.:GESE:.: Outubro 2013

Adicionado 13/07/2012

quinta-feira, 31 de outubro de 2013

APAC : O OUTRO LADO DA RECUPERAÇÃO DE PRESIDIÁRIOS!!!

Apac: o outro lado da recuperação
Maioria dos presídios comuns do país não respeitam a Lei de Execução Penal
“Apesar da Apac ser um lugar digno de se cumprir pena, ainda é um presídio. Você está privado da liberdade, que é muito preciosa”. É assim que Maicol Ribeiro Amorim, de 24 anos, que cumpriu pena por associação ao tráfico de drogas na Associação de Proteção e Assistência aos Condenados (Apac) de Lagoa Dourada, vê o trabalho que é realizado nessas unidades. Hoje Amorim é inspetor de segurança na Apac de Itaúna, no Centro-Oeste de Minas Gerais. Para ele, o que é proporcionado pela entidade não é favor, e sim o cumprimento integral do que está previsto na lei.

Mantidas por uma parceria entre o Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), a Secretaria de Estado de Defesa Social (Seds), voluntários e comunidade, as Apacs são presídios diferenciados, onde presos – que são chamados de recuperandos – trabalham para manter a instituição e não são vigiados por policiais e agentes penitenciários armados.

A Lei de Execuções Penais, de 1984, regula a execução de sanções no Brasil. Segundo o texto da legislação, práticas como servir comida azeda, bater em detentos, desrespeitar os indivíduos e suas visitas não podem ser aceitas. Essas condutas de agentes penitenciários e policiais foram relatadas por alguns recuperandos, da Apac de Itaúna, à reportagem de O TEMPO. Ao contrário desses relatos, a lei prevê que o Estado é obrigado a proporcionar assistência: à saúde, jurídica, educacional, social e religiosa. “Fiquei 94 dias no sistema prisional comum, foi um tempo de sofrimento para mim e para minha família. A dignidade é mínima, se é que existe alguma”, acrescenta Amorim.

O especialista em Segurança Pública da Pontifícia Universidade de Minas Gerais (Puc-MG), Luiz Flávio Sapori, concorda que o sistema prisional comum não segue o que é determinado pela lei e, por isso, os mecanismos da Apac são inovadores e representam um desafio para o sistema comum. “A metodologia Apac não poderia ser oferecida em todos os presídios, isso porque a religião é usada e o Estado é laico”, afirma. Porém, Sapori acredita que o modelo pode servir de inspiração para a reestruturação das cadeias.

Além disso, o especialista explica que as Apacs trabalham com um número reduzido de detentos, o que ajuda na aplicação da metodologia. “Não é qualquer preso que pode ir para uma Apac, alguns não concordariam em mudar sua visão de mundo. Muitos ficam presos esperando o dia de serem soltos para voltarem a cometer crimes”, analisa.

Apesar de não ser a solução para o sistema presidiário brasileiro, o especialista considera que é provável que, nas associações, os presos tenham mais oportunidades de serem ressocializados. “É quase obrigatório que o preso trabalhe, por exemplo, isso quase não acontece no sistema comum”, aponta.

Na vida de Serginho Paulo, de 22 anos, que foi condenado a 25 anos por uma tentativa de homicídio , a Apac de Itaúna foi um grande presente. Conforme o jovem, se ele tivesse permanecido na cadeia convencional ele não teria mudado. “Vejo o tempo que passei na Apac como uma oportunidade de amadurecimento e aproveitamento. Hoje posso sair da Apac que não quero mais a vida do crime”, relata. A pena de Serginho chegou a um patamar de seis anos e ele já espera pelo benefício da condicional.
Como um preso é selecionado para ir para uma Apac
Para ir para uma Apac, o detento precisa preencher alguns requisitos. De acordo com o desembargador Jarbas de Carvalho Ladeira Filho, coordenador do projeto Novos Rumos do TJMG, a seleção é feita pelo juiz da Vara de Execuções Penais.

Primeiro, a condenação do candidato já precisa estar definida. Depois, é realizado um levantamento de pena e um atestado carcerário atualizado da unidade prisional na unidade em que o indivíduo está recluso. Além disso, é preciso providenciar a ficha de antecedentes criminais, bem como o comprovante de residência da família. Parentes precisam morar na mesma cidade onde se encontra à Apac.

