quarta-feira, 23 de outubro de 2013

FABRICAR MÓVEIS DE BAMBU DA DIGNIDADE A PRESOS DE BOA ESPERANÇA (MG)

Detentos do presídio de Boa Esperança(MG) passam o tempo que terão que ficar entre grades criando móveis. O projeto é uma parceria da segurança pública com o Sindicato Rural, que permitiu que sete detentos fizessem o curso de artesanato em fibras naturais no Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar). A matéria-prima, o bambu, é doado por produtores da cidade.
Depois de fazerem o curso em março deste ano, os próprios presos tiveram a iniciativa de montar a oficina. Com o apoio da família, compraram os equipamentos e ferramentas. O negócio vai tão bem que eles têm encomendas até o final do ano.
A rotina que teriam que cumprir por anos ficou mais interessante com o trabalho e eles ganharam ânimo enquanto cumprem a pena. O 'expediente' é cumprido em um espaço ao lado do presídio, onde passam o dia todo criando e produzindo os móveis entre cadeiras, mesas de centro, cabideiros, e outros. "O projeto gira em torno de nós todos. Um queima os bambus, o outro corta e o outro fura. Então cada um tem aqui a sua função", conta o detento Luciano Siqueira da Silva.
Reginaldo da Silva é o administrador da oficina e foi ele quem conseguiu vender a primeira peça, através da esposa. "Ela levou para mostrar em um pequeno salão que a minha irmã tem, aí nisso a vizinha da minha mãe interessou também, e foi divulgando", explica Reginaldo. O dinheiro arrecadado com as vendas é destinado às famílias dos presos. Além de ajudar a família financeiramente, para cada três dias trabalhados, um é reduzido da pena.
Detentos fazem móveis de bambu apos curso do Senar em Boa Esperança (Foto: Reprodução EPTV / Erlei Peixoto)Detentos fazem móveis de bambu após curso em Boa Esperança (Foto: Reprodução EPTV / Erlei Peixoto)
O defensor público Frederico de Paula Zucarelli viu o trabalho e se tornou um dos clientes da oficina. Ele adquiriu vários móveis para decorar a casa e incentivar os detentos. "Eu acredito que a sociedade tem que ter uma mudança de conceito em relação a esses presos, então é preciso incentivar a capacitação técnica deles pra que eles voltem como pessoas de bem para a sociedade, com uma profissão e capacidade financeira razoável para sustentar suas próprias famílias", disse Zucarelli.
 Agora, a diretoria do presídio estuda uma forma de ampliar a oportunidade para outros presos. "Tentar dar uma oportunidade para o preso trabalhar, assim fica mais tranquilo pra todos, os presos e os funcionários", explica o diretor do presídio, Bruno Tiso Pereira.
Para ajudar
Quem ficou interessado em adquirir os móveis, pode procurar a assistente social Gisele Oliveira, no Presídio de Boa Esperança localizado na Avenida Mariquinha Gomes, 215. O telefone para contato é o (35) 3851-2230.

LEMBRAI-VOS DOS PRESOS .......          Hebreus 13/3

terça-feira, 22 de outubro de 2013

CADEIÃO DE PINHEIROS (SP) 5827 DETENTOS : O NOVO CARANDIRU DO BRASIL ?

O Cadeião de Pinheiros, conjunto de quatro CDPs (Centros de Detenção Provisória), na Zona Oeste da cidade, tem capacidade para 2.056 detentos e recebe no momento 5.827 presos. Por isso, já é considerado o novo Carandiru de São Paulo, numa alusão ao famoso presídio da Zona Norte que chegou a abrigar sete mil prisioneiros e foi implodido em 2002, dentro da política do governador Geraldo Alckmin, então na sua primeira gestão, de regionalizar o sistema carcerário do estado em pequenas unidades.
Localizado na beira da Marginal Pinheiros, o Cadeião, pela dimensão que alcançou, não consegue cumprir com suas funções básicas de ressocialização: dos 5.827 internos, apenas 200 estudam e trabalham. Ali, onde era para estar apenas presos provisórios, há detentos condenados e até alguns que já têm direito ao regime semiaberto. O DIÁRIO entrou nesse complexo prisional e viu uma ferida aberta no meio da cidade.

