quarta-feira, 13 de agosto de 2014

A SITUAÇÃO DAS MULHERES ESTRANGEIRAS PRESAS COM FILHOS NO BRASIL.



    A situação das mulheres detentas é ainda pior quando são estrangeiras. Sem família ou amigos no país, sem residência fixa para ter direito à prisão domiciliar e geralmente com dificuldades de comunicação, elas têm de contar com a boa vontade dos profissionais do sistema penitenciário e dos consulados de seus países para seus filhos não irem direto para abrigos, como explica Isabela Cunha, do “Projeto Estrangeiras” do Instituto Trabalho e Cidadania (ITTC), que faz um acompanhamento jurídico e social dessas mulheres: “As estrangeiras não tem para quem entregar os bebês e o contato com as famílias ás vezes é bem difícil. Tem consulado que ajuda e tem consulado que não faz nada. E se a família não tem dinheiro para buscar a criança, a mãe é obrigada a mandar para o abrigo. Aí eles ficam sob custodia do judiciário da vara da infância”.
    Michael Mary Nolan, presidente do ITTC, complementa que grande parte das estrangeiras presas têm filhos pequenos e passam por graves dificuldades financeiras. “Uma ou outra são presas por roubo, algumas vêm como escravas e acabam fazendo pequenos furtos na empresa. A maioria vai por tráfico e é presa com pequenas quantias, muitas vezes delatadas pelos próprios traficantes para alguém com mais drogas passar”, diz.
    A filipina Muriel* é uma delas. Foi presa no Aeroporto de Guarulhos por tráfico de drogas, ainda no início da gravidez. Falando inglês com dificuldade, ela conta que teve muitos problemas para entender os funcionários, e teve que lutar para conseguir manter o filho com ela na Penitenciária Feminina do Butantã até os oito meses. “Eu sabia que sairia em pouco tempo e não queria que ele fosse para um abrigo”. Então o bebê foi enviado para o abrigamento. “Sofri muito, foi muito ruim ficar longe, mas o ITTC me ajudou a saber onde ele estava e quando eu saí para o regime aberto, três meses depois, fui atrás dele”. Com ajuda do ITTC, ela conseguiu um trabalho, um lugar para morar e hoje está com seu filho. Mas nem todas têm a mesma sorte.
    “A gente conseguiu algumas prisões domiciliares de estrangeiras porque elas iam para a Casa de Acolhida, que é um espaço que recebe egressas e refugiadas. Mas a casa está lotada, e para prisão domiciliar elas precisam de endereço fixo. Até agora não tem nenhuma política pública nesse sentido. A prefeitura está abrindo um espaço e o Governo do Estado vai abrir outro, mas ainda não estão prontos e a gente não sabe se vão receber essas mulheres ou se serão para refugiadas apenas”, diz Isabela.
    Segundo o ITTC há atualmente 4 estrangeiras gestantes na Penitenciária Feminina da Capital ; 3 estrangeiras na mesma unidade junto com seus filhos de 2 a 3 meses de idade; 5 estrangeiras presas com filhos abrigados e uma estrangeira no CPP Butantã cujo filho também está abrigado.

    Estava nu, e vestistes-me; adoeci, e visitastes-me; estive na prisão, e foste me ver.

    Mateus 25:36

    quarta-feira, 6 de agosto de 2014

    3° MUTIRÃO DA SAÚDE DA PENITENCIÁRIA CENTRAL ESTADUAL FEMININA ( PIRAQUARA)

    O Programa de Desenvolvimento Integrado/PDI-Saúde, da Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos do Paraná(SEJU) vai realizar nesta quinta (07.08), das 8h30 às 16h, o 3º Mutirão da Saúde do DEPEN, desta vez atendendo as presas da Penitenciária Central do Estado Feminina(PCEF).

    A responsável pelo PDI -SAÚDE, Renata Himovski Torres, destaca que será um dia dedicado à saúde das mulheres privadas de liberdade que, “diferente dos homens presos, necessitam de uma atenção mais de perto tendo em vista, especialmente, as características específicas do gênero feminino”. Os dois Mutirões anteriores foram realizados no CRAF e na PFP.