Ainda conforme o magistrado, após a análise dos critérios, o pedido é encaminhado para a APAC, que realiza um estudo com o interessado e seus familiares. “Há exigências que foram especificadas acima, devendo notar-se que o preso, para ir para uma APAC, deve ter o perfil próprio, já que o sistema é baseado na autodisciplina, coisa de que nem todos os detentos são capazes”, explica Filho.

De acordo com o diretor-executivo da Fraternidade Brasileira de Assistência aos Condenados (FBAC) – entidade que congrega todas as Apacs e fiscaliza a aplicação da metodologia - Valdeci Antônio Ferreira, os detentos respeitam uma fila. Alguns mandam cartas para a Apac dizendo que estão dispostos a mudar a conduta.
Como um preso perde o benefício de estar em uma Apac
A metodologia prevê cinco infrações graves que se cometidas dentro das Apacs o recuperando volta para a cadeia comum. Os recuperandos não podem usar drogas, manter relações sexuais com outros internos, além disso não é permitido o uso do celular. Tentativa de fuga e a agressão física são outros passaportes de volta para um presídio comum.

AQUELE QUE FURTAVA , NÃO FURTE MAIS ; ANTES TRABALHE , FAZENDO COM AS MÃOS O QUE É BOM......                                                             Efésios 4/28

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

DETENTAS DA PARAÍBA PRODUZEM BONECAS DE PANO COLORIDAS.

O colorido das bonecas de pano, a riqueza de detalhes dos carrinhos e casas em miniatura, além da beleza e praticidade dos puffs produzidos dentro de diferentes unidades prisionais do Estado estão expostas no estande da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), montado no estacionamento do Centro Administrativo Estadual dentro da programação da semana do servidor, que acontece até a próxima quinta-feira (20). As peças artesanais foram produzidas na penitenciária de recuperação feminina Júlia Maranhão, em João Pessoa, Penitenciária Feminina de Campina Grande, Presídio Padrão Romero Nóbrega de Patos, Presídio Padrão de Catolé do Rocha.
Com o objetivo de homenagear o servidor público, a Secretaria de Estado da Administração com o apoio da Gerência Executiva de Desenvolvimento de Pessoas, programou uma série de atividades. As ações serão realizadas de 29 a 31 deste mês, no Centro Administrativo Estadual, no bairro de Jaguaribe, na Capital. A peças que estão sendo comercializadas têm preços que variam de 10 e 100 reais.
Durante visita ao estande da Seap, na tarde desta terça-feira (29), Secretário Wallber Virgolino destacou. “Aqui é a prova viva que os projetos de ressocialização estão funcionando de forma satisfatória, esta é apenas uma pequena mostra do que está sendo produzido dentro das unidades prisionais da Paraíba, no que se refere ao artesanato, mas, para a nossa satisfação, estamos imprimindo um ritmo forte em todos os eixos da ressocialização. A qualidade deste trabalho nos leva a crer que estas pessoas, se tiverem oportunidade e estímulo, podem tranquilamente ganhar a vida de forma honesta e digna”.
A Gerência Executiva de Ressocialização da Seap foi criada em 2011, com o objetivo de proporcionar a inserção social de apenados dos regimes semiaberto, aberto e em livramento condicional e trabalha com os eixos, saúde, trabalho, família, educação, qualificação profissional, esporte e cultura.


LEMBRAI-VOS DOS PRESOS .....   Hebreus 13/3

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

MAIOR PRESÍDIO DE AMÉRICA LATINA , O PRESÍDIO CENTRAL DE PORTO ALEGRE TEM QUASE 5.000 DETENTOS , OREMOS POR ELES!!

Presídio Central de Porto Alegre é uma prisão localizada na cidade brasileira de Porto Alegre, capital do estado do Rio Grande do Sul. Situa-se na Avenida Rocio, n.° 1100, no bairro Coronel Aparício Borges. Foi erguido no ano de 1959.
Composta por seis pavilhões, é o maior presídio do estado do Rio Grande do Sul.
Com capacidade para 1,6 mil presos, o presídio já foi considerado um dos piores do País pela CPI do Sistema Cercerário, em virtude de sua superlotação e de seu péssimo estado de conservação. Conta atualmente com 5 mil detentos.
Em junho de 2008, o governo do Rio Grande do Sul anunciou que o Presídio Central será desativado e seu prédio, implodido. Enquanto continuarem as suas atividades, serão construídos, através do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci), nove penitenciárias menores, com capacidade para 500 e 600 presos.


