O governo de São Paulo assinou hoje (21) um acordo com o Tribunal de Justiça e o Instituto Ação pela Paz para implantar o Programa Semear nas penitenciárias do estado. O projeto tem como objetivo promover a ressocialização dos sentenciados, que terão atividades educacionais e laborativas na prisão, aproveitando melhor o tempo de cumprimento da pena.
Com estruturas que ofereçam opções de trabalho e ensino para recuperar o detento, o Semear contribuirá para evitar a reincidência ou o reingresso dele no sistema carcerário.
Segundo a diretora executiva do Instituto Ação pela Paz, Solange Senese, desde novembro do ano passado, existe um projeto-piloto no Centro de Ressocialização de Limeira e na Penitenciária II Feminina de Tremembé. “Estamos desenvolvendo esse programa para implantar em todo o país. É uma grande plataforma de impactos para que o preso, sua família e o agente de segurança tenham assistência e cuidados. As soluções para os problemas são apontadas por eles."
Solange informou ainda que a Ação pela Paz pretende promover uma melhoria no sistema prisional no país inteiro, com ideias que não podem ser apenas assistencialistas, mas também replicáveis e que se transformem em políticas públicas.
Para o secretário estadual de Administração Penitenciária, Lourival Gomes, o projeto é um olhar do Judiciário e da sociedade para dentro da prisão, e isso deve trazer mudanças. “O Judiciário complementa aquilo que o Estado não tem. No caso de Limeira, a própria sociedade leva o curso profissionalizante. São parceiros que vão nos ajudar em um programa que de fato ressocializa as pessoas.”
O juiz assessor da Corregedoria-Geral da Justiça, Jaime Garcia dos Santos Júnior, destacou que o Semear deve promover uma lógica de mudança no sistema prisional, atendendo tanto aos presos quanto aos egressos. “O projeto é uma metodologia que busca atender a todas as necessidades do preso, dento ou fora do presídio, por conta de algum benefício liberatório. Queremos formar um suporte sólido para corrigir as rupturas que têm impactos diretos no cumprimento da pena para que se contribua para boa recolocação da pessoa presa na sociedade”, disse.
Porque há esperança para a árvore que, se for cortada, ainda se renovará, e não cessarão os seus renovos. JÓ 14/7
terça-feira, 22 de setembro de 2015
quarta-feira, 9 de setembro de 2015
PRESÍDIO LEMOS BRITO (BAHIA) A PENITENCIÁRIA EM FORMA DE COLISEU ROMANO .
A penitenciária localizadas em Salvador (BA) lembra o Coliseu Romano. Formado por um prédio circular que envolve um campo de futebol
Custodia presos condenados, dando cumprimento às penas privativas de liberdade, em regime fechado e com segurança máxima.
A unidade prisional encontra-se superlotada com 1.315 apenados. Observando que ela foi projetada para 771 presos
Localização:
Rua Direta da Mata Escura, s/nº - Complexo Penitenciário
CEP: 41225-000
Salvador - Bahia
Telefone: (71) 3117-2975
Telefax: (71) 3117-2980
Diretor: Everaldo Jesus de Carvalho
Diretores Adjunto: Crispim Borges
Joel Mácio Vinhático de Souza
Valter Américo Júnior
LEMBRAI-VOS DOS PRESOS...... Hebreus 13/
Pastor Hugo Chavez evangeliza e trabalha na recuperação dos encarcerados no Estado do Paraná . A palavra de Deus tem sido o instrumento fundamental para este trabalho ter produzido resultados muito positivo . A entrega de Bíblias do Projeto "BÍBLIAS NOS PRESÍDIOS" tem ajudado muito na transformação e libertação de uma grande quantidade de internos , homens e mulheres .
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domingo, 6 de setembro de 2015
PRESOS TRABALHAM NA RECUPERAÇÃO DE ORELHÕES TELEFÔNICOS EM MINAS GERAIS .
Foto: Osvaldo Afonso/ Imprensa MG
19/05/2015- Ribeirão das Neves- MG, Brasil- O Complexo Penitenciário Público Privado (CPPP), em Ribeirão das Neves, inaugurou, nesta terça-feira (19/5), mais uma oficina de trabalho e ressocialização para os detentos que cumprem pena na unidade. Presos do local agora podem trabalhar na reforma e recuperação de campânulas de telefone, também conhecidas como ‘orelhões’. A parceria foi firmada entre a Subsecretaria de Administração Prisional (Suapi), da Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), e o grupoTelemont Comunicações. A empresa investiu na construção de um galpão de 700m² em terreno dentro do Complexo.