Eram 15h quando as grades do CDP-2 foram abertas para a entrada da reportagem. Nele estão 1.217 presos no “seguro”, o que na gíria da cadeia significa lugar onde se acolhem prisioneiros com problemas em outras cadeias. São estupradores, usuários com dívidas de drogas, delatores e homossexuais discriminados.
No pátio interno, um pastor da Assembleia de Deus fazia uma pregação acompanhada atentamente pelos “moradores” daquela ala. Falando a mesma linguagem dos detentos, o pastor conclamava todos a “enfrentar o satanás”, que estaria impregnado naquele lugar. “Eu já estive com o pé na cova e fiquei 29 dias na UTI, dado como morto. O que me salvou foi Jesus”, afirmou o pastor. “Glória a Deus”, responderam os presos.

No andar de cima desse pavilhão, na cela número 14, ficam os travestis. A cela é toda pintada e decorada com toques femininos. Anderson Costa, ou Natacha Brasil,  está ali há dois anos por causa do roubo do celular de um cliente. “Aqui é cruel”, disse. “A gente tem de se prostituir por dez maços de cigarro, a moeda local, e sofre muita discriminação dos outros presos.” Na cela ao lado ficam os idosos. Amaro da Silva, de 80 anos, disse que não quer ser transferido porque já está acostumado com os colegas e recebe cuidados especiais deles. “É uma família”, afirmou.

Esse CDP é considerado modelo entre os quatro do cadeião. O serviço de saúde, por exemplo, foi premiado por ter conseguido reduzir em 85% os casos de tuberculose entre a população carcerária. Ao seu lado, fica o CDP-4, considerado o pior. Nele ficam todos os presos que estão em trânsito na cidade de São Paulo para audiências judiciais. Na quinta-feira havia 1.798 detentos nessa ala. Em algumas celas, com capacidade para oito pessoas, 40 homens se aglomeravam. Dezesseis deles dormiam nas oito camas disponíveis e os demais 24 espalhavam-se pelo chão, na “praia”, como dizem
.
Problemático também é o CDP-1.
Esse pode ser considerado o mais tenso do complexo penitenciário. Ali estão os integrantes da facção PCC (Primeiro Comando da Capital) e nem o coordenador geral ousa entrar quando os presos estão soltos no pátio, das 8h às 16h. É o único entre os quatro CDPs onde os detentos se negam a fazer a manutenção da unidade.  O preso aqui, disse um funcionário, “está 24 horas por dia tentando te apunhalar pelas costas”.

Facções rivais ficam isoladas para evitar rebeliões e brigasO  último CDP visitado pelo DIÁRIO foi o 3, onde estão os membros de uma facção criminosa rival do PCC, o CRBC (Comando Revolucionário Brasileiro da Criminalidade). Esses presos são mais desarticulados, embora já tenham protagonizado rebeliões sangrentas, como a ocorrida em maio de 2002 no CDP-1 de Guarulhos, na região metropolitana. O motim teve sete mortos, todos membros do CDL (Comando Democrático da Liberdade), facção da qual o grupo também é inimigo. Dos grupos existentes, o CRBC é considerado o com menor número de adeptos. Ali, no CDP-3, estão 1.146 deles.


A maioria passa o dia andando no pátio, em grupos de três ou quatro. “É a maneira que  encontram para se exercitar e tirar a neurose da cadeia”, disse um dos agentes de segurança. Nessas  rodas são traçados planos e fechados negócios. Na presença da reportagem, muitos  viravam os rostos para não serem fotografados, postura completamente diferente daqueles que vivem na cela número 12, chamada “casa de oração”. Nela reúnem-se os evangélicos. “Nesse lugar, onde o senhor diria que só tem coisa ruim, reina Jesus”, disse Elias Araújo, o líder espiritual do pavilhão, também presidiário, que cumpre pena por curandeirismo, charlatanismo e estelionato.

 Pastor Hugo Chavez trabalha na recuperação de presidiários no Paraná , mediante a palavra de Deus .










CONTRIBUA PARA O PASTOR HUGO PODER CONTINUAR COM ESTE TRABALHO !!

LEMBRAI-VOS DOS PRESOS.......          Hebreus 13/3

PRONATEC LEVA CURSO DE SERIGRAFIA A PENITENCIÁRIA DA PARAÍBA.

