quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

MAIOR PRESIDIO DA BOLIVIA ,ALI E PERMITIDO MORAR COM A FAMILIA

Um muro alto e quatro horas de fila me separam do interior de um dos maiores presídios da Bolívia, onde vivem mais de 4.400 pessoas. A temperatura passa dos 35oC e o chão de areia aumenta o desconforto das muitas mulheres que esperam ali e tentam dar conta de seus sapatos de saltos altos, crianças pequenas e sacolas. Não é dia de visitas no Centro de Rehabilitación Santa Cruz Palmasola na cidade de Santa Cruz de La Sierra, na Bolivia. Ainda assim, elas esperam pacientemente pelo encontro com seus companheiros. Sabem que o passe será liberado com o pagamento de dez pesos bolivianos (cerca de 3 reais) aos policiais.
As horas vão passando e o abatimento vai surgindo, algumas histórias tristes começam a ser contadas e a cumplicidade aumenta. Logo todas estarão dividindo chicletes, garrafas de água e maquiagem para o retoque, já que a pintura caprichosa vai se desmanchando sob o sol quente. Uma moça pergunta a quem vou visitar. “Uns amigos brasileiros” respondo de forma vaga, ao que ela conclui rapidamente: “Mil ocho certamente, como a maioria aqui” referindo-se à lei 1008, que endureceu as regras para  tráfico de drogas, instituída em 1988, sob forte pressão do governo americano. A “milocho” determinou sentenças mais duras e longas para quem comete delitos relacionados ao narcotráfico – do cultivo, consumo e transporte da folha de coca, tradicional cultivo do país, à sua transformação em cocaína. As penas chegam a 20 anos de prisão, sem grandes distinções entre traficantes e usuários.
A moça diz que o companheiro “caiu” pelo mesmo motivo, mas após 4 meses em prisão preventiva, ainda não havia tido sequer uma audiência. História parecida chamou recentemente a atenção da imprensa internacional: Jacob Ostreicher, empresário americano de 53 anos,  preso há 17 meses por suspeita de lavagem de dinheiro e envolvimento com o crime organizado – e ainda sem sentença.
O companheiro da visitante, assim como dezenas de brasileiros, não tiveram a mesma sorte: suas histórias continuam desconhecidas. Segundo o advogado criminalista Hernán Mariobo, 80% dos detidos em Palmasola estão em prisão preventiva, aguardando julgamento. Muitos há mais de três anos, que é o máximo permitido por lei. “Estamos falando de mais de mil pessoas que estão com seus processos parados e, por consequência, tendo seus direitos humanos violados. Outros tantos que já poderiam ter saído ou poderiam responder em liberdade. Mas a Defensoria Pública em Santa Cruz tem no máximo 20 pessoas para dar conta de todos estes processos, e é claro que a coisa se complica ainda mais para os estrangeiros,  que são colocados no fim da lista”. Para um advogado que pediu para não ser identificado, temendo que seus clientes sejam prejudicados, o problema é que todo o sistema está imerso em corrupção: “Lamentavelmente em nosso sistema de justiça, especialmente em Santa Cruz – e dói reconhecer isso como advogado boliviano – a corrupção tem se proliferado muito. Para se tirar um xerox de documento para marcar uma audiência tem de se falar com o secretário, com o juiz, eles argumentam que a agenda está cheia, te pedem dinheiro”, diz. “Para fazer as notificações é ainda pior. É um eterno sofrimento. Tenho um cliente espanhol de 70 anos que teve a audiência cancelada 5 vezes porque chegou 5 minutos atrasado ou porque o juiz teve um problema na escola do filho, ou ainda porque era o dia do juiz e todas as audiências do dia foram canceladas sem aviso prévio”.

Enquanto esperamos na fila, alguns homens chegam algemados de táxi e de moto: não há um veículo oficial para entrar e sair dali. O preso deve pagar o táxi até Palmasola e, quando tem audiência marcada, precisa pagar escolta policial e o transporte de ida e volta. Subitamente, um policial aparece à porta da prisão e diz que “ninguém deve pagar um peso sequer” para entrar. As mulheres comemoram e apontam para um jornalista que espera a saída de um preso famoso com uma câmera em punho como motivo para a “gentileza”.
A administração de Palmasola não se parece em nada com o modelo penitenciário que conhecemos no Brasil. Passada a pequena porta se vê um grande descampado lotado de lixo e urubus, cortado por uma rua que separa os pavilhões: um de segurança máxima, conhecido como Chonchocorito – referência a um presídio de segurança máxima da capital La Paz –  outro reservado às mulheres, um terceiro para presos “comuns”; um para portadores de doenças contagiosas e o finalmente uma “área vip” para policiais e autoridades.
Todos são trancados. Mas a polícia fica do lado de fora. Lá dentro, quem garante a segurança são os próprios presos, que uma vez por ano elegem a “Regência”, espécie de administração penitenciária própria que, por sua vez, escolhe seu exército, conhecido como “Disciplina”, homens com penas perpétuas ou longas que andam uniformizados, armados com porretes, e garantem o cumprimento de leis estipuladas por eles. Leis que não estão em nenhum papel, segundo detentos, advogados e pesquisadores, mas que se não forem cumpridas, podem ser pagas até com a vida – como no caso de estupro ou abuso de crianças – ou com castigos exemplares.
Mas é dificil se aprofundar no assunto, já que maior lei é a do silêncio: o que acontece dentro de Palmasola, fica em Palmasola. Quem fala demais também é castigado. Ao que parece, a polícia não interfere da porta para dentro a não ser em casos extremos que podem repercutir de forma negativa. Foi assim no começo de 2012, quando uma equipe de reportagem da TV americana ABC filmou a realidade vivida por Jacob. A reportagem exibiu o rosto de crianças e homens usando cocaína. Quando foi ao ar, causou alvoroço nos EUA. Alguns dos detentos afirmam ter sido torturados e levados ao pavilhão de segurança máxima como castigo.