LEMBRAI-VOS DOS PRESOS...                                           HEBREUS 13/3

domingo, 27 de outubro de 2013

PRESIDIÁRIA ECOLÓGICA !!

Os tripulantes do Greenpeace indiciados por pirataria por terem participado de um protesto contra a exploração de petróleo no Ártico estão vivendo em "condições desumanas" na prisão e são transportados entre centros prisionais russos como "galinhas de uma granja ruim", afirmou um advogado nesta segunda-feira (7).
Na semana passada, autoridades russas indiciaram por pirataria os 30 tripulantes do navio Arctic Sunrise, do Greenpeace, entre eles a bióloga brasileira Ana Paula Maciel, provocando uma onda de protestos em várias partes do mundo                                                                                                                                                                                                              O advogado do Greenpeace Sergei Golubok afirmou durante entrevista coletiva nesta segunda-feira que muitos ativistas não tiveram acesso a água potável ou estão passando fome porque não conseguiram comer a comida das prisões.Os ativistas de 18 nacionalidades diferentes cumprem prisão preventiva de dois meses entre as cidades de Murmansk e Apatity, cerca de 2 mil quilômetros ao norte de Moscou e acima do círculo Ártico.
"Sua situação na prisão não pode ser chamada de outra coisa senão de desumana", afirmou a jornalistas Golubok, falando por videoconferência de Murmansk.
Os ativistas detidos em Apatity têm que fazer longas viagens em frias vans prisionais para as audiências em Murmansk, acrescentou.
"Ali as pessoas são confinadas como galinhas de uma granja ruim", afirmou. "Ninguém recebe cuidados de saúde adequados", continuou, destacando que alguns ativistas não querem a comida da prisão por questões religiosas.
Os ativistas também se queixaram da vigilância constante de suas celas por câmeras de vídeo instaladas inclusive no banheiro, acrescentou.
Ativistas do Greenpeace seguram cartazes com fotos de seus colegas presos, durante protesto neste sábado (5) em Moscou, capital da Rússia (Foto: AFP)Ativistas do Greenpeace seguram cartazes com fotos
de seus colegas presos, durante protesto neste
sábado (5) em Moscou. (Foto: AFP)
Centros de prisão preventiva, que são chamados na Rússia de Isoladores de Investigação (SIZO), não são muito diferentes das prisões comuns, conhecidas por condições degradantes e abusos.
Os problemas dos ativistas se agravam pelo fato de a maioria ser estrangeira e não falar russo, disse Golubok. Com isso, tarefas simples como tirar dinheiro de suas contas bancárias ou pedir aos guardas da prisão permissão para abrir uma janela se tornam impossíveis.
"Eles não conseguem falar com os parentes por telefone porque devem falar em um idioma que os funcionários dos centros de detenção tenham facilidade de compreender", afirmou Golubok.
Um ativista de direitos humanos disse à AFP na semana passada que ativistas do Greenpeace estavam "à beira do choque", devido às condições em suas celas frias e escuras. Um dos ativistas sofre de asma e outro não tem a tiroide. "Basicamente, eles foram desligados do mundo exterior", disse Golubok.
Na semana passada, o embaixador italiano em Moscou convocou uma reunião com os embaixadores de vários países europeus para coordenar os passos para tentar assegurar a libertação dos ativistas.
Um representante do Ministério das Relações Exteriores da Nova Zelândia admitiu, contudo, que havia pouco que pudessem fazer.
"Nossas autoridades não são capazes de intervir no processo judicial de outro país, nem podem tentar tirar vantagem do processo', declarou à AFP um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores e Comércio em comentários enviados por e-mail. "Trata-se de uma questão legal atualmente em curso na justiça da Rússia", concluiu.
LEMBRAI-VOS DOS PRESOS ......            Hebreus 13/3

sábado, 26 de outubro de 2013

CULTURA DENTRO DO PRESÍDIO: PRESOS IDOSOS CANTAM EM CORAL.

