terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

BATISMO NOS PRESÍDIOS , VOCÊ PODE NOS AJUDAR?

Agradecemos a Deus pela oportunidade concedida a nós, de ter conseguido levar as águas batismais, vários presidiários do regime semi-aberto.
Estes batismos tem sido realizados fora dos presídios , em águas correntes e com autorização das autoridades.
Porém temos várias pessoas novas convertidas no sistema fechado com o propósito de se batizar , estas pessoas não tem condições legais de sair do presídio ,assim que deverão ser batizadas dentro da própria unidade penal.
Contamos com a autorização da direção do presídio para realizar o batismo ,mais precisamos de uma piscina.
Fazemos parte de uma pequena igreja que se dedica exclusivamente a evangelismo de presidiários e menores infratores ,atualmente realizamos trabalhos em cinco unidades do estado do Paraná.
Nossos recursos são poucos, assim que apelamos a solidariedade do povo de Deus para continuar trabalhando na recuperação das almas perdidas .
Necessitamos de uma piscina de lona desmontável tamanho padrão, apta para o batismo de pessoas adultas , se tiver alguém com condições de nós doar deixamos nossos telefones ao final da matéria.
Caso contrário deixamos também o número da nossa conta da Caixa Econômica Federal para quem quiser contribuir de qualquer parte do Brasil.             Pastor Hugo Chavez.    
                                                   DIOS LOS BENDIGA !!   


BATISMO DE  DANIEL.
BATISMO DE ADILSON.
FAMILIARES E AMIGOS DE ADILSON.
BATISMO DE LUIS FERNANDO E EZEQUIEL.
FÁMILIA , PASTOR HUGO CHAVEZ  E PASTOR SANTOS.

NOSSA CONTA PARA QUEM DESEJAR CONTRIBUIR .

FONES (041) 3349-3707    OU  (041)  97959756

EIS AQUI ÁGUA ; QUE IMPEDE QUE EU SEJA BATIZADO?              ATOS 8/36 b

PRESÍDIOS E CADEIAS DE SANTA CATARINA , ENDEREÇOS E FONES.