Uma cidade entre muros

Ainda na zona que separa os pavilhões, encontro Darly Franco, advogada paulista que vive em Santa Cruz e há 6 anos milita pela causa dos brasileiros presos ali. Na sua tese de mestrado, ela sugere a modificação do código penal para estrangeiros que cometeram delito de narcotráfico. “Na verdade, para qualquer delito penal o procedimento é o mesmo. Os artigos principais são o 233, 234 e 235 que dizem que  a pessoa não vai em detenção preventiva se tiver trabalho, família, domicilio. Mas como a gente faz isso com estrangeiro? Existe um decreto que diz que nenhum turista pode exercer atividade econômica, então como vamos demonstrar que ele tem trabalho? Se eu estou de passagem e me pegam no aeroporto, como vou ter domicilio? Assim, é pouco provável que essa pessoa consiga responder em liberdade. Foi pego, vai preso. E se você não tem dinheiro, vai ficar lá, por causa de todo o esquema de corrupção, golpes de advogados fajutos e a lentidão da justiça”.
Muito respeitada pelos detentos, principalmente os brasileiros aos quais defende como pode, mesmo que paguem pouco ou nada, Darly conduz a reportagem pelos pavilhões. Assim que chega, os presos imediatamente se oferecem para carregar suas pastas de documentos, andam ao seu redor, fazem mil perguntas. “Praticamente vivi em Palmasola quando escrevi minha tese e desde então venho ao menos uma vez por semana para tentar fazer estes processos andarem”, explica.
Para entrar no “PC4”, maior pavilhão masculino, precisamos pagar cinco pesos a um policial que nos carimba o pulso. Assim entramos no maior pavilhão, onde estão, naquele dia, 70 homens brasileiros, a terceira maior população de estrangeiros, segundo Darly, atrás dos peruanos e colombianos. De cara é possível notar que não há celas e os homens caminham livremente ali dentro. Os brasileiros nos recebem na porta.
Para conversarmos mais à vontade, o paranaense Mário* – todos os nomes nesta reportagem são fictícios, para evitar que sofram represália – um senhor de fala mansa, extremamente educado, nos conduz à igreja onde mora. Isso mesmo: dentro da prisão. Ele conta que já vivia há mais de 20 anos na Bolivia quando brigou com um funcionário da fazenda onde trabalhava; matou-o com um tiro de espingarda. Há dez anos em Palmasola, é o brasileiro mais antigo no PC4. Para sobreviver e pagar os cerca de 30 pesos bolivianos diários que diz gastar com comida e ítens de higiene, faz redes e artesanato que vende dentro e fora de Palmasola, através de familiares de outros presos.
No caminho, passamos por tendas de artesanato, lanchonetes, um campo de futebol, uma universidade de direito e até uma pousada onde familiares e amigos dos presos podem se hospedar por alguns dias. Todas as construções são erguidas e administradas por eles e os produtos são vendidos ali dentro para os companheiros de pavilhão e também para o grande volume de pessoas que transita ali diariamente. Muitos criam um verdadeiro patrimônio, com quartos arrendados e pequenos negócios. Aos que têm condições financeiras é permitido inclusive morar com a família.
Segundo dados da Defensoría del Pueblo em Santa Cruz, há mais de mil crianças vivendo dentro de Palmasola. Elas saem para estudar em escolas próximas – há uma bem em frente ao portão de entrada – e voltam no fim do dia para dormir na “casa” dos pais.
Não havia muitas crianças transitando durante nossa visita porque estavam em horário de aula. Mas as que estavam por ali, pequenas, andavam grudadas nos pais. Os presos em melhores condições financeiras – que recebem dinheiro da família, de negócios internos ou com o tráfico de drogas – podem, além  de usufruir dos bens de consumo e serviços produzidos lá dentro, contratar prostitutas que chegam de fora e do pavilhão de mulheres, consumir drogas e incrementar suas celas  com pequenos luxos como televisão, aparelho de som.


