segunda-feira, 7 de abril de 2014

68 PRESIDIÁRIOS DE AVARÉ (SP) CONCLUEM CURSOS DE COZINHEIRO, HORTICULTURA , ELETRICISTA E MONTAGEM DE MICROCOMPUTADORES .

No dia 20/03 foi realizada a formatura de 68 alunos do Centro de Ressocialização (CR) “Dr Mauro de Macedo” de Avaré. Os cursos foram planejados e realizados pelo Centro Paula Souza com o apoio da Coordenadoria de Reintegração Social e Cidadania (CRSC) da SAP e da Secretaria do Emprego e Relações do Trabalho (Sert).
As aulas tinham carga horária de 250h e fazem parte do Programa Via Rápida e do Programa Estadual de Qualificação Profissional (PEQ), do governo do Estado de São Paulo. Foram oferecidos cursos de Cozinheiro, Horticultura, Eletricista e Montagem de Microcomputadores.
Participaram reeducandos do regime semiaberto, fechado e ordem de inclusão. Os cursos foram ministrados nas salas de aula existentes no CR e especificadamente as aulas práticas de Horticultura foram realizadas na horta artesanal da unidade.
Segundo o diretor da unidade, Flávio Theodoro Reis, a qualificação é de grande importância para o preso refletir sobre a entrada no mercado de trabalho e levantar a sua autoestima. Ele ainda contou que os formandos estavam muito felizes em poder receber o diploma e ter uma profissão.

MELHOR É A REPREENSÃO FRANCA DO QUE O AMOR ENCOBERTO .     Provérbios 27/5

FUNCIONÁRIOS DOS PRESÍDIOS DE SÃO PAULO FAZEM CURSO DE INGLÊS.

É muito comum você estar passando pelos corredores da Escola de Administração Penitenciária (EAP) e se deparar com sons de vozes em língua diferente: Hi! How are you? (Olá, tudo bem?).
É a nova turma do “Curso de Inglês para Conversação – Módulo I” que terá 2 horas/aula por semana, das 17h30 às 19h10. O curso está sendo ministrado pela docente Mariana de Paula Pereira e será de 58 horas/aula, de 50 minutos cada.
O objetivo específico do curso é desenvolver a conversação no idioma a partir de assuntos e diálogos do cotidiano, visando à capacidade de ouvir e falar, além de aprimorar as habilidades de leitura e escrita através de exercícios de fixação.
A EAP publica em Diário Oficial do Estado um comunicado, constando datas, horários, local, objetivos, metodologia, docente, certificação e como serão feitas as inscrições. O curso é muito disputado e as vagas são preenchidas respeitando rigorosamente a ordem de chegada dos e-mails.
No momento estão sendo disponibilizadas entre 25 e 30 vagas, uma vez, que não há recursos físicos para aumentar a turma. O Centro de Capacitação e Desenvolvimento de Recursos Humanos (Cecad-RH) estuda a possibilidade de ampliar o curso para mais uma turma no decorrer do ano.
É a segunda turma para o Curso de Inglês – Módulo I, que teve início em 12/2 e será encerrado em 24/09/14. A metodologia é presencial, com aula expositiva dialogada.
Para os servidores formados no Módulo I do curso realizado em 2013, está acontecendo o “Curso Inglês para Conversação – Módulo II”.
São 17 servidores que concluíram o módulo I e terão 46 horas/aula. O objetivo é apresentar novas situações e diálogos ao aluno, a fim de aprofundar seu conhecimento no idioma.
Para ter direito a certificação em ambos os cursos, é necessário que o aluno tenha 75% de frequência e aproveitamento mínimo de seis pontos em avaliação final.
Veruska Almeida está cursando o segundo módulo e disse que o que mais gosta do curso é que ele é focado na conversação e no que costumamos viver no nosso dia a dia.
“O método de ensino foge ao comum e nos traz para uma realidade mais próxima, já fiz outros cursos de inglês, mas é a primeira vez que sinto o inglês como foco, raciocinando em inglês, não mais o português entende?”, acrescenta a aluna Veruska.
O HOMEM SÁBIO É FORTE , E O HOMEM DE CONHECIMENTO CONSOLIDA A FORÇA .    Provérbios 24/5 

PENITENCIÁRIA DE ANDRADINA (SP) : OREMOS PELOS 1.600 DETENTOS.