Anita Garibaldi
Cadeia Pública da Comarca de Anita Garibaldi
Rua Otacílio Granzotto, n° 115
Centro - Anita Garibaldi - SC
CEP: 88590-000
Telefone: (49) 3543-0391
Araranguá
Presídio Regional de Araranguá
Rua Renato Carbonera, s/n.
Bairro Polícia Rodoviária
Telefone: (48) 3524-0601 e 3524-4911
E-mail: presidioararangua@ssp.sc.gov.br
Balneário Camboriú
PRESÍDIO REGINAL DE BALNEÁRIO CAMBORIÚ
Rua Inglaterra, nº. 115
Bairro das Nações
Telefone (47) 2104-9400
Balneário Piçarras
Cadeia Pública de Balneário Piçarras
Rua Victor Molim, 222
Centro - Balneário Piçarras - SC
CEP 88380-000
Telefone: (47) 3345-0211
Biguaçu
Presídio
Rua Hermógenes Prazeres, nº 49, fundos do prédio da Polícia Civil
Centro - Biguaçu - SC
CEP 88160-000
Telefone: (48) 3243-5001
Novos números: (48) 4009-9450, 4009-9452 e 4009-9454
Blumenau
Presídio Regional de Blumenau
Rua General Osório, 4585
Bairro Velha
CEP 89032-240 - Blumenau - SC
Telefones: 47 - 3330-4524 e 3330-5367
Bom Retiro
Cadeia Pública, o Endereço é
Rua João Pedro de Souza, 45
Bom Retiro
Telefone: (49) 3277-0222
Caçador
Presidio Regional de Caçador/SC
Rua Albino Felipe Potrick nº 50
Bairro Bom Sucesso
CEP 89500.000 - Caçador/SC
fone (049) 35633158
presidiocacador@.ssp.sc.gov.br
Campo Erê
Casa do Albergado
Rua Coronel Bertaso
Bairro Sander - Campo Erê - SC
CEP 89.980-000
Cadeia Pública
Rua Maranhão, nº 491
Centro - Campo Erê - SC
CEP 89980-000
Telefone: (49) 3655-1077
Chapecó
Penitenciária Agrícola de Chapecó
Estrada geral Chapecó-São Carlos, Km 05
Bairro Efapi - Chapecó - SC
CEP: 89.801-970
Telef one: (49) 3328-5200
Presídio Regional de Chapecó
Rua Florianópolis, nº 938-E
Bairro Santa Maria - Chapecó - SC
Telefone: (49) 3322-1088 / 3322-1074
Casa do Albergado
Anexo ao Presídio Regional
Telefone: (49) 3329-7295
Correia Pinto
Unidade Prisional Avançada
Rua Hortêncio Alves Rodrigues, n° 11
Bairro Pereira Alves - Correia Pinto - SC
Curitibanos
Penitenciária da Região de Curitibanos
Rua Juventino França de Moraes, s/ nº
Telefone: (49) 3253-1163
São Cristóvão do Sul
CEP 89533.000
Penitenciária Agrícola e Industrial
Regime Fechado ( 320 vagas)
semi-aberto (213 vagas)
Cadeia Pública de Curitibanos
Rua Barão do Rio Branco SN
Centro
Telefone: (49) 3245 1946
Presos provisórios (capacidade 50 vagas)
Dionísio Cerqueira
Cadeia Pública
Rua Felipe Schmitd
Centro - Dionísio Cerqueira
Telefone: (49) 3644-1093
Fraiburgo
CADEIA PÚBLICA MUNICIPAL DE FRAIBURGO
AV. CAÇADOR S/N
BAIRRO SÃO JOSE
TELEFONE: (49) 3246-2259
Itajaí
Presídio Regional de Itajaí
Rua Pedro José João s/nº
Bairro Nossa Senhora das Graças
Itajaí/SC
Fone: (47) 2104.9550
Itapiranga
CADEIA PÚBLICA DE ITAPIRANGA
RUA JORGE LACERDA N. 13
CENTRO - ITAPIRANGA - SC
CEP 89896-000
Telefone: (49) 3677-0490
Ituporanga
Unidade Prisional Avançada e Casa do Albergado
Rua Jorge Lacerda, 72
Centro - Ituporanga - SC
Telef one: (47) 3533-4266
Joaçaba
Presídio Regional de Joaçaba
Rodovia BR 282, KM 391
Bairro Cidade Alta - Joaçaba-SC
CEP 89600-000
Telefone: (49) 3522-0881
Joinville
Presídio Regional de Joinville/SC
Rua 6 de Janeiro, s/n - Bairro Paranaguarmirim
Fone 3463-5877

Penitenciária Industrial de Joinville/SC
Rua 6 de Janeiro,s/n - Bairro Paranaguamirim
Fone 4009-9600
Lages
PRESÍDIO REGIONAL DE LAGES
Rua Mato Grosso, 247
Bairro São Cristóvão - Lages - SC
CEP 88509-220
Telefone (49) 2101-9500
Laguna
Unidade Prisional Avançada-UPA
Rua: Cel. Fernandes Martins, 85
Bairro Progresso - Laguna - SC
CEP 88790-000
Telefone: (48) 3644-1752
Mafra
Presídio Regional de Mafra
Rua Getúlio Vargas
Bairro Centro,
Telefone: (47) 3642-9263
Maravilha
Cadeia Pública
Endereço: Av. Sul Brasil, 1607
Telefone: (49) 3664-4116
Palhoça
Colônia Penal Agrícola
Rua Geral, s/nº
Bairro Bela Vista
Porto União
UNIDADE PRISIONAL AVANÇADA (UPA)
Rua Matos Costa, 772
Centro - Porto União - SC
CEP 89.400-000
Telefone: (42) 3523-6053
Responsável: Sr. MÁRCIO SIMBALISTA (Administrador do Presídio Regional de Mafra e Gerente da UPA de Porto União)
São Francisco do Sul
Casa do Albergado
Av. Dr. Nereu Ramos s/nº
Rocio Grande - São Francisco do Sul - SC
CEP: 89240-000
São Joaquim
Cadeia Pública de São Joaquim
Rua Marcos Fontanela s/nº
CEP 88600-000
Telefone: (49) 3233-40 73
São José
Complexo Penitenciário São Pedro de Alcântara
São José do Cedro
Cadeia Pública
Casa do Albergado
CIP - Centro de Internamento Provisório(p/ menores)
São Miguel do Oeste
Unidade Prisional Avançada
Rua Oiapoc, 1795
Centro - São Miguel do Oeste
Telefone: (49) 3621-2236
Tangará
CASA DO ALBERGADO - Anexa à Delegacia de Polícia
Rua Danilo Fornazari - 82
Tangará - SC
CEP 89642000
Telefone (49) 3532- 1190
Tijucas
Presídio Regional
Cadeia Pública Cívil
Tubarão
PRESÍDIO REGIONAL DE TUBARÃO
Rua Manoel Miguel Bitencourt, nº 718
Bairro Humaitá - Tubarão - SC
CEP 88708-050
Telefone: (48) 3628-0840 e 3628-2434
Urussanga
Cadeia Pública
Delegacia de Polícia Civil
Av. Ivo Silveira, s/n.º
Urussanga - SC, CEP 88840-000
Telefone: 3465-1190
Xanxerê
Presídio Regional
Rua Maranhão nº 1780
Bairro Castelo Branco
Telefone: (49) 3433-0995
Xaxim
Cadeia Pública
Delegacia de Polícia
Av. Luiz Lunardi, 1371
Centro - Xaxim - SC
CEP 89825-000
Telefone (49) 3353-3130
E-mail: dpxaxim@ssp.sc.gov.br
 Pastor Hugo Chavez trabalha recuperando presidiários , mediante a palavra de Deus !!