A vida dos brasileiros

Como em uma verdadeira cidade, há “bairros” ricos e pobres. Quem não tem dinheiro, como a maioria dos brasileiros, que não têm família ou amigos por perto, tem de se virar com o “rancho”, como é chamada a comida da detenção. Naquela quarta-feira, o rancho era uma papa de arroz com lentilha coberta por um caldo laranja não identificado.  Para dormir bem, há de se contar com a ajuda das igrejas –algumas permitem que os presos pernoitem se ajudarem na limpeza – ou  ser um bom jogador de futebol: “Os bolivianos gostam muito do futebol brasileiro, então quem joga bem e participa dos campeonatos que a gente faz aqui, recebe mais ajuda do pessoal” explica Mauro*, em prisão preventiva por tentativa de estelionato há dois anos e três meses.
Quem não consegue ajuda vive literalmente como sem-teto, dormindo sobre papelões a céu aberto. “É claro que existe um regime penitenciário e alguns processos administrativos se encaixam na lei, mas o resto está totalmente à margem. O que acontece em Palmasola é o que acontece aqui fora: quem tem mais recursos vive melhor” explica o advogado Hernán Mariobo. “O que está na lei é o sistema padrão, como o norte-americano, com celas, horários. Mas os presos  criaram seu próprio sistema”.
Antes de entrarmos na igreja, Marcelo*, um moço jovem preso por roubo na cidade de San Matias, nos leva para conhecer “el bote”, uma cela pequena e escura, usada como medida punitiva, sem janelas, trancada por barras de ferro, como as do antigo Carandiru em São Paulo. Lá dentro há vários homens – nem eles sabem dizer quantos são.  Um brasileiro se apresenta, diz que não se lembra há quantos dias está ali e que foi trancado porque se atrasou para a chamada que a polícia faz diariamente. Os outros presos repassam o rancho pela grade.
Marcelo levanta a camiseta para mostrar as costas tomadas por um tipo de doença de pele, com grandes manchas vermelhas espalhadas e algumas feridas. “Peguei esse bagulho quando fiquei mais de 70 dias no bote. Uns brasileiros fugiram e a disciplina nos pegou como exemplo, bateram, quebraram minha costela na frente de todo mundo e nos trancaram aí”, diz, apontando para a cela. “Só que para se consultar com o médico tem que pagar 50 pesos bolivianos. Para ter remédio, precisa pagar. Isso é horrível e está se espalhando, mas não tenho o que fazer”, lamenta.
As reclamações aparecem num caos de vozes em uma mistura de português, espanhol e gírias locais. “Nós brasileiros somos tratados como cachorros aqui”, diz um. “Queria eu ser tratado como perro, somos é lixo”, retruca o outro. “A comida é ruim, não temos onde dormir, não temos remédios”, grita um terceiro. Uma criança pequena escuta tudo atentamente, do colo do pai brasileiro. A mãe, boliviana, está do lado de fora trabalhando.
A doutora Darly tenta organizar a bagunça, pede que as queixas sejam feitas por tema. Quase nenhum dos homens ali tem seus documentos, retidos pela polícia quando foram  capturados. Nenhum tem a cópia do processo, e muitos estão há anos em prisão preventiva por crimes considerados de bagatela, como tentativa de roubo. Um brasileiro que está lá há mais de três anos foi pego tentando abrir um carro com um arame.
A reclamação maior é contra o Consulado brasileiro: “O cônsul não vem aqui e o advogado representante aparece de vez em quando, mas nunca resolve nada. Ele só nos traz cestas básicas de três em três meses”, diz um detento, referindo-se ao advogado boliviano contratado há 12 anos pelo Consulado para agilizar os processos dos presos brasileiros. O preso rapidamente pede para não ser identificado. Entredentes, Marcelo justifica o medo dos companheiros: “tá vendo aquele ali com o colete? É da disciplina. Nós vamos apanhar hoje porque estamos falando com a senhora. Eu não me importo, porque a gente precisa de ajuda. Mas se falarmos demais a coisa pode ficar feia”.
Segundo os presos ouvidos pela reportagem, o assessor jurídico do consulado só aparece a cada três meses.
No começo de outubro, mais de 20 homens escreveram cartas de próprio punho destinadas ao Consulado brasileiro e ao Itamaraty, reclamando da negligência e denunciando um suposto esquema de extorsão. Uma delas, à qual a Pública teve acesso, relata: “Como cidadão brasileiro reclamo meus direitos a assistência social, médica e um advogado. Não temos nada disso. Precisamos de ajuda, estamos abandonados, esperamos que nos atendam como pessoas. Estou sem documentos, com a condicional cumprida”. Outra carta explica: “Estou preso há 6 anos e nunca tive visita porque meus pais estão mortos e não tenho atenção médica, não tenho trabalho firme, não tenho advogado. Por isso peço ajuda do meu país onde vivi. O advogado do Brasil não está fazendo nada a que nos corresponde (…) solicitamos a mudança de advogado”. Uma terceira diz: “Denuncio o doutor Solis que sabendo que cumpri a minha pena não fez nada por mim. Ele é um mentiroso (…) preciso dos meus documentos, do meu passaporte, estou esquecido na Bolívia. Doutor Soliz, chega de mentira, preciso de sua atenção”. As denúncias continuam: “Doutor Solis, deixe de ser mentiroso e de enganar nós aqui, porque não dá nenhuma informação sobre nossa situação aqui e quando vem aqui não faz nada. Solicito que troque o advogado (…) Ademais ele rouba todas as nossas coisas que mandam para nós aqui. Peço que o cônsul venha nos visitar para que falamos sobre a nossa situação urgente”.
Você pode ler algumas destas  cartas no final da reportagem.
Depois do PC4, fomos a Chonchocorito. Por algum tempo se proibiu a visita de mulheres ao pavilhão de segurança máxima por risco de estupro. De qualquer forma, éramos as únicas mulheres ali dentro. Darly estava calma e ambientada, cumprimentava os homens pelos nomes, perguntava sobre suas famílias. Um boliviano reincidente veio mostrar  seu bebê em um carrinho  dizendo que agora terá de tomar juízo.
Passados dois portões, estavamos por nossa conta. Ali, nada de lojas ou lanchonetes: Apenas um grande prédio cinza ao lado de um pequeno campo de futebol improvisado e uma espécie de pátio com bancos à sombra de um toldo de palha. Um brasileiro vem ao nosso encontro e sai para chamar outros cinco que vivem lá. Enquanto conversamos, homens passam armados com pedaços de canos e armas brancas de todo tipo para saber o que está acontecendo. Todos nos tratam com respeito. A maioria dos brasileiros caiu ali por tráfico de drogas ou roubo – ao contrário do PC4, onde muitos estão por assassinato e devem cumprir penas de mais de 20 anos.
Eles contam que quase todos os homens, quando chegam a Palmasola, vão direto para Chonchocorito. Os que podem pagar cerca de mil dólares são transferidos para o pavilhão mais cômodo. Entre os que nos recebem em Chonchocorito está o reincidente João*. Junto com um grupo de 22 brasileiros, em 2003 ele se crucificou e costurou os lábios para chamar a atenção do Consulado brasileiro para a situação em Palmasola.
“O cônsul veio aqui, prometeu melhorias, saiu em um monte de jornais no Brasil e depois ficou tudo igual. Igual não, pior na verdade, porque sofremos represália. Apanhamos mais por ter chamado a atenção, e o custo de vida aumentou”. Os detentos contam que, se um boliviano ganha 10 pesos por um dia de trabalho (limpando, arrumando, etc.), um estrangeiro ganha cinco. E que o mesmo acontece com o custo da comida e bebida, que aumenta para quem é de fora.
Um jovem que foi pego roubando há três meses conta que não teve nem a primeira audiência com o juiz. “Estou sem documento, sem meus pertences que foram tirados pela polícia e nunca vi ninguém do Consulado brasileiro aqui. Sei que existe um advogado porque os outros me disseram”.  No dia seguinte à nossa visita, Chonchocorito entraria em rebelião pacífica por melhores condições de vida, com uma greve de fome que foi noticiada apenas na TV local.

