sexta-feira, 2 de outubro de 2015

OUTUBRO ROSA INÉDITO NOS PRESÍDIOS FEMININOS DO RIO GRANDE DO SUL !!

A Vara de Execuções de Penas e Medidas Alternativas (VEPMA) de Porto Alegre destinou R$ 20.834,00 a ações de prevenção em saúde no sistema prisional. Do montante, R$ 18.114,00 permitirão realizar 183 mamografias bilaterais em detentas de dois presídios femininos do Estado e a confecção de pôsteres e fôlderes explicativos sobre o câncer de mama. Os valores – com origem nas multas aplicadas a quem comete crimes de menor potencial ofensivo – foram solicitados pela Superintendência dos Serviços Penintenciários (SUSEPE) e propiciarão também a confecção de material informativo sobre o câncer de próstata, a ser distribuído a partir de novembro nos presídios masculinos. As decisões que autorizaram os repasses foram assinadas no final de setembro pelo Juiz titular da VEPMA Luciano André Losekann.
As mamografias bilaterais beneficiarão as presas pelo regime fechado da Penitenciária Estadual Feminina Julieta Balestro, de Guaíba, e da Penitenciária Feminina Madre Pelletier, em Porto Alegre. Os exames serão realizados por técnicos do Instituto da Mama do RS, a bordo do mamamóvel – unidade volante equipada com instrumentos para a detecção da doença. As datas das visitas ainda não foram definidas.
As informações constam do projeto Outubro Rosa, da SUSEPE, que alude às campanhas que ocorrem sempre nesse mês no Brasil e no mundo visando a informar, prevenir e conscientizar sobre os riscos do câncer de mama. Prédios e monumentos iluminados de cor-de-rosa são o símbolo mais visível da mobilização. Conforme informações no documento elaborado pela superintendência, projetam-se 57.120 novos casos de câncer de mama no Brasil em 2015.
Recentemente, ações semelhantes objetivam dar maior visibilidade e quebrar preconceitos relativos à prevenção do Câncer mais comum entre os homens, que atinge a próstata. O mês destinado à conscientização do sexo masculino é novembro.
Juíza da 2ª Vara de Execuções Penais (VEC) de Porto Alegre há dois anos, Patrícia Fraga Martins comentou sobre a iniciativa da VEPMA, que possibilita os exames. Disse tratar-se de importante ação, salientando as difíceis condições das prisões, onde muitas vezes doenças são adquiridas. Explica que as mulheres presas valorizam os cuidados de saúde oferecidos, uma vez que, em geral, possuem baixa renda e vivem em lugares com pouco acesso à informação e tratamentos. Os presídios de Guaíba, da Capital e de Montenegro, além do Instituto Penal de Porto Alegre (regime semi-aberto), formam a jurisdição da 2ª VEC.

LEMBRAI-VOS DOS PRESOS ......     Hebreus 13/3

terça-feira, 29 de setembro de 2015

PRESÍDIO DE MATA GRANDE (MT) : MERCADO DENTRO DA UNIDADE É PERMITIDO PELA "LEP"