Penit. de Andradina

Coordenadoria da Região Oeste

Endereço: Rodovia Municipal ADD, 468 - Bairro Pereira Jordão
CEP: 16900-220 - Caixa Postal 51 - Andradina - SP
E-mail: dg@pandradina.sap.sp.gov.br
Fone: (18) 3722-7575  Fax: (18) 3722-8640População prisional - atualizada em 03/04/14
Capacidade: 829   População: 1623
Ficha Técnica
Área construida: 13.541,09 m²
Data de inauguração: 17/12/1998
Regime: fechado

LEMBRAI-VOS DOS PRESOS ...                           HEBREUS 13/3

sábado, 5 de abril de 2014

REVISTA ÍNTIMA NOS PRESÍDIOS : ESTA HUMILHAÇÃO É NECESSÁRIA AINDA NOS DIAS ATUAIS ?

São Paulo – Mulheres que têm vagina e ânus revistados, crianças que precisam ficar nuas na frente de adultos desconhecidos e idosas que superam os limites físicos da idade para conseguir abaixar e levantar sem roupa íntima, em cima de um espelho. Essas práticas, apesar de soarem, no mínimo, humilhantes, fazem parte da rotina semanal das famílias de pessoas encarceradas no país. Os métodos de revista são adotados em pelo menos 19 estados brasileiros e são considerados ineficazes por movimentos sociais ligados à defesa dos direitos humanos.
Das visitas realizadas entre fevereiro e abril dos anos de 2010 a 2013, em São Paulo – que tem a maior população carcerária do país – houve tentativa de adentrar as unidades com drogas ou celulares em apenas 0,03%. Nenhuma pessoa tentou levar armas para os internos, segundo pesquisa da Rede Justiça Criminal, a partir de dados fornecidos pela Secretaria de Administração Penitenciária. Entre os internos de nove presídios paulistas analisados, apenas 2,61% foram acusados de possuir algum objeto ilícito.
Em 2012, das quase 3,5 milhões de pessoas que foram submetidas a revistas vexatórias em São Paulo, apenas 0,02% foram flagradas com alguma quantidade de droga ou componente eletrônico, de acordo com dados cedidos pela Secretaria de Administração Penitenciária de São Paulo à Defensoria Pública, publicados na pesquisa da Rede Justiça Criminal. O número de apreensões de objetos ilícitos feitas dentro dos presídios é quatro vezes maior que as realizadas com visitantes.
“A revista íntima é muito humilhante. As funcionárias querem que coloquemos as mãos em partes íntimas do nosso corpo. O normal é abaixar três vezes de frente e três vezes de costas, mas as funcionárias nos fazem até abaixar dez vezes”, diz a mulher de um dos presos de São Paulo, em carta envida para a organização social Conectas Direitos Humanos. Os nomes não foram divulgados para preservar as identidades. “Se eu estiver muito fechada, a funcionária diz que não posso entrar e me manda voltar para casa (...) Mulheres que fazem tratamento vaginal não podem entrar na visita.”
“A revista íntima é a pior coisa que já vi no mundo, sofro e choro com a discriminação sofrida, elas (...) pedem para eu abaixar diversas vezes e cada vez que abaixo pedem para eu me limpar e fazer força, faço o que elas mandam, pois me sinto coagida”, diz a familiar de outro interno, também por carta. “Meu filho de 3 anos tem medo delas e me pede para eu parar de chorar (...) entristecido pela humilhação que a mãe dele passa.”
Pastor Hugo Chavez e o novo detetor de metais .

Além de se agachar, as visitantes relatam que precisam abrir os órgãos genitais com as mãos e fazer força como se estivessem dando à luz. Em casos de maior suspeita ocorrem também as revistas manuais. “Todos, inclusive crianças e idosos, ficam juntos, nus, tendo que agachar várias vezes, com alguém olhando os órgãos genitais e os abrindo. Depois, todos sentam, em um mesmo banquinho”, conta o advogado Bruno Shimizu, do Núcleo de Assuntos Carcerários da Defensoria Pública do Estado de São Paulo. “Nunca fizemos uma inspeção em que esse assunto não tenha aparecido. Ele consta em todos os relatórios. É absolutamente generalizado e as pessoas não sabem que é ilegal.”
A Secretaria de Administração Penitenciária afirmou, em nota, que “revista aos familiares de presos são rigorosas, não sendo constrangedoras, nem vexatórias” e que “não há violação de nenhum dispositivo legal”. O órgão considera que graças ao rigor nos procedimentos de revista “não há apreensões de armas nas prisões” e a quantidade de celulares, entorpecentes e tentativas de fuga reduziu.
A advogada Vivian Calderoni, da organização não governamental Conectas, discorda. “Não há uma relação direta entre os objetos ilícitos que entram nos presídios e as revistas íntimas. O que acontece é que muitas vezes os familiares deixam de visitar os presos e isso é péssimo para a ressocialização. Além disso, na maioria das vezes, são as famílias que mantêm contato com os advogados e levam notícias do andamento do processo, e tomam conhecimento de alguma novidade que pode mudar o processo.”
A prática não está prevista na lei. O regimento padrão da Secretaria de Administração Penitenciária apenas diz que a revista deve ser feita por pessoa do mesmo sexo e, a de menores, na presença dos responsáveis. “O que acontece, na prática, é o que está nos manuais dos agentes penitenciários. Eles estão cumprindo uma ordem que é dada pelas autoridades superiores sem respaldo legal. Eles mesmo não gostam dessa situação”, comenta o defensor Bruno Shimizu. “O correto seria que as pessoas passassem, como no aeroporto, por um detector de metais e um scanner corporal.”
Em São Paulo, foi realizada, no último sábado (29), uma audiência pública para debater o tema, promovida pela Ouvidoria Geral da Defensoria Pública do Estado de São Paulo e pelo Núcleo Especializado de Situação Carcerária do órgão. Participaram defensores públicos, movimentos sociais ligados à defesa de direitos humanos e à questões carcerárias, além de parentes de internos.