Brasileiras, abandonadas

O último pavilhão a visitar – o relógio apontava para as 17h, apesar do sol a pino que não dava trégua – era o das mulheres. Tensão e tristeza pareciam deixar o ar mais denso. Ao contrário do PC4, quase não há visitas. Muitas das 18 brasileiras presas em Palmasola são dependentes químicas, principalmente de crack e outras variações da pasta-base da cocaína, inclusive injetáveis.
Elas têm a pele solta no corpo, marcas de agulhas e facadas, arranhões, hematomas das brigas diárias. Poucas se juntam a nós, a maioria está dopada demais para conversar. Quando pergunto onde arranjam dinheiro para sobreviver ali dentro, uma responde: “Roubando. A gente rouba umas das outras, pede emprestado e não devolve, pega. Principalmente para as drogas. Eu sou uma viciada, não tenho vergonha de assumir isso. Só queria ter dinheiro para usar”.

Entre elas está uma senhora que aparenta de mais de 60 anos, presa no aeroporto transportando cocaína, que age de forma maternal com as outras, cuidando para que não falem demais, dizendo à doutora Darly que “pelo amor de Deus arranje ajuda médica para estas meninas”. Ela está presa por “mil ocho” como a maioria ali. E faz pães que são vendidos nos pavilhões para juntar algum dinheiro para pagar um advogado já que, como as outras, diz que não pode contar com o advogado do consulado. Quando perguntamos sobre ele, elas bufam, dão risada e uma diz: “Eu acho que nunca vi esse homem aqui”.
Ao final do dia, uma voz masculina em particular, sem rosto, ecoa sobre as outras: “moça, não sei como, mas eu saio daqui logo. Nem que seja com os pés gelados”.

PARA QUE SEJAM JULGADOS TODOS OS QUE NÃO CRERAM A VERDADE ANTES TIVERAM PRAZER NA INIQUIDADE            2 TESSALONICENSSE 2/12

terça-feira, 4 de dezembro de 2012

URUGUAI TEM UM DOS PIORES PRESIDIOS DO MUNDO :"LIBERTAD" DIZ NOWAK MANFRED RELATOR DA ONU


Nueve mil presos hacinados, la gran mayoría adictos a las drogas y sin posibilidades de recuperación. ¿Existe esperanza para ellos?

El panorama es siniestro. Nueve mil presos repartidos en un sistema carcelario que tiene lugar para 6.500. Veinticuatro reclusos muertos, sólo en 2009, en circunstancias violentas; cinco de ellos incinerados en una misma noche y una misma celda. Tasas de hacinamiento que en algunos establecimientos marcan que conviven el doble de presos de los que tendría que haber.

COLAPSO. En el sistema carcelario uruguayo hay 9.000 presos.

Con este diagnóstico, el gobierno recién asumido, ha puesto a las cárceles como una de sus prioridades. El presidente José Mujica habló de que, por ejemplo, con la apertura de nuevas cárceles se avanzará mucho hacia una solución. Se mostró preocupado pero habló de mejoras posibles.