 AJUDE O PASTOR HUGO A CONTINUAR COM ESTA OBRA !!Caixa E. Federal Agencia 3379 Operação 001 Conta corrente 224330-0
LEMBRA-VOS DOS PRESOS .....                                                                           HEBREUS 13/3


segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

PRESÍDIO REGIONAL DE CAÇADOR : OREMOS PELOS 3OO INTERNOS!!


Com aproximadamente 300 detentos, o Presídio Regional de Caçador ultrapassa em 400% a capacidade instalada, que é de 70 presidiários.
  1. Endereço: Avenida Albino Felipe Potrich, 50, Caçador - SC, 89500-000
    Telefone:(49) 3563-0440

LEMBRAI-VOS DOS PRESIDIÁRIOS .....     HEBREUS 13/3 

O PRECONCEITO CONTRA O EGRESSO DO SISTEMA PENAL!!

Egresso é o liberado em definitivo, assim considerado pelo prazo de 1(um) ano a contar da data de saída do estabelecimento penal e também o liberado condicional, durante o período de prova (LEP, art, 26, I e II). O Estado tem o dever de proporcionar a devida assistência social ao egresso para reintegrá-lo à vida livre, concedendo, se necessário, alojamento e alimentação em estabelecimento adequado, pelo prazo de 2 (dois) meses. Tal prazo poderá ser prorrogado uma única vez “comprovado, por declaração do assistente social, o empenho na obtenção de emprego” (LEP, art. 25 e parágrafo único).

O egresso é, não raramente, o personagem cinzento cuja linha divisória esfumada entre a prisão e a liberdade sujeita-o à pena atípica de proscrição social pelas mais variadas formas de exclusão. Um compromisso do poder público, inspirado na Declaração Universal dos Direitos do Homem – DUDH (Paris, 1948), está declarado no art. 27 da LEP: “O serviço de assistência social colaborará com o egresso para a obtenção do trabalho”.

Com efeito, estabelece o art. XXIII do histórico documento: “1. Todo homem tem direito ao trabalho, à livre escolha de emprego, a condições justas e favoráveis de trabalho e à proteção contra o desemprego. 2. Todo homem, sem qualquer distinção, tem direito à igual remuneração por igual trabalho”. E a CF inclui o direito ao trabalho como um dos direitos sociais (art. 6, caput). A DUDH foi adotada e proclamada pela Resolução 217-A (III) da Assembleia Geral das Nações Unidas, em 10.12.1948 e assinada pelo Brasil em 10.12.1948. 
Irmão Charles (ex-presidiário) da equipe GESE contando sua experiencia como egresso .  