Problema nacional

A Constituição Federal garante o direito à intimidade, assegurando indenização pelo dano decorrente da violação. Tendo isso em vista, a Conectas Direitos Humanos e mais sete organizações sociais irão lançar uma campanha nacional para exigir o fim da revista vexatória. Atualmente, apenas sete estados proíbem a prática: Paraíba, Goiás, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Tramita na Comissão de Constituição e Justiça do Senado o Projeto de Lei PLS 480/2013, de autoria da senadora Ana Rita (PT-ES), que prevê proibir a prática em todo o país. Ele tem o apoio do Ministério da Justiça e da Secretaria Especial de Políticas para as Mulheres. “É um constrangimento. Você distancia a família do interno e esse não é o objetivo da passagem pela penitenciária”, avalia a senadora. “Você transfere para a família uma espécie de punição. Nós já temos meios tecnológicos avançados para fazer o controle do que entra nos presídios.”
Pastor Hugo passando pelo detector de metais.
Uma resolução do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, de 12 de julho de 2006, já recomendava a utilização de equipamentos eletrônicos para a revista em presídios, visando preservar a honra e dignidade da pessoa durante as revistas. “Somos obrigadas a colocar a perna em cima do balcão e ainda colocar o dedo e ficar de quatro”, denunciou a parente de um interno em presídio à Conectas Direitos Humanos, também por carta.
A prática de revista vexatória foi denunciada pela ONG aos países membros do Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas, durante a 25ª sessão ordinária do órgão, realizada em março, em Genebra, na Suíça. A organização pedirá ainda às Nações Unidas, que recomende o fim imediato da prática no Brasil. O relator especial da ONU para a tortura, Juan Mendez, chegou a afirmar para a entidade que as revistas vexatórias são “cruéis” e “desumanas”.
A ONU, no relatório “Proteção de Mulheres Contra a Tortura”, de 2008, aponta que “nudez, revistas invasivas do corpo, insultos e humilhações de natureza sexual constituem violência contra as mulheres” e que “o exame vaginal com dedo constitui violação e que, devido aos efeitos da prática, constitui tortura”.
O Subcomitê de Prevenção à Tortura da ONU, em relatório sobre o Brasil no ano de 2012, recomenda que “o Estado assegure que as revistas íntimas cumpram com os critérios de necessidade, razoabilidade e proporcionalidade (...) duma maneira compatível com a dignidade humana e respeito pelos direitos fundamentais. Revistas intrusivas vaginais ou anais devem ser proibidas pela lei”.
As Regras de Bangkok, que estabelecem critérios para o tratamento de mulheres presas, determinam que devem ser desenvolvidos métodos de revista que substituam exames invasivos e que os funcionários da prisão deverão ter “competência”, “profissionalismo” e “sensibilidade” para revistarem crianças.
Em 1996, a Argentina foi condenada pela Corte Interamericana de Direitos Humanos por revista vexatória de uma mulher e a filha dela, uma adolescente de 13 anos. A Convenção Americana de Direitos Humanos garante o direito à integridade pessoal e o direito da proteção da honra e da dignidade.

Os pais não morrerão pelos filhos, nem os filhos, pelos pais; cada qual morrerá pelo seu pecado. ( Deuteronômio 24:16)

sexta-feira, 4 de abril de 2014

PROJETO "VISÃO DE LIBERDADE" EM PRESÍDIO DE MARINGÁ , QUE PRODUZ MATERIAL PARA DEFICIENTES VISUAIS , É PREMIADO.