También lo hizo de Tabaré Vázquez quien, en su discurso de asunción el 1° de marzo de 2005, anunció "medidas de emergencia para encarar resueltamente los problemas de hacinamiento, alimentación y salud en todos los establecimientos penitenciarios". No se tomaron, o fueron insuficientes, y cinco años después, un lapidario informe de la ONU dejó claro que Uruguay tiene algo así como las peores cárceles del mundo.

A eso hay que sumar otros problemas. "La gran mayoría de los primarios que ingresan al sistema carcelario son adictos a la pasta base", agrega el Comisionado Parlamentario Penitenciario, Álvaro Garcé. Y en la cárcel, aumentan su consumo debido a una red establecida de venta de drogas que los familiares pagan en el exterior.

"La convivencia, además, hoy es más violenta", dijo Garcé. "A la cárcel se ingresa cada vez más joven para estar un lapso más extenso".

El panorama, entonces, es más que siniestro: cerca de 10 mil personas, en muchos casos adictas a la droga, conviviendo en instalaciones insuficientes y con una infraestructura deteriorada, custodiados por un personal que, en algunos casos, muestra una peligrosa predisposición a saltearse algunas normas y que está mal pago y poco preparado.

Hay, igual, una buena noticia. Ya hay países que han estado en la misma situación, o peor, y han logrado mejorar, opina Nicolás Trajtenberg, docente e investigador del Departamento de Sociología de la Facultad de Ciencias Sociales. "Existen el mundo programas que han resultado exitosos. Incluso en Uruguay el Centro Nacional de Rehabilitación Social (CNR) es un ejemplo interesante", asegura el académico.

El plan oficial del nuevo gobierno contra el hacinamiento incluirá el traslado de mil reclusos, las construcción de nuevas cárceles y la ampliación de Comcar y Libertad, los dos centros más complicados y cara visible de un sistema arruinado. Se mudará la cárcel de mujeres de Cabildo y se crearán nuevos centro de alta seguridad. Hay quienes piensan que esto no se arregla solo con más cárceles, pero muchos coinciden en que, al menos, es un buen comienzo.

"Crear más cárceles no es la solución porque siempre se van a llenar", afirma Diego Camaño, abogado penalista y docente. "Así vamos a estar siempre corriendo la coneja, siempre vamos a tener que construir más".

Muchas ideas están en la vuelta desde el anterior gobierno y fueron incentivadas por el informe de Manfred Nowak, el inspector de la ONU que fue lapidario con las condiciones de algunas cárceles uruguayas. En el informe final dado a conocer en Ginebra el 1° de marzo calificó a Libertad como una de las peores del mundo. Nowak habló de "animales enjaulados", torturas y recomendó el cierre de los módulos 2 y 4 del Comcar.
Arsenal. Hallan 220 "cortes", 280 celulares y chips, droga y hasta una granada en el COMCAR


En marzo del año pasado, el presidente Vázquez ordenó un plan que, por una razón u otra, ha ido demorándose. El traspaso la semana pasada de la cárcel de Punta de Rieles a la órbita del Ministerio del Interior es un primer paso, un año después de que fuera encomendada la tarea. Se habló de trabas burocráticas y falta de presupuesto para justificar la demora.

"Vamos a modificar el sistema carcelario en su conjunto mediante acuerdos públicos y privados llevados adelantes con la Corporación Nacional para el Desarrollo, vamos a emprender la construcción de nuevas cárceles y el reciclado de otras", dijo el ministro del Interior, Eduardo Bonomi. Calificó a las cárceles como "universidades del delito".

Hace cinco años, su colega, José Díaz, al presentar la Ley de Humanización y Modernización del Sistema Carcelario, habló de que se buscaba "abrir el camino hacia una nueva política criminal que apueste al tratamiento, a la rehabilitación, a la educación y al trabajo y no a la función punitiva contra los pobres".


Ahora el tema se ha hecho aún más urgente. La media histórica de presos en Uruguay siempre fue entre 1.400 y 1.600, de acuerdo a Garcé. A mediados de la década de 1990, "hubo un punto de quiebre" (la llamada ley de seguridad ciudadana) y de 3.200 presos se pasó en 15 años a los 8.800 de la actualidad. La población carcelaria aumentó en 5.600 detenidos y, en todo este tiempo, "en el mejor de los casos" se crearon 2.500 plazas nuevas. Hoy, 10.000 presos es un horizonte inevitable para los que se crearán alrededor de 2.000 plazas nuevas.

El déficit seguirá ahí. "El sistema necesita al menos 4.000 nuevas plazas para superar el hacinamiento carcelario", dijo el subdirector de la Dirección de Cárceles, Enrique Colman.

"Este crecimiento de la población, más el tipo de personas que ingresa a la cárcel y la clase de cárceles que tenemos, hace que el modelo actual esté agotado y es evidente que hay que buscar uno nuevo", opina el comisionado. Los especialistas coinciden que lo primero que tiene que hacer el Estado es alentar un cambio de mentalidad.

"La gente tiene que entender que cuanto más presos haya, más inseguridad hay en la calle", dice Camaño. "Eso no se ha logrado visualizar porque si se hubiera visto bien desde la política, no tendríamos el sistema carcelario que tenemos."

"Esto es un problema mundial", dice Trajtenberg. "El problema es que acá no se ha probado ningún modelo y la rehabilitación no existe".