O curso de serigrafia do Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), teve inicio na tarde desta segunda-feira (21), para 16 reeducandos da Penitenciária Regional de Campina Grande. O curso, promovido através de uma parceria entre a Secretaria de Administração Penitenciária (seap) e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), tem 180 horas de duração e acontece no Campus Universitário Avançado Dom José Maria Pires, localizado no Complexo do Serrotão.
Estiveram presentes na aula inaugural do curso de serigrafia, a Gerente de Ressocialização da Seap, Ziza Maia, o coordenador do programa Cidadania é Liberdade, Marconi Amorim, o Subgerente de Programas e projetos da Seap, Arivladmir Cardoso, o diretor da unidade prisional, Manoel Osório, o interlocutor do Pronatec do Senai, professor Cláudio Cícero, o professor do curso de serigrafia, Genival Alves, o supervisor de oficinas do Senai, Reginaldo Fernandes e a integrante da Gerencia de Ressocialização de Campina Grande, Stella Belarmino.
Sobre mais este curso profissionalizante, o Secretário Wallber Virgolino pontuou. “Este é mais um exemplo de parceria que vem dando certo, estamos trabalhando para ampliar e dar condições para que um maior número de unidades prisionais possam receber estes cursos, tão importantes no processo de ressocialização através da capacitação profissional”.
A Gerente de Ressocalização, Ziza Maia falou deste novo momento no sistema prisional paraibano, quando a Seap está implementando diferentes cursos em todas as regiões do estado, fez uma explanação sobre os diferentes eixos da ressocialização e deu as boas vindas aos reeducandos participantes do curso.
Na ocasião, o diretor da unidade, Manoel Osório falou para os reeducandos. “Aproveitem a oportunidade e multipliquem esta ideia entre os outros reclusos que infelizmente ainda não se interessam pela qualificação profissional”.
O interlocutor do Pronatec do Senai, Cláudio Cícero, frisou. “Eu fico feliz não apenas por estar aqui, mas por sentir no olhar de vocês a vontade de receber este conhecimento que será oferecido no decorrer do curso”.
O professor Genival Alves falou um pouco do conteúdo programático do curso de serigrafia. “Vamos trabalhar questões relacionadas as habilidades básicas da serigrafia, higiene no trabalho, meio ambiente, postura e ética profissional, além da parte prática, com estampas em tecido, fabricação de sacolas com a utilização de papel reciclado, encadernação, produção de cadernos e livros e confecção de batons e adesivos.

Bem-aventurado o homem que me da ouvido..      PROVÉRBIOS  8/34 a

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

PRESÍDIO FEDERAL DE SEGURANÇA MÁXIMA "CATANDUVA" (PR) OREMOS PELOS INTERNOS.

Localizada a 476 quilômetros de Curitiba, na região oeste do Paraná, a Penitenciária Federal de Catanduvas foi a primeira prisão federal de segurança máxima inaugurada pela União. Como as demais penitenciárias de segurança máxima, tem 208 celas individuais e 12 de isolamento, sendo de 12.700 metros quadrados sua área construída. Este estabelecimento prisional destina-se exclusivamente a presos de alta periculosidade.


LEMBRAI-VOS DOS PRESOS....                 Hebrus 13/3

domingo, 20 de outubro de 2013

PRESÍDIOS FEDERAL , NORMAS DO DEPEN PARA VISITA.

Visitas à Penitenciária Federal
O Departamento Penitenciário Nacional – Depen disponibiliza nesta página o acesso aos formulários para visitação aos presos custodiados nas Penitenciárias Federais.
Preencha e envie o formulário cuidando para que os campos relacionados ao seu caso específico sejam todos preenchidos. A ausência de uma informação pode retardar o processo de autorização.
Após o envio do formulário para o e-mail cgtp.dispf@mj.gov.br ou a entrega do formulário nos endereços abaixo, o interessado deve aguardar resposta oficial do Depen por e-mail, carta ou telefone para se dirigir à Penitenciária Federal ou à Defensoria Pública da União no caso de visita virtual, em datas e horários previamente agendados, munido com os documentos originais relacionados abaixo, pertinentes ao caso, para concluir o cadastramento e realizar entrevista pessoal. 
Outras dúvidas poderão ser sanadas pela leitura das Portarias Depen nº 122, de 19 de setembro de 2007 e a nº 1.190, de 19 de junho de 2008, a primeira disciplina o procedimento de visita aos presos nos estabelecimentos Penais Federais e a segunda regulamenta a visita íntima. 