Foto: Osvaldo Afonso/ Imprensa MG
19/05/2015- Ribeirão das Neves- MG, Brasil- De acordo com a Seds, trinta detentos executarão a recuperação dos orelhões, supervisionados por um profissional da empresa parceira. A diretora de Recursos Humanos da Telemont, Maria de Lourdes Aguiar, destacou que a ideia é chegar ao número de 100 presos trabalhando com uma jornada de 8 horas diárias. Ela também ressaltou que o material com que os presos trabalham é amplamente utilizado em várias atividades, facilitando na busca de um emprego depois do cumprimento da pena: “A fibra de vidro é versátil e utilizada na confecção de piscinas, brinquedos infantis, escorregadores, peças automotivas, etc”, apontou. Segundo o diretor de Trabalho e Produção da SUAPI, Guilherme Augusto Alves Lima, a transformação de cada detento só vai ocorrer por meio do investimento em educação e profissionalização e na preparação para a reintegração dos presos à sociedade. “A gente trabalha com o objetivo de transformar as vidas dessas pessoas que estão sob a nossa custódia nas unidades prisionais. As oficinas de trabalho são muito importantes nesse processo de qualificação”, enfatizou.
Foto: Osvaldo Afonso/ Imprensa MG
Foto: Osvaldo Afonso/ Imprensa MG
19/05/2015- Ribeirão das Neves- MG, Brasil- Utilizando o ditado de que “cabeça vazia é oficina do diabo”, o detento Aurelino Gomes ressaltou que o trabalho é muito importante para que o cumprimento da pena se torne mais leve e produtivo. “Quando estamos presos, a gente tem muito tempo para pensar. E pensamos em várias coisas, boas e ruins. Com o trabalho, o tempo passa mais rápido. Pra mim, o trabalho é uma terapia aqui dentro”, contou. Atualmente, são mais de 15 empresas instaladas no Complexo gerando mais de 500 empregos. O presidente da GPA (empresa privada parceira no CPPP), Rodrigo Gaiga, acredita que, através do investimento no trabalho, o retorno à liberdade do detento ocorrerá em uma condição melhor do que a de quando ele chegou à prisão.
sábado, 5 de setembro de 2015
PRIVATIZAÇÃO DE PRESÍDIOS : SOLUÇÃO OU EXPLORAÇÃO ??
De acordo com o relatório final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Sistema Carcerário Brasileiro recentemente publicado, a privatização total ou parcial do sistema é a melhor aposta para o fim da crise em que os presídios se encontram.
Maus-tratos e violência; falta de condições materiais, de acesso a saúde, educação, defesa e trabalho; e superlotação das prisões brasileiras são problemas que os/as deputados/as creem que serão resolvidos com a terceirização das cadeias.
Viviane afirma que “o encarceramento em massa é agravado com o modelo de privatização de presídios, que trata o preso como mercadoria e o sistema prisional como um mercado lucrativo em expansão a ser explorado.” Ela conta que a construção de um presídio privado para homens e mulheres está sendo negociada em Resende, no Rio de Janeiro, além da criação de uma cadeia feminina na Paraíba, que seguirá os mesmos moldes.
Para Silvia Patrícia, “o sistema prisional brasileiro está sucateado e falido, então é passada a falsa imagem de que a grande solução é a privatização dos serviços e das unidades prisionais.”
Presídio de Ribeirão das Neves
Existem aproximadamente 200 presídios privados no mundo todo, sendo que metade está localizada nos Estados Unidos. Foram essas penitenciárias que moldaram a PPP de Ribeirão das Neves, que teve seu contrato assinado em 2009, na gestão do então governador Aécio Neves (PSDB).
O complexo de cinco unidades, resultado da parceria entre os Gestores Prisionais Associados (GPA) e o Estado mineiro começou a ser construído em 2013 com um orçamento de R$ 280 milhões. O presídio se assemelha às cadeias dos Estados Unidos, que têm sistema de vigilância eletrônica e celas com aberturas automáticas.
A PPP prevê assistência jurídica, odontológica e médica, além de funcionários/as contratados/as pela própria empresa. Cada preso custa R$ 2,7 mil mensais do Estado, 66% a mais do valor gasto com os presídios públicos. Então, na prática, é muito mais caro terceirizar.