Ao observar que a reincidência é “o dedo posto em uma ferida”, Delmanto enfatiza: “Afinal, não podemos lidar com a sanção penal como uma espécie de ‘neutralização’ da pessoa condenada por determinado período de tempo como vem ocorrendo em nosso país há décadas, descuidando-se, por completo, do egresso, isto é, daquele que sai da cadeia e, de modo completamente desamparado, é jogado de volta em uma sociedade com toda a sorte de preconceito, inclusive de familiares. Uma sociedade que não é mais a sua, onde não é mais reconhecido e não tem espaço...”.4 De acordo com Mirabete, “considera-se como egresso o liberado definitivo pelo prazo de um ano, a contar da saída do estabelecimento penal, e o liberado condicional, durante o período de prova”.
Irmão Sherlon (ex-presidiário) conta como venceu o preconceito , e hoje é um micro-empresário .


Na literatura universal, nenhum autor descreveu como Oscar Wilde as agruras do abandono em sua obra clássica: De Profundis – Balada do Cárcere. São suas estas palavras: “Ao serem libertados, muitos homens levam consigo a prisão, escondem-na no coração como uma desgraça secreta, e por fim, como pobres coisas envenenadas, deixam-se cair num buraco e morrem. É uma pena que tenham de fazê-lo e é errado, terrivelmente errado, da parte da sociedade, forçá-los a isso. A sociedade apropria-se do direito de infligir castigos espantosos aos indivíduos, mas também tem o supremo vício da vulgaridade e não compreende o que fez. Quando os castigos do homem acabam, abandona-o a si mesmo; isto é, abandona-o no próprio momento em que começa seu mais importante dever para com ele. Está realmente envergonhada de suas ações e rejeita aqueles que puniu, como as pessoas rejeitam um credo a quem não podem pagar, ou alguém a quem infligiram um mal irreparável, irredimível. Quanto a mim, declaro que, se compreendi aquilo que me foi infligido; a sociedade devia compreender aquilo que me infligiu; e que não deveria haver amargura nem ódio de nenhuma das partes.” Relatando as suas memórias do cárcere, na intensidade dos maiores sofrimentos, Dostoiévski escreveu que “o famoso sistema celular só atinge, estou disto convencido, um fim enganador, aparente. Suga a seiva vital do indivíduo, enfraquece-lhe a alma, amesquinha-o, aterroriza-o, e, no fim, apresenta-no-lo como modelo de correção, de arrependimento, uma múmia moralmente dissecada e semilouca”.

ASSIM QUE SE ALGUÉM ESTA EM CRISTO , NOVA CRIATURA É ; AS COISAS VELHA JÁ PASSARAM ; EIS QUE TUDO SE FEZ NOVO .                       2  CORINTIOS 5/17

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

LAMENTÁVEL , MENOS DE 9% DOS PRESIDIÁRIOS BRASILEIROS ESTUDAM!!

Estudar é direito da população carcerária do Brasil. A reinserção social dos detentos por meio do estudo é, na opinião dos especialistas, fundamental para mudança dessas pessoas. Os presídios brasileiros, no entanto, violam esse direito. Além da falta de condições mínimas de sobrevivência, aparente na crise do sistema prisional maranhense, o ensino só faz parte da rotina de 8,9% dos 548 mil presos do país.
Dados do Infopen, sistema que coordena as estatísticas do Departamento Penitenciário Nacional (Depen) do Ministério da Justiça, mostram que a maioria dos estados (20, incluindo o Distrito Federal) não oferece educação formal a 10% de sua população carcerária. No Amapá, nenhum presidiário– de um total de 2.045 – estuda. No Rio Grande do Norte, apenas 1,92% dos 7.141 presos têm acesso à educação. Dos 137 nessa condição, 66 estão se alfabetizando.




Sejus/E
Sala de aula da Penitenciária de Segurança Média II, em Viana. Crédito: Sejus/ES