Locais de Entrega do formulário:
Departamento Penitenciário Nacional – DepenEsplanada dos Ministérios – Bloco T - Anexo II – 5° andar – Sala 516  – Brasília-DF, CEP 70064-901
Penitenciária Federal em Catanduvas-PRPR 471- Km 15 – Bairro Gleba Rural - Catanduvas –PR, CEP 85470-900
Penitenciária Federal em Campo Grande-MSAv. Henrique Bertin, s/n, Jardim Los Angeles, Campo Grande-MS, CEP 79073-785
Penitenciária Federal em Mossoró/RN
RN 15 – Km 13 – Estrada Mossoró, Baraúnas, CEP 59.600-970 – Mossoró/RN
Penitenciária Federal em Porto Velho/RO
Av. Presidente Dutra, 2701 – Caixa Postal 521, CEP 76.801-974 – Porto Velho/RO
Unidades da Defensoria Pública da União – DPU no caso de Visita Virtual
Para saber o endereço das unidades da DPU, clique aqui

Documentação comprobatória original para visitas:
Visita Virtual
  • Duas fotos 3x4 iguais e recentes;
  • Cédula de Identidade ou documento equivalente;
  • Cadastro de Pessoa Física (CPF) para maiores de 18 anos;
  • Comprovante de residência;
Cédula de Identidade ou documento equivalente, o Cadastro de Pessoa Física (CPF) para maiores de 18 anos e o comprovante de residência deverão ser apresentados em fotocópia juntamente com o original.
Visita Social
  • Cédula de Identidade ou documento equivalente;
  • Cadastro de Pessoa Física (CPF) para maiores de 18 anos;
  • Certidão de antecedentes criminais da Justiça Estadual e Federal do domicílio. Disponível no sítiowww.justicafederal.jus.br;
  • Comprovante de residência;
  • Duas fotos 3x4 iguais e recentes;
Cédula de Identidade ou documento equivalente, o Cadastro de Pessoa Física (CPF) para maiores de 18 anos, Certidão de antecedentes criminais da Justiça Estadual e Federal do domicílio e o comprovante de residência deverão ser apresentados em fotocópia juntamente com o original. 

Visita Íntima
Além da documentação acima mencionada e do Termo de Responsabilidade, o requerimento deverá estar instruído com um dos seguintes documentos:
O visitante cadastrado e autorizado a visitar o preso ingressará na Penitenciária Federal se estiver de acordo as seguintes regras:
  1. Respeitar as normas contidas na Portaria do DEPEN nº 122, de 19 de setembro de 2007, que disciplina o procedimento de visitas aos presos nos estabelecimentos penais federais e demais normas penitenciárias em vigor e aplicáveis à visitação e as normas previstas na Portaria GM nº 1.190, de 19 de junho de 2008, que regulamenta a visita íntima no interior das penitenciárias federais e demais normas aplicáveis à visita íntima.
  2. Observar os dias de visita e o horário fixado para sua entrada e saída.
  3. Apresentar-se sóbrio, asseado e adequadamente vestido. A vestimenta deve ser de cor clara, saia ou vestido abaixo do joelho ou calça de malha o similar, desde que acompanhadas de camisetas ou blusas de comprimento adequado, bem como a roupa íntima não pode conter nenhum detalhe em metal ou confeccionado em plástico resistente;
  4. Substituir o calçado dos visitantes por chinelos fornecidos pela Penitenciária Federal;
  5. Substituir os absorventes e fraldas descartáveis fornecidos pela Penitenciária Federal;
  6. Apresentar a documentação exigida e prestar informações fidedignas para os trâmites de visita;
  7. Abster-se de introduzir ou retirar objetos, elementos ou substâncias não autorizados expressamente;
  8. Durante sua permanência na Penitenciária Federal as jóias, bijuterias, objetos do gênero e os pertences dos visitantes ficarão guardados no armário com chave, sendo devolvidos ao final da visita;
  9. Não portar aparelho celular (assemelhados e acessórios como chip, bateria e carregadores);
  10. Respeitar a proibição de fumar no interior da Penitenciária;
  11. Guardar correção no trato com o pessoal penitenciário e com terceiros;
  12. Não danificar as instalações e o mobiliário da Penitenciária e qualquer elemento disponível para a visita;
  13. Acatar as orientações e determinações dos funcionários da Penitenciária para a visita;
  14. Manter a higiene do setor destinado à visita;
  15. Respeitar a segurança da Penitenciária e não realizar atos que possam acarretar indisciplina ou fuga;
  16. Adotar comportamento de forma que não ofenda a ordem ou a moral pública.
No caso de descumprimento de qualquer dos deveres aqui estabelecidos, a visita poderá ser interrompida e o visitante convidado a retirar-se do estabelecimento, podendo, ainda, o Diretor da Penitenciária, adverti-lo ou suspendê-lo temporariamente ou definitivamente do direito de visita, de acordo com a gravidade da falta praticada, as circunstâncias de tempo, modo, lugar e a sua reiteração.

LEMBRAI-VOS DOS PRESOS ......   Hebreus 13/3