O Projeto Visão de Liberdade, desenvolvido na Penitenciária Estadual de Maringá (PEM), unidade de regime fechado do Departamento de Execução Penal (DEPEN) da Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos do Paraná (SEJU), foi selecionado entre os 30 vencedores da 5ª edição do Prêmio ODM Brasil. A direção da PEM recebeu hoje a informação da Secretaria-Geral da Presidência da República. 

O Visão de Liberdade é uma iniciativa da SEJU, em cooperação com a Secretaria da Educação (SEED), e surgiu da necessidade do Centro de Apoio Pedagógico (CAP)produzir material para a alfabetização de deficientes visuais.

O Projeto concorreu com outros 1.090 inscritos, sendo 804 de organizações sociais e 286 de prefeituras. Este é o terceiro prêmio recebido pelo Visão de Liberdade. Em agosto de 2011, recebeu o Prêmio Cidadania: Herbert de Souza, e em novembro do mesmo ano, o Prêmio da Fundação Banco do Brasil de Tecnologia Social.

Realizado por presos dentro da unidade penal, o Projeto tem a proposta de contribuir para a recuperação e reintegração social dos detentos por meio do trabalho em benefício de deficientes visuais, com a produção de materiais didáticos específicos para a inclusão deste público. 


Os internos que participam do projeto recebem o benefício de remição da pena, reduzindo um dia da pena a cada três trabalhados e, também, ganham um pecúlio de R$ 45 por mês. Vale ressaltar, ainda, a possibilidade dos presos de terem acesso ao conhecimento e à cultura.

Por meio do Visão de Liberdade são produzidos livros em “braille”, material pedagógico em relevo e “livros falados”- digitalizam livros paradidáticos e gravam em CDs histórias para os alunos cegos, incluindo maquetes e brinquedos adaptados, que são distribuídos em escolas da rede pública de municípios atendidos pelo CAP. 

Desde que foi criado, em 2004, o projeto já produziu 65.558 trabalhos de material didático em relevo; 381 livros e 48 apostilas digitadas; além de 122 livros falados e 14 apostilas, com tiragem de 150 cópias cada, sendo enviados para todo o Brasil e para a Biblioteca Nacional de Lisboa/Portugal.

Dos 30 vencedores da 5ª edição do Prêmio ODM Brasil, 22 são organizações sociais e sete são prefeituras. Além do Projeto Visão de Liberdade, da PEM, outras duas entidades paranaenses receberam a premiação: a Associação Fênix, de Curitiba, com o Programa de Atendimento à Criança e ao Adolescente (Paca), e o Setor de Educação e Cultura do Hospital Pequeno Príncipe.

ODM Brasil – O Prêmio é uma iniciativa pioneira no mundo e foi criado em 2004 com a finalidade de incentivar ações, programas e projetos que contribuem efetivamente para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM). Coordenado pela Secretaria-Geral da Presidência da República, o prêmio tem a parceria do Programa Nacional das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud) e do Movimento Nacional pela Cidadania e Solidariedade. A coordenação técnica do Prêmio é de responsabilidade do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e da Escola Nacional de Administração Pública (Enap). 

Do total das inscrições, 65 práticas foram pré-selecionadas e visitadas in loco por um Comitê Técnico integrado por representantes do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) e da Enap. A avaliação foi baseada nos seguintes critérios: contribuição para o alcance dos ODM; caráter inovador; possibilidade de tornar-se referência para outras ações similares; perspectiva de continuidade ou replicabilidade; integração com outras políticas; participação da comunidade; existência de parcerias; e manutenção da qualidade nos serviços prestados. 

As iniciativas pré-selecionadas são 21 da região Sudeste, 19 do Nordeste, 11 do Sul, nove do Norte e cinco do Centro-Oeste. Em relação aos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio contemplados, as práticas dividem-se da seguinte forma: Objetivo 1 (14 iniciativas), Objetivo 2 (11 iniciativas), Objetivo 3 (9 iniciativas), Objetivo 4 (3 iniciativas), Objetivo 5 (5 iniciativa), Objetivo 6 (5 iniciativas), Objetivo 7 (11 iniciativas), Objetivo 8 (7 iniciativas).

A escolha dos 30 premiados desta 5ª edição foi feita por um júri composto por 16 especialistas de todo o país. A cerimônia de premiação acontecerá no dia 23 de maio, no Centro Internacional de Convenções do Brasil (CICB), em Brasília.

AMADOS , SE O NOSSO CORAÇÃO NÃO NOS CONDENA , TEMOS CONFIANÇA PARA COM DEUS.      1 João 3/21