    Durante o Mutirão serão ofertados: Teste Rápido de HIV, Sífilis, Hepatites B e C; Exames de Suspeição de Hanseníase e Tuberculose; Aferição de Pressão Arterial e Índice de Massa Corporal; Palestras sobre Afeto e Sexualidade e, Autoestima e Uso de Drogas; Distribuição de preservativos femininos e material de educação em saúde; Ação de resgate de autoestima promovida pelo SENAC e Departamento de Politicas sobre Drogas(DEPSD), da SEJU.

    O Mutirão contará, ainda, com o trabalho de profissionais da Secretaria Estadual da Saúde (SESA)/Divisão de HIV/AIDS e Hepatites Virais e Divisão de Atenção Básica, e Secretaria Municipal de Piraquara/Centro de Testagem e Aconselhamento, além da Universidade Positivo.


    LEMBRAI-VOS DOS PRESOS........    Hebreus 13/3

    segunda-feira, 4 de agosto de 2014

    PENITENCIÁRIA DE PACAEMBU (SP) :1234 INTERNOS EM REGIME FECHADO , OREMOS POR ELES!!!


    Serviço: A Penitenciária Ozias Lúcio dos Santos" de Pacaembu (SP) está localizada no seguinte endereço: Rodovia Comandante João Ribeiro de Barros, Km 615 - Bairro São Simão. CEP 17860-000 - Caixa Postal 51. O e-mail de contato é penitpacaembu@sap.sp.gov.br. Mais informações (18) 3862-1821 ou pelo fax: (18) 3862-1821 r 116. A unidade foi inaugurada em 29/09/1998, construída em uma área 12.438,36 m² e pertence à Coordenadoria da Região Oeste.Tem capacidade para 873 detentos em regime fechado , atualmente conta com 1234 internos , quase 500 acima de sua capacidade.


    Sede sóbrios; vigiai; porque o diabo, vosso adversário, anda em derredor, bramando como leão, buscando a quem possa tragar;

    1 Pedro 5:8

    PROJETO "UMA NOVA CHANCE" : PRESIDIÁRIOS FAZEM LIMPEZA URBANA EM MATO GROSSO.


    “Uma Nova Chance”, este é o nome do projeto de reintegração destinado a reeducando que começou a funcionar em Alta Floresta desde a última segunda-feira. Em algumas cidades de Mato Grosso, o Programa Nova Chance vem funcionando há algum tempo.
    Em Alta Floresta o projeto começou inicialmente com dez presos que estiveram no decorrer desta semana fazendo a limpeza das avenidas da cidade. A previsão é que a partir da próxima semana outros dez presos sejam integrados ao Programa Nova Chance, totalizando 20 detentos. Esta é uma oportunidade para que os presidiários possam sejam reintegrados a sociedade altaflorestense e as suas vidas, uma vez que foram condenados por algum tipo de crime e estão pagando as suas penas em regime fechado.
    O Programa Nova Chance funciona em parceria com a juíza corregedora da Cadeia Pública, Janaína Rebucci Dezanetti, e prefeitura de Alta Floresta que contrata presidiários para serviços de limpeza urbana no município.
    Segundo o secretário Doglas Arisi, os reeducandos assinaram um termo de compromisso e o acordo tem o máximo de trinta pessoas para contratação.
    Arisi ressalta que além dos serviços beneficiarem a cidade é uma “oportunidade que o município tem de colaborar com a reintegração dos presidiários na sociedade”, pois, segundo ele, o cidadão só consegue se reintegrar trabalhando.
    Os trabalhadores estão todos devidamente identificados com um uniforme da cor laranja, que é a cor do uniforme do gari.

    Porque assim é a vontade de Deus, que, fazendo bem, tapeis a boca à ignorância dos homens insensatos;

    1 Pedro 2:15

    sábado, 2 de agosto de 2014

    TORTURA: ESTADO DE SÃO PAULO TEM A MAIOR QUANTIDADE DE CASOS !!


    A organização internacional de direitos humanos Human Rights Watch encaminhou uma carta ao governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, pedindo providências do governo para combater casos de tortura praticadas por agentes do estado. Na carta, a organização disse estar “preocupada” com a prática de tortura e “de tratamento cruel, desumano e degradante por policiais, agentes penitenciários e agentes do sistema socioeducativo no estado de São Paulo”.