O Maranhão, que vive uma crise no sistema prisional deflagrada por causa de assassinatos dentro do Complexo de Pedrinhas, está entre os estados com menor oferta de reinserção social por meio da educação. Dos 5.417 detentos registrados no Infopen em dezembro de 2012, apenas 3,97% (215) estudam. A maioria (118 presos) está no ensino fundamental.
Entre os estados que possuem população carcerária mais numerosa, Minas Gerais lidera a estatística da exclusão dos presos do sistema educacional, de acordo com os dados disponíveis no Infopen. Do total de 51.598 presos sob a responsabilidade de prisões do estado, somente 1.908 estudam. Eles representam 3,7% dos detentos e a maioria deles também não avançou o ensino fundamental: 1.260 cursam a etapa.
Após a publicação da matéria, o governo de Minas Gerais procurou o iG para informar que a Secretaria de Defesa Social enviou números incorretos de presos estudantes para o Ministério da Justiça. Segundo o governo de Minas, a real quantidade de presos estudando em dezembro de 2012 (data utilizada na reportagem por serem os dados nacionais mais recentes disponíveis) era 6.017. Eles representariam 11% da população carcerária do estado."
Os dados nacionais revelam que 61,4% dos presos que estudam estão matriculados no ensino fundamental. São 29.117 estudantes nessa condição. Outros 8.392 (17,7%) alunos de presídios ainda tentam se alfabetizar. No ensino médio, estão matriculados mais 7.289 presos e 2.377 fazem cursos técnicos. Somente 178 (0,37% dos que estudam) conseguiram chegar à universidade.
Ester Rizzi, assessora da Ação Educativa, que realiza estudos sobre a educação em sistemas prisionais, acredita que há uma “visão forte” entre gestores e sociedade de que o ensino para presos é “privilégio”. “A violação do direito à educação é mais uma das violações que ocorrem no nosso sistema prisional. A pena no Brasil diz respeito à privação de liberdade. Os outros direitos – à educação, à saúde, à dignidade humana – têm de ser respeitados”, afirma.
Dificuldades
Segundo a pesquisadora, a estrutura física dos presídios é um dos grandes empecilhos para a oferta educacional nesses ambientes. Além disso, ela acredita que os gestores educacionais – e não de segurança pública – é que devem cuidar dessa oferta. Muitas vezes, não são professores das redes que ministram cursos para os presidiários. Em São Paulo, essa é uma mudança recente. “É um avanço porque as políticas chegarão a eles da mesma forma”, diz.
Ela lembra que as aulas e os materiais precisam se adequar ao contexto. Mas os parâmetros, inclusive de formação dos professores e objetivos de aprendizagem, têm de ser os mesmos para qualquer estudante. “Para a ressocialização deles, é fundamental a oferta de cursos de educação formal e não-formal. É um absurdo que tão poucos tenham acesso”, pondera.
Ester garante ainda que há outro mito em relação aos presos: o de que eles não se interessam pelos estudos. A Ação Educativa produziu uma pesquisa no ano passado, entrevistando os detentos, e constatou que, embora72% dos participantes da pesquisa não estivessem estudando, 86% afirmaram que gostariam de estudar. Mais da metade dos entrevistados nunca passaram por cursos formais na prisão.
Em 2009, uma missão coordenada pela pesquisadora Denise Carreira percorreu presídios do país para avaliar as condições educacionais desses locais. Após tanto tempo, muito problemas identificados por ela são os mesmos. Há falta de profissionais preparados para formar os presos de acordo com as necessidades deles, o trabalho é descontinuado muitas vezes, não há infraestrutura ou projetos pedagógicos adequados.
Além disso, o atendimento à população carcerária não mudou, no máximo, 20% dos presos estudavam. Hoje, Pernambuco é o estado que mais oferece educação formal aos detentos e atinge 25% deles.
Projetos de vida
Os dados do Infopen sobre o grau de instrução dos detentos não é muito preciso. De toda a população carcerária brasileira, que tem pouco mais de 548 mil pessoas, só há informações sobre a escolaridade de 513 mil presos. Quase metade deles (45%) não concluiu o ensino fundamental. Outros 5% são analfabetos.
Daniela Schoeps, coordenadora do projeto Educação com Arte, realizado pelo Centro de Estudos e Pesquisa em Educação, Cultura e Ação Comunitária (Cenpec) em parceria com a Fundação Casa, acredita que é preciso pensar em múltiplos fatores para garantir mudança de vida para essas pessoas. Com a arte, ela percebe (Daniela coordena um projeto de arte e cultura para adolescestes infratores) que eles descobrem potenciais.
“A escola tem um papel importante nessa trajetória, porque a educação tem uma relação grande com a capacidade de elaboração de projetos de vida. A educação tem de ser vista um conceito mais amplo, de forma integral, que inclui a cultura, a arte, o mundo digital”, diz. Os outros projetos, segundo ela, estimulam os jovens a se interessarem mais pelas aulas formais.

CHEGUE Á TUA PRESENÇA O GEMIDO DOS PRESOS;              SALMOS 79/11