Das 3.336 vagas da PPP de Ribeirão das Neves, pelo menos 90% devem estar sempre ocupadas, de acordo com uma das cláusulas do contrato firmado pelo prazo de 27 anos. “Quanto mais se encarcera, mais rentabilidade tem o negócio. O Estado mantém as unidades abarrotadas, sempre dentro da cota, para cumprir seu contrato”, explica Silvia Patrícia.
O presídio seleciona os/as presos/as: não podem fazer parte de facções criminosas, nem ter cometido crimes hediondos, para que o andamento do projeto seja efetivo. “É uma forma de camuflar os resultados negativos da privatização dos presídios e vender ao público uma imagem de que a terceirização é a solução para a ressocialização do preso”, acredita a conselheira penitenciária.
E conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.”
joão 8/32
quarta-feira, 5 de agosto de 2015
PEP 1 EM 2014 0 PRESÍDIO MAIS PERIGOSO DO PARANÁ !! DEUS NOS ABRIU MAIS ESTA PORTA PARA EVANGELIZAR !!
O Departamento Penitenciário do Paraná (Depen) assumiu a crise na Penitenciária Estadual de Piraquara I (PEP I), entre agentes penitenciários e presos. Nova diretoria foi designada para recolocar a disciplina nos eixos. O novo diretor, Adriano de Souza Rodrigues, que veio da vice-diretoria da Casa de Custódia de São José dos Pinhais, o vice-diretor Adilson Leoni, que já esteve na direção da PEP I por duas vezes e veio da Penitenciária Central do Estado, e o chefe de segurança Jeferson de Paula Cavalheiro tem missão urgente de restabelecer a moral dos agentes penitenciários, fazer os presos cumprirem normas e providenciar reformas estruturais e de segurança.
Todos os presos ligados a grupos criminosos, ditos faccionados, principalmente as lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC), foram reunidos dentro da PEP I. Por conta disto, o presídio é tido como o mais perigoso do Paraná. Os agentes penitenciários que lá trabalham afirmam que os presos mandam na unidade. Os faccionados começaram a “mostrar quem manda” no início do ano passado. Em situações distintas, dois agentes penitenciários foram assassinados e outros dois baleados quando chegavam em casa. Os agentes garantem que foram crimes orquestrados pelo PCC para impor o terror.
Facilidades
Nos últimos cinco meses, por corrupção ou por medo de serem mortos ou de seus familiares sofrerem represália, os funcionários têm permitido a entrada de drogas e celulares nas celas. Alguns materiais ilícitos são levados pelos próprios agentes, outros chegam em marmitas ou no corpo de visitantes, que colocam drogas e celulares nas partes íntimas ou engolem buchas de drogas, para não serem pegos na revista. Dentro do pátio, durante o banho de sol, presos usam e traficam drogas na frente dos agentes. Os funcionários, por sua vez, dizem que fazem “vistas grossas” por medo de represálias ou porque comunicam o fato à direção do presídio e nenhuma atitude é tomada.
Qualquer tentativa dos agentes em seguir as regras e barrar entrada dos produtos proibidos na cadeia, ou a negativa às exigências dos presos, viram represálias. Um agente apanhou severamente dos detentos no início do mês passado. Outros dois por pouco também não apanharam, duas semanas depois. O agente agredido teria sido pego como “exemplo”, para que agente nenhum se atrevesse a ir contra os pedidos dos presos.
Crise
Todos os presos ligados a grupos criminosos, ditos faccionados, principalmente as lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC), foram reunidos dentro da PEP I. Por conta disto, o presídio é tido como o mais perigoso do Paraná. Os agentes penitenciários que lá trabalham afirmam que os presos mandam na unidade. Os faccionados começaram a “mostrar quem manda” no início do ano passado. Em situações distintas, dois agentes penitenciários foram assassinados e outros dois baleados quando chegavam em casa. Os agentes garantem que foram crimes orquestrados pelo PCC para impor o terror.
Facilidades
Nos últimos cinco meses, por corrupção ou por medo de serem mortos ou de seus familiares sofrerem represália, os funcionários têm permitido a entrada de drogas e celulares nas celas. Alguns materiais ilícitos são levados pelos próprios agentes, outros chegam em marmitas ou no corpo de visitantes, que colocam drogas e celulares nas partes íntimas ou engolem buchas de drogas, para não serem pegos na revista. Dentro do pátio, durante o banho de sol, presos usam e traficam drogas na frente dos agentes. Os funcionários, por sua vez, dizem que fazem “vistas grossas” por medo de represálias ou porque comunicam o fato à direção do presídio e nenhuma atitude é tomada.
