quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

MORRE NELSON MANDELA , LÍDER CONTRA O APARTHEID DA AFRICA DO SUL , FICOU 27 ANOS PRESO.

Para o governo racista da África do Sul nos tempos do apartheid, Nelson Rolihlahla Mandela não passava de um terrorista. Para quase todo o restante do mundo, porém, sua luta pela liberdade o elevou ao status de herói.
Nascido em Transkei, na província do Cabo Oriental, em 18 de julho de 1918, Mandela ainda era um jovem estudante de Direito quando envolveu-se com a oposição ao apartheid. De ativista, sabotador e guerrilheiro, Mandela converteu-se em Prêmio Nobel da Paz e em um dos maiores estadistas do crepúsculo do século 20.
Em 1962, informações fornecidas pela Agência Central de Inteligência dos Estados Unidos (CIA, por suas iniciais em inglês) às autoridades sul-africanas levaram à detenção de Mandela. Primeiro, ele foi condenado a cinco anos de reclusão por viajar ilegalmente ao exterior. Meses depois, porém, Mandela acabou condenado à prisão perpétua pelo regime sul-africano por envolvimento em atos de sabotagem. A sentença máxima prevista para as acusações era a de morte por enforcamento. Entretanto, a pena de prisão perpétua não seria cumprida na íntegra.
A partir da década de 1980, a pressão internacional sobre o regime racista sul-africano se intensificou. O país tornou-se alvo de sanções econômicas a partir de 1986. Eleito presidente da África do Sul em 1989, Frederik Willem de Klerk suspendeu a proscrição do Congresso Nacional Africano (CNA) e de outros grupos de oposição e anistiou os opositores do regime. Nelson Mandela, membro do CNA, foi libertado em 11 de fevereiro de 1990, após 27 anos de cadeia - entre 1964 e 1982, foi mantido na famosa prisão de Robben Island, perto da Cidade do Cabo.
Por seu papel de resistência na brutal repressão do sistema do apartheid, que segregava negros e brancos, Mandela recebeu o Nobel da Paz em 1993. A biografia disponível no site do Nobel lembra que Mandela defendeu a luta armada nos anos 1960, porém na prisão tornou-se o mais significativo líder negro sul-africano e “um potente símbolo da resistência, quando o movimento antiapartheid ganhava força”.
Em 1994, Madiba, o nome de clã de Mandela que os sul-africanos usam para citá-lo afetuosamente, foi eleito presidente da África do Sul, tornando-se chefe de um governo de unidade nacional também representado por grupos minoritários, inclusive o Partido Nacional do ex-presidente De Klerk. No novo governo, o arcebispo Desmond Tutu, que já ganhara o Nobel da Paz em 1984, foi indicado para chefiar uma Comissão de Verdade e Reconciliação, histórica tentativa de lidar com as feridas deixadas na sociedade pelo apartheid, quando os negros eram separados, não podendo, por exemplo, sentar ao lado de um branco no ônibus ou nos mesmos bancos escolares que eles. Além de expor a verdade sobre o período, a comissão anistiou os responsáveis pela violência durante o apartheid, com as lideranças preferindo buscar um país mais unido, evitando aprofundar as polarizações do passado.
Comentando o trabalho da comissão, Mandela pediu ao povo que “celebre e reforce o que fizemos como nação em um momento no qual deixamos para sempre para trás nosso terrível passado”. Mesmo após deixar o poder, Mandela manteve-se como uma voz poderosa no cenário internacional, sobretudo em questões relativas aos direitos humanos, e nos últimos anos era apontado como um símbolo da busca pela paz.
Saúde Mandela teve vários problemas de saúde durante a vida e contraiu tuberculose durante seu longo período na prisão. Seus problemas de saúde fizeram com que ele decidisse se aposentar após cumprir o mandato presidencial de cinco anos. Apesar disso, ele se manteve como importante ator da política internacional até 2004, quando decidiu se retirar da vida pública.
Em 1985, ele passou por uma cirurgia por causa do aumento do volume da próstata e em 2001 foi diagnosticado um câncer no mesmo órgão, mas ele superou a doença após sete semanas de radioterapia. Os problemas respiratórios intensificaram-se nos últimos anos. Mandela foi internado em janeiro de 2011 em um hospital de Johanesburgo. Autoridades disseram, inicialmente, que ele passaria por exames de rotina, mas foi revelado depois que ele sofria de uma séria infecção respiratória.
O caos provocado pelos jornalistas e curiosos que entravam nas alas o hospital público onde ele estava internado fez com que o Exército sul-africano assumisse a responsabilidade pelos cuidados médicos do ex-presidente e o governo se tornasse responsável pelo controle das informações a respeito de sua saúde.
Em fevereiro de 2012, Mandela passou a noite em um hospital para diagnosticar as causas de persistentes dores abdominais. Em 8 de dezembro do mesmo ano, o presidente sul-africano Jacob Zuma informou que Mandela havia dado entrada num hospital militar de Pretória, a capital executiva do país, para exames de rotina, mas dias mais tarde foi revelado que ele estava com infecção pulmonar. Em dezembro do mesmo ano, outra infecção pulmonar levou Mandela ao hospital, onde passou três semanas internado.
O ex-presidente teve alta em 28 de dezembro e foi liberado pelos médicos para terminar o tratamento em casa. Logo após, o presidente Jacob Zuma chegou a pedir aos sul-africanos que rezassem por Mandela. Dias depois, o gabinete da presidência africana divulgou comunicado informando que o Nobel da Paz havia passado por uma cirurgia para remover cálculos biliares, e que havia se recuperado do procedimento cirúrgico e também da infecção pulmonar. Foi a internação mais longa de Mandela desde que foi libertado da prisão, em 1990.
Em abril de 2013, Mandela recebeu alta do hospital após uma internação de dez dias, a terceira em cinco meses, devido à recorrente infecção pulmonar. No entanto, um vídeo divulgado por uma rede de televisão da África do Sul mostrou o ex-presidente em uma poltrona, com sua cabeça sobre um travesseiro e suas pernas estendidas e cobertas por um lençol, com aspecto cinza e sério. Suas bochechas mostravam marcas do que parecia ser uma máscara de oxigênio removida recentemente.
Mandela voltou a apresentar problemas respiratórios e em 8 de junho voltou a um hospital de Pretória para tratamento de uma infecção pulmonar recorrente. Desde então, o estado de saúde do ex-presidente sul-africano e prêmio Nobel da Paz se tornou cada vez mais crítico. A última aparição pública de Nelson Mandela foi na final da Copa do Mundo de Futebol, em junho de 2010.
Na noite de hoje, em pronunciamento à nação, o atual presidente da África do Sul, Jacob Zuma, anunciou o falecimento de Mandela, aos 95 anos.

