O Tribunal de Justiça da Paraíba promoveu uma ação social, nesta quinta-feira (6), para incluir as apenadas do Centro de Reeducação Feminina Júlia Maranhão nas homenagens alusivas ao 8 de março, dia Internacional da Mulher. Assim, com a articulação do Juizado Especial de Violência Doméstica e Familiar contra a Mulher, 50 reeducandas tiveram o Dia de Beleza, executado por profissionais qualificados pelo Instituto Embelleze, parceiro do projeto.
“Isso é um presente de Deus, entre tantas eu ter sido sorteada de ter a oportunidade de me sentir mais mulher”, expressou Ana Paula, que cumpre pena no Júlia Maranhão. Já a apenada Márcia Félix, que desenvolve o talento de cantora no presídio, completou as homenagens interpretando canções.
O evento foi elaborado com o intuito de mostrar que o TJPB realmente lembra das mulheres que estão presas, com responsabilidade também do Juizado de Violência Doméstica. “Não se trata apenas de cuidar do cabelo e fazer maquiagem, mas sim da lembrança do momento de valorização”, observou a juíza Rita de Cássia, titular do Juizado.
A magistrada acrescentou que o evento foi realizado devido a nova postura do Judiciário, na gestão da desembargadora Fátima Bezerra Cavalcanti, de se aproximar da sociedade, das encarceradas. Soma-se a isso a flexibilidade da Lei Maria da Penha, que além de ampliar a proteção às vítimas e modificar a abordagem sobre violência doméstica no país, permite que o Judiciário estenda ações sociais e arregimente esforços para atuar em favor das mulheres, em diversos eixos de trabalho devido ao caráter multidisciplinar da lei.
Além do Dia da Beleza, o Juizado também realizou atendimento multidisciplinar e averiguou a situação prisional das situações de violência doméstica. “Com isso, queremos contribuir com a aprendizagem das reeducandas, no sentido de incentivar a reflexão e o crescimento pessoal”, avaliou Rita de Cássia.
Geralmente o Instituto Embelleze participa desses eventos executando cortes de cabelo, mas, em homenagem ao dia das mulheres, a empresa acrescentou mais dois benefícios para as apenadas: escova e maquiagem. “O instituto Embelleze trabalha com formação profissional e faz essas ações sociais para promover o embelezamento”, explicou Tatiane Dalo, diretora executiva da Embelleze em João Pessoa, que aceitou de imediato o convite para participar dessa ação.
A diretora do presídio, Cinthya Almeida, revelou que as apenadas ficaram eufóricas com a notícia de receberem um dia de beleza. Além disso, explicou que foi necessário selecionar 50, das 300 reeducandas que hoje cumprem pena no regime fechado, devido a estrutura e segurança.
“É significativo que o TJPB inicie as homenagens dessa data tão histórica e representativa das lutas e conquistas dos direitos femininos”, destacou Elinaide Alves, que representou a Secretaria de Estado da Mulher e da Diversidade Humana.
Também prestigiaram o evento a Secretaria de Desenvolvimento Social do Município, representada pelo secretário-adjunto, Joubert Fonseca; Secretaria da Mulher do Município de João Pessoa, pela gestora Socorro Borges; Secretaria de Administração Penitenciária, chefe de gabinete, Alan Douglas; Polícia Militar, coronel Sobreira; Delegacia da Mulher, delegadas Maísa Félix e Renata Almeida (adjunta) e a Secretaria de Desenvolvimento Humano do Estado.
...Dando honra a Mulher, como vaso mais fraco... 1 PEDRO 3/7
sábado, 8 de março de 2014
quarta-feira, 5 de março de 2014
PRESO INOCENTEMENTE.
No dia em que foi solto , depois de ser preso por engano ,o ator Vinicius Romão denunciou a existência de outros “Vinícius” dentro das prisões do Rio de Janeiro. Um deles seria Rafael Braga Vieira, 26 anos, um catador de rua preso e condenado a cinco anos de prisão depois dos protestos do dia 20 de junho, durante a Copa das Confederações. De acordo com a sentença do juiz Guilherme Schilling Pollo Duarte, não há dúvidas de que Rafael, conforme testemunho de dois policiais civis, levava dois coquetéis molotov: uma garrafa de desinfetante e outra de água sanitária.
"Estava chegando do trabalho e me pegaram com uma garrafa de pinho sol e água sanitária na mão, me agrediram, esvaziaram a garrafa, colocaram um pano na ponta e me levaram para a delegacia dizendo que era coquetel molotov” contou Rafael ao Terra, em uma entrevista exclusiva feita dentro do presídio Elizabeth Sá Rego, uma das 26 unidades prisionais do local, mais conhecido como Bangu 5.
Nunca tive contato com nenhum manifestante aqui dentro. Nem faço ideia do motivo porque eles se manifestam
Rafael Braga Vieiracatador de rua preso
Mesmo com o lema de não deixar ninguém para trás, os grupos de manifestantes que chegaram até a ir para a porta do presídio exigir a liberação de Jair Seixas Rodrigues, o Baiano, um de seus líderes, parecem ter se esquecido que Rafael também está preso por conta das manifestações. “Nunca tive contato com nenhum manifestante aqui dentro. Nem faço ideia do motivo porque eles se manifestam. Só sei que fui preso e estou condenado,” disse o rapaz, que conta que recebeu poucas visitas até mesmo dos advogados que atuam na liberação de manifestantes presos. “Faz umas três semanas teve um aqui e disse que ia tentar um habeas corpus, mas não sei de nada mais,” conta, com frases curtas, mãos entrelaçadas, alguns poucos dentes na boca e cabeça sempre baixa, envergonhado com sua própria situação.