Os parentes dos presos de Mato Grosso estão proibidos de levar comida para eles. Os presos têm que comprar tudo em mercadinhos onde trabalham funcionários dos presídios e onde são vendidos produtos de risco.
Em dia de visita na penitenciária de Mata Grande, em Rondonópolis, a segunda maior de Mato Grosso, os parentes de presos reclamam. "Bolacha, tudo comprado dentro da cadeia. Nada fora", conta uma pessoa. "A gente não pode trazer de casa. Aí, tem que comprar tudo aí dentro", queixa-se outra.
Eles não podem entrar com comida. Os presos são obrigados a fazer as compras lá dentro, em um mercadinho montado no interior da penitenciária. No lugar se encontra quase tudo: produtos de limpeza, cigarro e até produtos perigosos, como óleo de cozinha.
O mercadinho é administrado por uma associação de servidores, mas um agente penitenciário, que faz parte da associação e prefere não aparecer, diz que nunca soube o que é feito com o dinheiro arrecadado. "Estima-se o valor líquido de R$ 120 mil ao mês. Boa parte da arrecadação lá eles rateiam entre eles, dividem, né?", afirma ele.
Ele conta ainda que a cantina usa a mão de obra dos próprios agentes: "O diretor pega e coloca servidores para atuarem lá dentro. Pessoas que deveriam nos ajudar nos corredores, nos ajudar em escoltas, estão lá. Trabalham lá dentro".
A Secretaria de Justiça e Direitos Humanos admite que esse tipo de comércio existe em nove unidades prisionais de Mato Grosso, inclusive na maior delas, a penitenciária central do estado. A Lei de Execuções Penais permite que haja cantinas instaladas dentro dos presídios, mas o que chama a atenção nesses estabelecimentos é que não houve qualquer concorrência pública, não se tem controle sobre os produtos que são vendidos nem sobre o destino do dinheiro arrecadado. "A ausência de uma regulamentação facilita com que possa haver em algum lugar, em algumas dessas cantinas, até desvio do dinheiro", diz João Batista Pereira, presidente do Sindicato dos Servidores Penitenciários de Mato Grosso.
O diretor do Centro de Ressocialização de Cuiabá autorizou a entrada da reportagem no mercadinho que ele considera um modelo no estado. Foram encontradas lâminas de barbear e isqueiros à venda. "Possivelmente podemos fazer uma triagem disso aí e analisar novamente. Podemos fazer uma triagem para ver a situação", afirma Winkler de Freitas, diretor do presídio.
Para o presidente da OAB de Mato Grosso, Maurício Aude, as imagens mostram uma situação irregular e perigosa: "Há alguns produtos, como isqueiros e óleo de cozinha, que podem ser utilizados em um momento de turbulência ou até para provocar um momento de turbulência".
O governo do estado diz que montou uma comissão para tentar regularizar a situação. "Para que o estado tenha o controle sobre os produtos que são comercializados, sobre os preços que são praticados e também sobre a destinação do recurso arrecadado", explica Luís Fabi, secretário-adjunto de administração penitenciária.
O diretor da penitenciária de Mata Grande, Ailton Ferreira, disse que presta contas mensalmente do que é vendido. E que os servidores trabalham como voluntários.

 Estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e foste me ver.          Mateus 25 /36

terça-feira, 22 de setembro de 2015

TRIBUNAL DE JUSTIÇA E GOVERNO DE SÃO PAULO IMPLANTARAM PROJETO "SEMEAR" NOS PRESÍDIOS DO ESTADO .

O governo de São Paulo assinou hoje (21) um acordo com o Tribunal de Justiça e o Instituto Ação pela Paz para implantar o Programa Semear nas penitenciárias do estado. O projeto tem como objetivo promover a ressocialização dos sentenciados, que terão atividades educacionais e laborativas na prisão, aproveitando melhor o tempo de cumprimento da pena.

Com estruturas que ofereçam opções de trabalho e ensino para recuperar o detento, o Semear contribuirá para evitar a reincidência ou o reingresso dele no sistema carcerário.

Segundo a diretora executiva do Instituto Ação pela Paz, Solange Senese, desde novembro do ano passado, existe um projeto-piloto no Centro de Ressocialização de Limeira e na Penitenciária II Feminina de Tremembé. “Estamos desenvolvendo esse programa para implantar em todo o país. É uma grande plataforma de impactos para que o preso, sua família e o agente de segurança tenham assistência e cuidados. As soluções para os problemas são apontadas por eles."

Solange informou ainda que a Ação pela Paz pretende promover uma melhoria no sistema prisional no país inteiro, com ideias que não podem ser apenas assistencialistas, mas também replicáveis e que se transformem em políticas públicas.

Para o secretário estadual de Administração Penitenciária, Lourival Gomes, o projeto é um olhar do Judiciário e da sociedade para dentro da prisão, e isso deve trazer mudanças. “O Judiciário complementa aquilo que o Estado não tem. No caso de Limeira, a própria sociedade leva o curso profissionalizante. São parceiros que vão nos ajudar em um programa que de fato ressocializa as pessoas.”

O juiz assessor da Corregedoria-Geral da Justiça, Jaime Garcia dos Santos Júnior, destacou que o Semear deve promover uma lógica de mudança no sistema prisional, atendendo tanto aos presos quanto aos egressos. “O projeto é uma metodologia que busca atender a todas as necessidades do preso, dento ou fora do presídio, por conta de algum benefício liberatório. Queremos formar um suporte sólido para corrigir as rupturas que têm impactos diretos no cumprimento da pena para que se contribua para boa recolocação da pessoa presa na sociedade”, disse.