ESTIVE PRESO E FOSTES ME VER.......             Mateus 25/36

quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

CORAL DE FUNCIONÁRIOS DA COPEL FARÁ APRESENTAÇÃO EM PRESÍDIOS DO PARANÁ.

A Secretaria da Justiça, Cidadania e Direitos Humanos do Paraná (SEJU) iniciou o novo Programa de Arte, Cultura, Esporte, Lazer e Bem Estar na área educacional, levando música aos presídios, por ocasião das festividades de fim de ano. Em parceria com os Corais dos Funcionários da COPEL de Curitiba e Regionais, estão sendo realizadas apresentações em unidades prisionais. As atividades começaram por Curitiba e Região Metropolitana e seguem para Guarapuava e Londrina, numa ação que também integra o término do ano letivo das escolas que atendem às prisões. 

Nesta quinta-feira (05/12), o coral da Copel de Curitiba fará quatro apresentações em unidades penitenciárias de Piraquara. A última do dia será, às 18h30, na Colônia Penal Agroindustrial do Paraná (CPAI), unidade de regime semiaberto da SEJU, onde haverá, logo após a apresentação, uma palestra sobre autoestima, ministrada pelo psicoterapeuta Josué Guizoni. 

O Coral de Curitiba, que conta com 35 integrantes, já fez duas apresentações nesta segunda-feira (02/12), para as reeducandas do Centro de Regime Semiaberto Feminino de Curitiba (CRAF), no bairro Atuba, em Curitiba, e para os internos do Complexo Médico Penal (CMP), em Quatro Barras, submetidos à Medida de Segurança por determinação Judicial. As direções das unidades disseram que “o evento foi de uma beleza incrível e emocionou profundamente a todos”. 