Conhecido na feira de antiguidades e quinquilharias que funciona na Praça XV, no centro do Rio de Janeiro, Rafael já tem uma condenação por furto, o que fez o juiz aumentar sua pena inicial de quatro anos e negar um pedido de liberdade condicional. “Eu vendia peças raras, usadas, coisas que achava na rua. Era uma espécie de garimpeiro”, conta. “Dava para tirar um bom dinheiro por mês e ajudar minha mãe e meus sete irmãos.”
No dia do protesto, Rafael vagava pelas ruas do Rio de Janeiro, como centenas de pessoas fazem todas as noites, em busca das suas raridades. Seu azar foi entrar numa loja abandonada e ter a ideia de levar os dois potes encontrados para a tia. Quando saiu, se deparou com uma confusão generalizada e acabou detido.
Há nove meses Rafael não sabe da mãe, nem dos irmãos. Passa os dias deitado, vendo TV (por onde soube da morte do cinegrafista da Band Santiago Andrade) e fica na parte do presídio destinado a membros da facção criminosa da comunidade onde vivem os parentes. “É uma forma de garantir a segurança dele”, conta um funcionário do presídio. Rafael pensa em estudar na escola que funciona dentro do presídio. Mas sonha mesmo em que alguém olhe com carinho para o seu caso, que o tire de lá, para voltar a trabalhar “com carteira assinada”, para quem sabe um dia voltar a ver o mar da praia da Atalaia, em Aracaju, onde foi criado. Até lá, só lhe resta esperar.
LEMBRAI-VOS DOS PRESOS............. HEBREUS 13/3
segunda-feira, 3 de março de 2014
PRESÍDIO REGIONAL DE LAGES (SC) : OREMOS PELOS 350 DETENTOS.
Localizado no bairro Santa Clara (acesso sul), o presídio tem capacidade para 352 detentos (oito em cada cela). São 3.915 mil metros quadrados de área construída, incluindo cozinha, enfermaria, consultórios médico e odontológico, salas para o setor administrativo, solários, espaços para revista e alojamentos para os agentes e para a guarda externa, além de quatro galpões de trabalho de 100 metros quadrados cada um. A unidade será administrada em regime de co-gestão com a empresa Reviver. São 120 funcionários distribuídos em 42 postos e 12 agentes penitenciários do Estado
LEMBRAI-VOS DOS PRESOS ...... HEBREUS 13/3
LEMBRAI-VOS DOS PRESOS ...... HEBREUS 13/3
quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
ATOR PRESO POR ENGANO DIZ: QUANTOS INOCENTES DEVEM ESTAR NOS PRESÍDIOS!!
Vinícius Romão não é um criminoso. Seus amigos, a família e pessoas com quem trabalha sempre tiveram a certeza disso. Mas depois de ser preso no último dia 10, acusado de um roubo que, agora, sabe-se que ele não cometeu, o ator de 27 anos passou a levar a mesma vida de bandidos capturados pela polícia – e a sofrer os mesmos abusos. Ao chegar à cadeia pública Patrícia Acioli, com a cabeça raspada, no dia seguinte a sua prisão, precisou responder a uma questão decisiva. “Qual é sua facção?”
“Não tenho facção. Não sou bandido. Respondi que era neutro e fui parar em uma cela de traficantes e agressores de mulheres”, contou, na tarde desta quarta-feira, horas depois de ter deixado a prisão onde ficou por 16 dias.
Abalado, com a aparência cansada, Romão foi abraçado por cerca de 30 amigos que o acompanharam da porta da prisão até sua casa, no Méier, bairro da Zona Norte do Rio. O ator abraçou os amigos diversas vezes e chorou muito, emocionado.
“O tratamento que as pessoas recebem lá é desumano. Dormi no chão, com papelões, porque as seis camas estavam ocupadas por presos”, disse. Ao todo, afirmou, havia 15 presos na cela. Na cadeia a gente passa a dar valor a coisas simples, como abrir a geladeira e pegar uma garrafa d’água. No presídio, tinha que encher os copos d’água na hora do banho, para poder ter o que beber ao longo do dia”, lembrou.
Ao lado do pai, Jair Romão, e dos mesmos amigos que o defenderam nas redes sociais, o ator disse que “há outros Vinícius na cadeia”. “A diferença é que tive amigos que lutaram por mim num momento em que eu não podia fazer nada. Outras pessoas não têm a mesma sorte”, disse, citando autores de crimes de baixo potencial ofensivo, alguns sem provas.
Romão foi preso em 10 de fevereiro, acusado de ter assaltado a copeira Dalva Moreira da Costa, no Méier, bairro onde mora e trabalha. Na última terça-feira, Dalva prestou novo depoimento e admitiu que errou ao reconhecer Romão como criminoso. A Corregedoria Interna da Polícia Civil (Coinpol) investiga se houve erros do delegado que manteve Romão preso.
.. DEUS É A VERDADE , E NÃO HÁ NELE INJUSTIÇA ; JUSTO E RETO É.
Deuteronômio 32/4
.. DEUS É A VERDADE , E NÃO HÁ NELE INJUSTIÇA ; JUSTO E RETO É.
Deuteronômio 32/4
segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014
PENITENCIÁRIA INDUSTRIAL DE JOINVILLE (SC) : 380 DETENTOS PRECISAM DE NOSSAS ORAÇÕES!!
| Penitenciária Industrial de Joinville | ||||||||||||||||
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