Hay coincidencia en que cualquier plan para solucionar el tema debe pasar no sólo por las condiciones carcelarias ("hay un mandato constitucional de que las cárceles no están para mortificar y ese mandato se está violando", dice Camaño) sino con mejorar con un sistema que abusa del encierro, no genera medidas alternativas a la cárcel y tampoco atiende la rehabilitación de los presos. El gobierno no da demasiadas señales aún en ese sentido. Nadie del ministerio del Interior fue autorizado para hablar para esta nota.

"Pongamos en prisión a aquellos que tienen que estar en prisión", afirma Trajtenberg. "La cárcel no puede ser el primer recurso". El académico sugiere hacer una relevamiento de quiénes deben estar en la cárcel, extender experiencias exitosas como el CNR, crear programas específicos para realidades específicas e invertir en la rehabilitación.

Sobre lo que hay unanimidad es sobre lo que Camaño llama "cortar el nexo entre las cárceles y el ministerio del Interior".

El informe Nowak ya sugería, por ejemplo, la creación de un ministerio de Justicia que se encargue del tema penitenciario. Eso aportaría, por ejemplo, un cuerpo penitenciario especializado por fuera de la Policía con formación penitenciaria.

"La Policía está formada para la prevención y la represión del delito", opina Camaño. "No tiene la formación para la resocialización. Uno no le puede pedir al Policía con la formación que tiene que sea asistente social". Hoy, el personal policial a cargo de la cárcel, "es el penúltimo escalafón antes del desempleo", opina el comisionado Garcé. Si el Policía puede evitar ser penitenciario lo va a hacer.
CLOACAS el olor es nauseabundo

El gobierno parece dispuesto a sacar al sistema penitenciario del ministerio del Interior. Bonomi anunció esta semana que tiene como "reto" que la administración penitenciaria deje de estar en la órbita de su secretaría de Estado y pase a ser un organismo independiente. También se habló de la libertad vigilada, como un recurso para aliviar el peso de las cárceles.

"El cambio de mentalidad es fundamental. Hay que pasar de un enfoque estrictamente punitivo a otro que tenga que ver más con la protección de los derechos", opinó Camaño. Un sistema de medidas alternativas requieren de una cierta inversión y una infraestructura que hoy no existe.

"Vamos a tener que convivir con el problema cárceles todavía por un buen tiempo", opina Camaño. Para el profesional, "la solución pasa por medidas que aseguren un flujo de egresos e ingresos; una ley de medidas alternativas; una modificación del régimen de libertad anticipada y una reforma legal que Uruguay se debe hace mucho tiempo que es la del proceso penal".

Así que será cosa de convivir con el tema cárceles, un buen tiempo. "Se necesita dinero, cabeza y planificación", opina Trajtenberg. Eso no siempre ha estado. Los planes implican un gasto presupuestal que se pierde para otros rubros. "Hagamos lo que hagamos va a demandar mucho dinero", dice el académico.

Tiempo y dinero son dos recursos que nunca sobran y menos cuando lo que hay que arreglar aparece tan urgente y se parte de una situación tan desesperante.
Opiniones sobre tener más cárceles

"Las prácticas en materia carcelaria demuestran que las que mejor funcionan son las chicas. Son manejables. Uno no puede manejar una población de tres mil personas como en el Comcar. Tres mil personas son tres mil familias y eso son mucho más que tres mil problemas. Y además tenerlas hacinadas. El Comcar es muy parecido a un campo de concentración". Diego Camaño, abogado.

"Construir más cárceles no es la solución aunque sí puede resolver el hacinamiento. Hay que apostar a un plan más integral. Si se construye una cárcel se llena enseguida y el problema sigue". Nicolás Trajtenberg, sociólogo.
ACORDAOS DE LOS PRESOS ,COMO SI ESTUVIERAIS PRESOS JUNTAMENTE CON ELLOS;Y DE LOS MALTRATADOS,COMO QUE TAMBIEN VOSOTROS MISMOS ESTAIS EN EL CUERPO -Hebreos 13/3

COMO FUNCIONA UN JURI POPULAR?

É mais ou menos parecido com o que você vê nos filmes americanos. Debates acalorados entre a acusação e a defesa, pessoas comuns decidindo o futuro do réu e um juiz responsável por lavrar a sentença – tudo permeado por uma verdadeira guerra de nervos. Mas o tribunal do júri brasileiro tem lá suas peculiaridades. Por exemplo: se o popstar Michael Jackson estivesse sendo processado no Brasil por abuso sexual, não teria de enfrentar o júri popular, como acontece nos Estados Unidos. Isso porque a lei por aqui prevê que só crimes intencionais contra a vida (ou seja, apenas homicídio doloso, auxílio ou instigação ao suicídio, aborto e infanticídio – quando a mãe mata o bebê logo após o parto) são julgados por esse órgão especial.
Mas, assim como nos filmes, o ponto culminante do julgamento é o debate entre a acusação, a cargo do promotor público, e a defesa, feita pelo advogado do réu. Como precisam convencer pessoas comuns, como eu e você, de suas versões do fato, eles costumam lançar mão de um discurso com forte apelo emocional. E essa é uma das principais polêmicas sobre esse tipo de julgamento: há quem alegue que o júri decide mais pelo instinto do que pela razão. Mas, ainda assim, o tribunal do júri encontra defensores. "Acredito que esse tipo de julgamento deveria até abranger outros crimes. É democrático, conta com a participação popular e aumenta o sentido de cidadania", diz o promotor Eduardo Rheingantz, do Primeiro Tribunal do Júri de São Paulo.