O Coral é regido pelo maestro Rodrigo Olavarria Lara e tem a coordenação de André da Silva. Eles afirmam que “esta é uma experiência nova e todos os componentes ficam ansiosos e com muita expectativa para as apresentações.”

O Programa de Arte, Cultura, Esporte, Lazer e Bem Estar busca parceiros, como o Coral da Copel, para despertar a sensibilidade, descobrir talentos nas diversas áreas e oportunizar o desenvolvimento de atividades diferenciadas na prisão. “A formação de coral, oficinas de teatro, desenho, pintura, artesanato, xadrez, música, entre tantas outras modalidades artísticas e esportivas, são um meio eficaz na busca da ressocialização”, acredita a coordenadora do Programa de Educação, Glacélia Quadros.

As apresentações dos Corais dos Funcionários da Copel continuarão nas seguintes datas:
Curitiba e Região Metropolitana
Dia 05/12/2013: 14h - Penitenciária Central do Estado Feminina (PCEF); 15h - Penitenciária Central do Estado (PCE); 16h - Penitenciária Feminina do Paraná (PFP); 18h30 - Colônia Penal Agroindustrial do Paraná (CPAI).
Ponta Grossa 
Dia 11/12/2013: 18h30 - Centro de Regime Semiaberto de Guarapuava (CRAG)
Londrina
Dia 16/12/2013: 14h - Penitenciária Estadual de Londrina I (PEL II); 15h - Casa de Custódia de Londrina (CCL).

LEMBRAI-VOS DOS PRESOS............                        HEBREUS 13/3

SUÉCIA FECHA PRESÍDIOS POR FALTA DE PRESOS.

Depois de adotar políticas liberais baseadas na reabilitação de prisioneiros e em penas mais brandas para pequenos crimes e prisões relacionadas às drogas, a Suécia reduziu em 6% o número de prisões de 2011 para 2012. Estudos sugerem que a média será mantida em 2013 e nos próximos meses.

Håkan Dahlström/ Flickr

A redução fez com que as cidades de Åby, Håja, Båtshagen e Kristianstad desativassem seus presídios.
Outra política de drogas
Desde 2011, a corte suprema da Suécia decidiu reduzir as penas relacionadas às drogas.
Entre 2004 e 2012, a população carcerária sueca tinha 36% dos presos por crimes relacionados a roubos, 25% à drogas e 12% por crimes violentos.Com uma população de 9,5 milhões de pessoas, o país tinha 5.722 presos em 2004. Em 2012, o número foi reduzido para 4.852.
Brasil
De acordo com o International Centre of Prison Studies, os países com as maiores populações carcerárias são E.U.A, China, Russia, Brasil e Índia.
No Brasil, são 548,000 cidadãos encontram-se presos, o que corresponde a 274 pessoas a cada 100 mil habitantes.

APARTA-TE DO MAL , E FAZE O BEM ; PROCURA A PAZ , E SEGUE-A .
                                                  SALMOS 34/14

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

PENITENCIÁRIA ESTADUAL DE RIO GRANDE : CAPACIDADE 568 /POPULAÇÃO CARCERARIA 1.000 INTERNOS... OREMOS POR ELES!!

Penitenciária Estadual de Rio Grande
Administrador:Guilherme Suedi Farias Ulguim
Endereço: BR 392 - KM 15 - Vila da Quinta
CEP: 96211-040
Telefone: (53) 3239-1020 / 3239-1111 e 3239 - 1386
Capacidade de Engenharia: 568
População Carcerária: 1005 (09/08/2013)
Dados EstatísticosRelatório Infopen -julho de 2013
Presídio Estadual de Rio Grande
BR 392 - KM 15 - Vila da Quinta ,
Município: Rio Grande

LEMBRAI-VOS DOS PRESOS.......            HEBREUS 13/3

domingo, 1 de dezembro de 2013

PRESÍDIOS TERCEIRIZADOS NÃO TEM ATINGIDO SUAS METAS.