Qualquer tentativa dos agentes em seguir as regras e barrar entrada dos produtos proibidos na cadeia, ou a negativa às exigências dos presos, viram represálias. Um agente apanhou severamente dos detentos no início do mês passado. Outros dois por pouco também não apanharam, duas semanas depois. O agente agredido teria sido pego como “exemplo”, para que agente nenhum se atrevesse a ir contra os pedidos dos presos.
Crise
| Além de traficar drogas e celulares, internos danificam estrutura. |
O atual diretor do Depen, Cezinando Paredes, que assumiu cargo pela terceira vez. Ele substitui Maurício Kheune. Paredes trabalha desde 1983 no sistema penitenciário e já foi diretor de algumas unidades. Em entrevista exclusiva à Tribuna, Paredes explicou que montou a nova diretoria para a PEP I, levando em conta pessoas que saibam lidar melhor com presos faccionados e indisciplinados. “Temos que reerguer a moral dos funcionários, com uma diretoria que trabalhe junto com eles. Também precisamos analisar as exigências dos presos, dar a eles o que a lei lhes garante, como visitas, trabalho, condições de higiene e saúde, atendimento social e jurídico. Mas também precisamos exigir mais disciplina”, explica o diretor do Depen.
Sindicato
Para Antony Johnson, vice-presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná, a mudança de diretoria sinaliza a vontade da Secretaria de Justiça (Seju) em resolver a crise. “Quero ver se a Seju vai dar ao Depen e aos novos diretores autonomia para resolver o problema”, desafiou.
Reclamações não faltam
Sindicato
Para Antony Johnson, vice-presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários do Paraná, a mudança de diretoria sinaliza a vontade da Secretaria de Justiça (Seju) em resolver a crise. “Quero ver se a Seju vai dar ao Depen e aos novos diretores autonomia para resolver o problema”, desafiou.
Reclamações não faltam
| Arquivo |
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| Cezinando é o novo diretor do Depen. |
O novo diretor do Depen, Cezinando Paredes (foto), tem uma legião de agentes penitenciários insatisfeitos com as condições de trabalho para lidar. Os funcionários reclamam da estrutura física precária de muitos presídios e da falta de equipamentos de segurança adequados, da falta de efetivo e do desrespeito dos presos. Na PEP I, por exemplo, faltam raquetes detectoras de metal e raio-x, para verificar marmitas, sacolas de mantimentos e visitantes; não há radiocomunicadores suficientes; o circuito interno de TV funcionava parcialmente até a semana passada.
Também os danos feitos pelos presos, que quebram partes das celas para pegar pedaços das ferragens das lajes e se armar contra os agentes, quebram pilares e paredes para fugir, ou fazem pichações com o nome da facção ou frases para intimidar os agentes, nas paredes e portas de celas.
Protesto
Por conta deste clima de insegurança, os agentes vão fazer uma manifestação às 9h de hoje, em frente ao Depen, que fica dentro do Complexo Penitenciário de Piraquara. Todas as unidades do complexo ficarão fechadas, com presos sem banho de sol, visitas e outras atividades até o fim do protesto.
“Os motivos para a barbárie que aconteceu na penitenciária de Pedrinhas são os mesmos que estão acontecendo no Paraná. A única diferença é que, no Maranhão, o bolo assou primeiro”, disse José Roberto Neves, presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários (Sindarspen), que organiza a manifestação.
Também os danos feitos pelos presos, que quebram partes das celas para pegar pedaços das ferragens das lajes e se armar contra os agentes, quebram pilares e paredes para fugir, ou fazem pichações com o nome da facção ou frases para intimidar os agentes, nas paredes e portas de celas.
Protesto
Por conta deste clima de insegurança, os agentes vão fazer uma manifestação às 9h de hoje, em frente ao Depen, que fica dentro do Complexo Penitenciário de Piraquara. Todas as unidades do complexo ficarão fechadas, com presos sem banho de sol, visitas e outras atividades até o fim do protesto.
“Os motivos para a barbárie que aconteceu na penitenciária de Pedrinhas são os mesmos que estão acontecendo no Paraná. A única diferença é que, no Maranhão, o bolo assou primeiro”, disse José Roberto Neves, presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários (Sindarspen), que organiza a manifestação.
Por isso não temas, porque estou contigo; não te assustes, porque sou o teu Deus; Eu te fortaleço, ajudo e sustento com a mão direita da minha justiça. ISAÍAS 41/10
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