 Porque há esperança para a árvore que, se for cortada, ainda se renovará, e não cessarão os seus renovos.    JÓ 14/7

quarta-feira, 9 de setembro de 2015

PRESÍDIO LEMOS BRITO (BAHIA) A PENITENCIÁRIA EM FORMA DE COLISEU ROMANO .



A penitenciária localizadas em Salvador (BA) lembra o Coliseu Romano. Formado por um prédio circular que envolve um campo de futebol
Custodia presos condenados, dando cumprimento às penas privativas de liberdade, em regime fechado e com segurança máxima.
 A unidade prisional encontra-se superlotada com 1.315 apenados. Observando que ela foi projetada para 771 presos 


Localização: 

Rua Direta da Mata Escura, s/nº - Complexo Penitenciário
CEP: 41225-000
Salvador - Bahia
Telefone: (71) 3117-2975
Telefax: (71) 3117-2980
Diretor: Everaldo Jesus de Carvalho
Diretores Adjunto: Crispim Borges 
Joel Mácio Vinhático de Souza 
Valter Américo Júnior

LEMBRAI-VOS DOS PRESOS......    Hebreus 13/
 Pastor Hugo Chavez evangeliza e trabalha na recuperação dos encarcerados no Estado do Paraná . A palavra de Deus tem sido o instrumento fundamental para este trabalho ter produzido resultados muito positivo . A entrega de Bíblias do Projeto "BÍBLIAS NOS PRESÍDIOS" tem ajudado muito na transformação e libertação de uma grande quantidade de internos , homens e mulheres .














domingo, 6 de setembro de 2015

PRESOS TRABALHAM NA RECUPERAÇÃO DE ORELHÕES TELEFÔNICOS EM MINAS GERAIS .



Foto: Osvaldo Afonso/ Imprensa MG
19/05/2015- Ribeirão das Neves- MG, Brasil- O Complexo Penitenciário Público Privado (CPPP), em Ribeirão das Neves, inaugurou, nesta terça-feira (19/5), mais uma oficina de trabalho e ressocialização para os detentos que cumprem pena na unidade. Presos do local agora podem trabalhar na reforma e recuperação de campânulas de telefone, também conhecidas como ‘orelhões’. A parceria foi firmada entre a Subsecretaria de Administração Prisional (Suapi), da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), e o grupoTelemont Comunicações. A empresa investiu na construção de um galpão de 700m² em terreno dentro do Complexo.

Foto: Osvaldo Afonso/ Imprensa MG
19/05/2015- Ribeirão das Neves- MG, Brasil- De acordo com a Seds, trinta detentos executarão a recuperação dos orelhões, supervisionados por um profissional da empresa parceira. A diretora de Recursos Humanos da Telemont, Maria de Lourdes Aguiar, destacou que a ideia é chegar ao número de 100 presos trabalhando com uma jornada de 8 horas diárias. Ela também ressaltou que o material com que os presos trabalham é amplamente utilizado em várias atividades, facilitando na busca de um emprego depois do cumprimento da pena: “A fibra de vidro é versátil e utilizada na confecção de piscinas, brinquedos infantis, escorregadores, peças automotivas, etc”, apontou. Segundo o diretor de Trabalho e Produção da SUAPI, Guilherme Augusto Alves Lima, a transformação de cada detento só vai ocorrer por meio do investimento em educação e profissionalização e na preparação para a reintegração dos presos à sociedade. “A gente trabalha com o objetivo de transformar as vidas dessas pessoas que estão sob a nossa custódia nas unidades prisionais. As oficinas de trabalho são muito importantes nesse processo de qualificação”, enfatizou.

Foto: Osvaldo Afonso/ Imprensa MG
19/05/2015- Ribeirão das Neves- MG, Brasil- Utilizando o ditado de que “cabeça vazia é oficina do diabo”, o detento Aurelino Gomes ressaltou que o trabalho é muito importante para que o cumprimento da pena se torne mais leve e produtivo. “Quando estamos presos, a gente tem muito tempo para pensar. E pensamos em várias coisas, boas e ruins. Com o trabalho, o tempo passa mais rápido. Pra mim, o trabalho é uma terapia aqui dentro”, contou. Atualmente, são mais de 15 empresas instaladas no Complexo gerando mais de 500 empregos. O presidente da GPA (empresa privada parceira no CPPP), Rodrigo Gaiga, acredita que, através do investimento no trabalho, o retorno à liberdade do detento ocorrerá em uma condição melhor do que a de quando ele chegou à prisão.