 Em oito anos, a Companhia Nacional de Administração Prisional (Conap), hoje Auxílio Agenciamento de Recursos Humanos e Serviços Ltda., recebeu mais de R$ 337 milhões do Governo do Amazonas para administrar unidades prisionais do Estado. O valor daria para construir 28 presídios de R$ 12 milhões, como os anunciados este ano pela Secretaria de Estado de justiça e Direitos Humanos, com capacidade para 570 detentos.
A empresa recebeu, no total R$ 337.979.764,40, desde 2006, de acordo com os números disponibilizados no Portal da Transparência do Amazonas e nos relatórios de prestação de contas anuais do governo, publicados no site do Tribunal de Contas do Estado (TCE).
No ano passado, o então secretário da Sejus, Márcio Meirelles, informou que a secretaria obteve junto ao Departamento Penitenciário Nacional (Depen), recursos da ordem de R$ 12 milhões para a construção de uma nova penitenciária masculina em Manaus, com capacidade para 570 internos. Ele também anunciou a construção de um novo presídio feminino em Manaus, e a inauguração das unidades prisionais de Tefé e Maués, cada uma com capacidade para 125 internos.
A cadeia feminina terá capacidade para 155 presas. O investimento seria da ordem de R$ 7,4 milhões e o presídio será erguido na mesma área do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), no quilômetro 8 da BR-174, abrigando as detentas da Cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoa. Os presídios de Tefé e Maués somam recursos de R$ 1,4 milhão do Ministério da Justiça e do governo estadual.
A Auxílio tem sede em Fortaleza (CE) e administra em Manaus o Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat), a Unidade Prisional do Puraquequara (UPP) e o Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj). As unidades terceirizadas são geridas por co-gestão. A direção desses estabelecimentos é feita por servidores da Sejus e o corpo operacional, por pessoas contratadas em regime celetista, pela Auxílio.
Em 2005, o Ministério Público Federal e a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Ceará entraram com uma ação civil pública para suspender os contratos de administração de presídios no Estado pela empresa. A ação tinha como base uma resolução do Conselho Nacional de Política Criminal e Penitenciária, que rejeita qualquer proposta de privatização do sistema prisional. Em 2006, a Justiça do Trabalho determinou que fossem suspensos os contratos de terceirização de presídios no Ceará e que o governo do Estado substituísse os funcionários privados.
Presídios
Em agosto deste ano, um preso identificado como Marcos Martins de Carvalho, de 27 anos, foi assassinado e outros quatro ficaram feridos durante uma rebelião no Ipat. A Sejus informou que houve uma briga entre os detentos. Em janeiro, presos da UPP fizeram reféns três agentes penitenciários, exigindo ser transferidos de unidade. A mulher de um dos detentos disse que eles sofrem com as constantes ameaças, com o péssimo fornecimento de material de higiene e com “péssimas condições de alimentação”.
Processos
A empresa que administra os presídios também responde, junto com o Estado, a dois processos, instaurados pelo Ministério Público do Amazonas (MP-AM), para apurar práticas de irregularidades e ilícitos no Ipat e na UPP.
De acordo com a denúncia do MP-AM, o Ipat não conta com sistemas de tratamento de efluentes eficaz e de gerenciamento de resíduos sólidos, como determina a legislação ambiental.
Além disso, todo o prédio apresenta um ambiente insalubre com infiltrações, vazamentos e água ‘escorrendo ou pingando em várias dependências, inclusive sobre os beliches dos detentos’.
Ainda de acordo com o processo, embora a direção do Ipat tenha informado que os internos tomem banho no pátio, na área destinada ao banho de sol, há relatos de detentos dando conta que todos tomam banho nas torneiras das pias das respectivas celas. Os internos também informaram que recebem a alimentação em marmitas de material plástico.
Também não há, segundo o processo do MP-AM, programação de limpeza do local, o que contribui para a exposição do chorume, facilitando a proliferação de insetos, crescimento da vegetação e aumento da população de urubus.
Os dois processos tramitam na Vara de Execução Penal (VEP), desde maio deste ano.

LEMBRAI-VOS DOS PRESOS......                     HEBREUS 13/3