Promotor
Seu papel é defender os interesses da sociedade. Se ele perceber que o réu é inocente – ou que merece tratamento diferenciado em virtude das circunstâncias do crime – deve pedir a sua absolvição ou a atenuante aplicável à provável pena. A família da vítima pode contratar um assistente que dividirá o tempo da acusação com o promotor

Juiz-Presidente
Autoridade máxima do tribunal, faz valer a decisão dos jurados, mas não é responsável por ela nem pode induzi-la. Ele conduz o julgamento e resolve as questões de Direito, como definir a pena no caso de condenação. O escrivão – que registra tudo o que é dito no julgamento – fica ao seu lado

Espectadores
Salvo em casos de grande repercussão, qualquer pessoa pode assistir ao julgamento. Em geral, o auditório é ocupado por parentes do réu e da vítima, jornalistas e estudantes de direito

Testemunha
Defesa e acusação podem chamar até cinco testemunhas cada. O juiz também pode requerer a presença de alguém. Muitas vezes, as testemunhas de defesa não viram o que aconteceu (vão falar do caráter do réu ou apresentar um álibi), enquanto as de acusação estavam no local do crime

Réu
Quando está preso, o réu fica algemado e é acompanhado por policias militares. Apesar de ser a figura central do julgamento (afinal, é seu destino que está sendo decidido), sua participação é pequena dentro do tribunal

Conselho de sentença
Dos 21 jurados intimados, só sete participam do julgamento, formando o conselho de sentença. Eles são sorteados e podem ser recusados pelas partes. São permitidas até três recusas sem motivo (por exemplo, o promotor pode preferir não ter pessoas com forte crença religiosa no conselho). Nesse caso, novos nomes serão sorteados

Sala secreta
Para cada quesito a ser votado, os jurados recebem uma cédula com a palavra "sim" e outra com a palavra "não". As decisões são tomadas por maioria simples de votos (nos Estados Unidos, a decisão deve ser unânime) e a votação é sigilosa, ou seja, os jurados não podem falar sobre suas impressões do processo. Se um julgamento demorar dois dias ou mais, os jurados se hospedam em alojamentos e são acompanhados por oficiais de justiça, para garantir que não troquem informações entre si
Vinte e um cidadãos são intimados a comparecer ao tribunal na data do julgamento. Devem ser maiores de 21 anos, alfabetizados e não ter antecedentes criminais. Sete formarão o conselho de sentença. Os outros serão dispensados. O serviço do júri é obrigatório e recusá-lo por convicção política, religiosa ou filosófica implica a perda dos direitos políticos

1 - É escolhido o conselho de sentença. Defesa e promotoria podem dispensar até três jurados sorteados. Sete participarão do julgamento
2 - Juiz, promotor, defesa e jurados formulam, nessa ordem, perguntas para o réu, que tem o direito de respondê-las ou não
3 - O juiz apresenta aos jurados o processo, expondo os fatos, as provas existentes e as conclusões da promotoria e da defesa
4 - São ouvidas as testemunhas. Primeiro as indicadas pelo juiz (quando há), seguidas pelas de acusação e depois pelas de defesa
5 - Começam os debates entre a acusação e a defesa. O primeiro a falar é o promotor, que tem duas horas para a acusação
6 - O advogado – ou defensor público, no caso de pessoas que não podem pagar – também tem duas horas para a defesa
7 - O promotor pode pedir uma réplica. Cabe ao juiz concedê-la ou não. Também pode haver uma tréplica do advogado, se necessário
8 - O juiz formula os quesitos (perguntas) que serão votados pelo conselho de sentença e os lê, em plenário, para os jurados
9 - Um oficial de justiça recolhe as cédulas de votação dos quesitos. Os votos são contabilizados pelo juiz
10 - Voltando ao plenário, o juiz pede que todos se levantem e dá o veredicto em público. Estipula a pena e encerra o julgamento
PORQUE JA E TEMPO QUE COMECE O JULGAMENTO PELA CASA DE DEUS ;E,SE PRIMEIRO COMEÇA POR NÓS,QUAL SERÁ O FIM DAQUELES QUE SÃO DESOBEDIENTES AO EVANGELHO DE DEUS                   1 PEDRO   4/17

