual Central)
                                 




PRESÍDIO PARQUE AGRÍCOLA
                                                 



PRESÍDIO PEP 2 (Penitenciária Estadual Piraquara 2) 
                             




PRESÍDIO CCP (Casa de Custodia Piraquara)




      PRESÍDIO PCEF (Penitenciária Central Estadual Feminina) fechada.
                 




PENITENCIÁRIA CRAF (Centro Reclusão Semiaberto Feminino)  semiaberto feminino.






             CENSE SÃO FRANCISCO  (Educandário São Francisco)





PENITENCIÁRIA CPL (Colônia Penal da cidade da Lapa Pr.) semiaberta.






PENITENCIÁRIA PEP  (Penitenciária Estadual de Piraquara ) segurança máxima




Educandário São José dos Pinhais (região metropolitana de Curitiba )  Paraná .




7 A ti, pois, ó filho do homem, te constituí por atalaia sobre a casa de Israel; tu, pois, ouvirás a palavra da minha boca, e lha anunciarás da minha parte.
EZEQUIEL 33/7


LIVRO ESPAÇO PRISIONAL : APRESENTA UM NOVO OLHAR SOBRE RESSOCIALIZAÇÃO DE PRESIDIÁRIOS .



Está sendo lançado em diversos eventos acadêmicos e de formação de professores do Paraná o livro “O Espaço Prisional – estudos, pesquisas e reflexões de práticas educativas”. Com 12 artigos produzidos por pesquisadores nacionais e internacionais, a obra foi organizada pelas professoras Ires Aparecida Falcade-Pereira, do Sistema Penitenciário do Paraná, e Araci Asinelli da Luz, da UFPR.

A obra faz um compilado de estudos, pesquisas e reflexões de pesquisadores brasileiros, argentinos e espanhois, apresentando um novo olhar e uma nova perspectiva sobre o sistema prisional como espaço de ressocialização do apenado. Com foco nas pessoas privadas de liberdade e na formação de professores para esta realidade, “essa obra constitui-se pelo compromisso coletivo de pesquisadores que, em contextos diferenciados, olham numa mesma direção: a educação como direito”, afirmam as professoras Ires e Araci.

Ao prefaciar o livro, a secretária da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos do Paraná destacou que o Brasil é o quarto

país com maior população carcerária em números absolutos e que a mais simples projeção estatística indica um cenário extremamente preocupante para o futuro, podendo chegar a mais de um milhão de presos em dez anos. “O cenário que se apresenta impõe reflexões importantes sobre o papel do sistema penitenciário como mecanismo de controle social e como espaço importante de ressocialização”, enfatiza Maria Tereza Uille Gomes.

Para ela, a pesquisa acadêmica sobre o espaço prisional, “conforme se verifica nesta obra, possui grande importância para obter base concreta para se pensar e elaborar uma política criminal em sentido amplo – e não apenas política penal – que efetivamente corresponda às necessidades sociais”. 

RESSOCIALIZAÇÃO - Como resultado da determinação da atual gestão governamental de investir esforços na ressocialização e reinserção social dos apenados, por meio do trabalho e do estudo, o Paraná chega ao final de 2014 com 45,64% dos 13.562 presos condenados estudando. Se forem considerados também os presos provisórios, o total dos que estudam é de 7.166, equivalendo a 39,9% dos 17.961 detidos em penitenciárias do estado. Se considerar ainda os outros 27% de presos que estão trabalhando, o Paraná tem hoje mais de 2/3 de presos em processo de ressocialização e reinserção social.

CAPÍTULOS – Lançado pela Editora Appris, o livro traz 12 capítulos, organizados em quatro partes. Os primeiros quatro capítulos trazem os “Aportes teóricos”, apresentando reflexões sobre A produção acadêmica acerca da educação em prisões de 2000 a 2012; O papel da prisão como mecanismo de controle social ao longo da história; Educação em contextos conflitivos e punitivos; e O sentido e o significado da docência na perspectiva de educadores aprisionados. 

A segunda parte - “Reflexões” - traz dois capítulos, um sobre O direito à educação em contextos de privação de liberdade e outro sobre As feridas sociais expostas na literatura. A terceria parte – “Mulheres” - é formada por quatro capítulos: Mulheres encarceradas de João Pessoa – PB e suas biografias de aprendizagens; Visões sobre educação: o caso de uma instituição penitenciária feminina no interior paulista; As mulheres presas e a violência de gênero; e A escola como espaço de (re)socialização e (re)inserção social para mulheres em privação de liberdade.

A última parte do livro apresenta dois relatos de experiência: Modelagem matemática no cárcere e o Projeto Diálogos: desenvolvendo potenciais e alinhando ações, relato de uma experiência com os profissionais no sistema socioeducativo do Rio de Janeiro

LEMBRAI´VOS DOS PRESOS .....                 Hebreus 13/3.