    Segundo a organização, entre os anos de 2010 e 2013, 26 casos analisados pela entidade em São Paulo apontaram indícios de participação de agentes do Estado em torturas e tratamento cruel, desumano ou degradante. Os atos envolviam espancamentos, ameaças, choques elétricos, sufocamento com sacos plásticos e estupro. Em muitos casos, de acordo com a entidade, as vítimas foram submetidas a mais de uma forma de tortura.

    Desse total, 12 casos sugerem que os abusos constituíram efetivamente a prática de tortura. “Além dos casos documentados, recebemos relatos de outros 11 incidentes nos quais policiais, agentes penitenciários ou agentes do sistema socioeducativo teriam cometido atos de tortura ou tratamento cruel, desumano ou degradante”, diz a entidade no documento enviado ao governador.

    “Os abusos ocorreram em diversas localidades: nas ruas, residências, viaturas policiais, delegacias e unidades de detenção. Pelo menos 52 policiais militares e 16 policiais civis, agentes penitenciários ou agentes do sistema socioeducativo estiveram envolvidos nesses episódios”, listou a Human Rights.

    Entre os casos relatados pela organização, está o que ocorreu em uma unidade da Fundação Casa na Vila Maria, zona norte de São Paulo, em agosto do ano passado, amplamente divulgado pelos meios de comunicação. Câmeras de segurança da unidade mostraram funcionários espancando seis jovens após uma tentativa de fuga.

    Segundo a organização, a Corregedoria da Polícia Civil instaurou 496 inquéritos policiais sobre incidentes de tortura, lesão corporal ou maus-tratos cometidos entre janeiro de 2011 e 30 de junho de 2013, envolvendo 554 policiais civis; e a Corregedoria da Polícia Militar iniciou 184 procedimentos para investigar denúncias de tortura, lesão corporal ou maus-tratos ocorridos entre janeiro de 2011 e 31 de agosto de 2013 em São Paulo. “Desse total de 680 inquéritos da Polícia Civil e procedimentos da Polícia Militar, apenas 9% foram formalmente classificados como investigações sobre o crime de tortura”, comparou a entidade.

    A Human Rights Watch pede ao governador que tome uma série de providências para impedir os abusos praticados por forças de segurança do Estado. Entre as recomendações, está a realização de audiências de custódia, com garantias de que todas as pessoas detidas sejam pessoalmente apresentadas a um juiz e um defensor público ou representante legal dentro de 24 horas de sua prisão; o fortalecimento das regras para realização de exames de corpo de delito e a criação de um órgão estadual para prevenir e combater a tortura em São Paulo.

    Em nota, o governo de São Paulo respondeu que “não tolera desvios de condutas” e que todas as denúncias são rigorosamente investigadas e, comprovadas as irregularidades, os responsáveis são penalizados civil e criminalmente. Segundo a assessoria do governo, as corregedorias das Polícias Militar e Civil, da Administração Penitenciária e da Fundação Casa têm regulamentos que permitem desligar os agentes que não se enquadram nessas normas. Entre os anos de 2010 e 2014, segundo o governo paulista, 1.497 servidores estaduais das áreas de segurança foram expulsos ou demitidos por desvio de conduta.

    A Human Rights Watch também endereçou uma carta ao Congresso Nacional relatando 64 casos de tortura ou tratamento cruel, desumano e degradante nos estados de São Paulo, do Paraná, Espírito Santo, Rio de Janeiro e da Bahia entre 2010 e o início deste ano. Segundo a organização, em 40 desses casos, as análises sugeriram emprego de tortura. “Pelo menos 103 policiais militares, 24 policiais civis, 17 agentes penitenciários ou agentes do sistema socioeducativo e 10 agentes estatais não identificados estiveram envolvidos nos casos que examinamos”, diz o documento.

    Na carta ao Congresso, a organização reforça a importância da aprovação do Projeto de Lei 554/2011, proposto pelo senador Antônio Carlos Valadares, em setembro de 2011, que ainda está sob análise no Senado, e que propõe que pessoas presas em flagrante sejam conduzidas à presença de um juiz em um prazo de até 24 horas, assegurando que elas possam denunciar às autoridades judiciais quaisquer abusos sofridos.

    Mas o sumo sacerdote, Ananias, mandou aos que estavam junto dele que o ferissem na boca.

    Atos 23:2