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

74 % DOS INTERNAUTAS CONCORDAM COM ADOÇÃO DE PENAS ALTERNATIVAS PARA CRIMES LEVES


Mais de 70% dos internautas apoiam a adoção das Alternativas Penais no Brasil

Para conhecer a opinião dos brasileiros sobre o tema das Alternativas Penais, o Blog da Justiça lançou enquete, no dia 12 de julho, com a seguinte pergunta: “Você é a favor da aplicação de penas alternativas para os chamados crimes leves, cujas penas não ultrapassam 4 anos?”.
Em 97 dias de consulta pública, 74% dos internautas se declararam favoráveis ao mecanismo das alternativas penais, essencial para reduzir o impacto sobre o sistema penitenciário nacional, além de buscar educar e conscientizar os autores desses pequenos delitos, dando-lhes uma chance de cumprir sua pena em liberdade e prestando serviços à sociedade em geral.
Hoje existem mais de 60 mil pessoas presas no Brasil cumprindo penas inferiores a quatro anos pelo cometimento de crimes leves. Furto simples, por exemplo, é motivo de encarceramento de mais de 34 mil dessas pessoas.
Nesse sentido, as penas alternativas surgem como mecanismo de punição mais adequado, combatendo, ao mesmo tempo, um problema grave: a superlotação de presídios no Brasil. Entre as medidas, estão a prestação de serviços à comunidade, o pagamento em dinheiro e cestas básicas e, ainda, a restrição de alguns direitos.
A aplicação das Alternativas Penais está submetido ao Sistema Brasileiro de Penas e Medidas Alternativas, reconhecido pela Organização das Nações Unidas (ONU) como uma das melhores práticas para redução da superlotação carcerária no mundo.
Para o diretor do Departamento Penitenciário Nacional (Depen), Augusto Rossini, a  opinião da sociedade sobre as alternativas penais para os crimes praticados sem violência ou grave ameaça, é muito importante, pois legitima a atuação do governo federal na construção de políticas sociais. O Depen vem trabalhando para fomentar a adoção de alternativas penais nos estados e municípios e ampliar a rede de instrumentos de efetivação das políticas.
“Sabemos que as alternativas penais são mais eficazes que as penas de prisão porque mantém o indivíduo em convívio com a comunidade, possibilitando-lhe continuar desempenhando atividades importantes junto à família, evitando o estigma do aprisionamento e possibilitando a restauração das relações sociais”, explica o diretor.
Para fortalecer as Penas Alternativas, foi lançada em dezembro de 2011, a Estratégia Nacional de Alternativas Penais (Enape), cujo objetivo é fomentar a política e a criação de estruturas de acompanhamento à execução das alternativas penais nos estados e municípios.
Outra ferramenta importante foi a criação, em todas as unidades da Federação, de núcleos de Acompanhamento das Penas e Medidas Alternativas, com equipes multidisciplinares (assistentes sociais e pedagogos, por exemplo), para atendimento psicossocial, o que assegura o cumprimento da sentença e avaliação se a alternativa penal está surtindo o resultado esperado.

E EIS QUE AGORA ESTAMOS NA TUA MÃO ;FAZE NOS AQUILO QUE TE PAREÇA BOM E RETO      JOSUE   CAP. 9 VERS.25

ESTO NO FUE EN RIO DE JANEIRO,SAN PABLO O CURITIBA ;FUE EN DURAZNO (URUGUAY)

Dos reclusos tenían planificada una fuga con secuestro y armas incluídas
Eficaces controles desarrollados por la guardia policial, permitieron abortar una fuga de ribetes cinematográficos que tenían planificada dos internos del centro penitenciario duraznense.
Carlos Maggi | 14/07/2011
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Pensaban secuestrar a los guardias y huír en el móvil policial
Con un arma de fuego, varias armas blancas, un celular, cuerdas y una libreta con direcciones, los reclusos “trabajaban” de un tiempo a esta parte.
Eligieron la tarde del martes para llevarla a la práctica; simulando padecer un malestar de salud solicitaron ser trasladados al Hospital Penza. Al realizar el registro de rutina, el agente policial de guardia constató que los internos tenían escondidos dos navajas, un cuchillo de mesa, un revolver calibre 22 con siete proyectiles vivos, un celular, un pendrive, cuerdas y una libreta con direcciones.


Todo planificado

Planeaban reducir a los custodios, maniatarlos y darse a la fuga en el propio móvil policial que los trasladaría. Como alternativa, dentro del Hospital, pensaban en aprovechar un descuido para tomar un rehén y fugarse en uno de los vehículos allí estacionados.
En declaraciones realizadas a Radio Durazno, el Sub Jefe de Policía Inspector Mayor Heber Souza confirmó el hecho, precisando que uno de los internos tiene antecedentes por copamiento y rapiñas, el otro por un intento de homicidio. No son oriundos de Durazno, uno de ellos gozaba de la confianza de las autoridades del Centro de Reclusión ya que llevaba adelante tareas relacionadas a emprendimientos laborales como la confección de cajones de madera y dictaba clases de informática.
Según el jerarca se trata de un hecho rutinario que está dentro de las posibilidades.
Debe tenerse en cuenta, precisó, que las personas que son procesadas por la justicia quedan bajo custodia policial y siempre tienen en mente el tratar de evadirse y recuperar su libertad.



A violencia ja chegou aos pequenos municipios dos paises de America os mesmos problemas de cidade grande acontece nas pequenas.
Esta semana soube da morte de um jovem talvez por ajuste de contas por drogas na minha cidade de Durazno, algo impensado 15 ou 20 anos atras.
A Pasta base e uma droga que esta destruindo nossa juventude Uruguaia e ainda nossos politicos querem legalizar a maconha, peor ainda eles querem Estatizala.
Eles nao tem pensado que a maconha ea porta de entrada para drogas mais pesadas.
Conversando com alguns dos 1.500 presos do presidio de Piraquara onde realizamos parte de nosos trabalhos de ressocialização nos comentaram que o inicio no mundo do crime foi atravez da maconha.


NÃO ERREIS :DEUS NÃO SE DEIXA ESCARNECER ;PORQUE TUDO O QUE O HOMEM SEMEAR ,ISSO TAMBEM CEIFARA.     GALATAS 6/7