Em outubro de 2013, após 10 anos preso por assalto, Cleudomar Ferreira, de 38 anos, deve deixar a penitenciária do Amapá. Junto a outros detentos do Instituto de Administração Penitenciária (Iapen), ele passa pelo trabalho de ressocialização dentro do presídio. 
Ferreira, que conclui a sua pena neste ano, fez o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), dentro da penitenciária, e foi aprovado para cursar Administração em uma faculdade deMacapá. Ele não pôde estudar por cumprir pena em regime fechado. O detento também qualificou-se em marcenaria e virou evangélico dentro do presídio.
Ele diz que aguarda ancioso pela saída da cadeia. "As expectativas para a saída são diversas. Quero mostrar que sou um ressocializado, pois tem alguém me esperando", disse, referindo-se à esposa, e aos 3 filhos. Ferreira diz que quer mostrar para a sociedade que pode ser um novo homem.
Presidiários idosos cantando em coral do Iapen em Macapá (Foto: John Pacheco/G1)
Ressocialização
Cleodomar Ferreira e outros detentos expuseram na terça-feira (13 de agosto), Dia do Encarcerado, os trabalhos produzidos a partir das oficinas de marcenaria dentro do presídio. Na ocasião, foi lançado aos 2,3 mil presos do Iapen, o projeto Pérola, que propõe a realização de atividades culturais, educacionais e esportivas dentro do instituto, como forma de ressocialização dos internos.
Artefatos de madeira produzidos pelos internos do Iapen em Macapá (Foto: John Pacheco/G1)Trabalhos produzidos pelos internos do
Iapen em Macapá (Foto: John Pacheco/G1)
Na abertura, presos idosos cantaram em um coral para autoridades e uma plateia formada por 90 detentos dos programas Educa Mais e Brasil Alfabetizado, realizados dentro da instituição. Segundo Emerson Silva, coordenador do projeto Pérola, até dezembro deste ano, todos os presos do Iapen participarão de alguma atividade.
"Penso que através da cultura e do esporte, vamos diminuir a reincidência no presídio. Iniciamos no Dia do Encarcerado, pois essa não é uma data para comemorar e sim para refletir sobre a atual situação do sistema carcerário amapaense", acentuou Silva.
As próximas ações do projeto serão um bazar destinado aos detentos do regime fechado, atividades esportivas e oficinas de teatro.
AGORA TAMBÉM , QUANDO ESTOU VELHO E CABELOS BRANCOS , NÃO ME DESAMPARES, O DEUS.....           Salmos 71/18

PRESÍDIOS DE REGIME SEMIABERTO NO ESTADO DE PARANÁ.


Regime Semiaberto – Masculino

Centro de Regime Semiaberto de Ponta GrossaCentro de Regime Semiaberto de Ponta Grossa – CRAPG
Inaugurado em 05/10/2004, anexo à Penitenciária Estadual de Ponta Grossa, é um estabelecimento penal de segurança média, destinado a presos do sexo masculino cumprindo pena em regime semiaberto.
Rua Batuira S/N - Colônia Dona Luiza - Ponta Grossa - PR
CEP: 84043-190
E-mail: ragp@depen.pr.gov.br
Diretor: Luiz Francisco da Silveira
Assistente: Mauricio Ferracini dos Santos


Colônia Penal Agroindustrial Colônia Penal Agroindustrial do Estado do Paraná - CPAI

Estabelecimento Penal de segurança média, destinado a presos do sexo masculino cumprindo pena em regime semiaberto.
Avenida Brasília s/n - Piraquara / PR
Fone: (41) 3589-8600 - Fax.: (41) 3673-1321
CEP: 83301-970 - E-mail: cpa@depen.pr.gov.br
Diretor: Ismael Salgueiro Meira
Assistente: Blacito Sampaio

lapaCentro de Regime Semiaberto da Lapa
Estabelecimento Penal de segurança média, destinado a presos do sexo masculino, ligado à Colônia Penal Agroindustrial do Estado do Paraná, inaugurado em janeiro de 2012.
Rua Amazonas, 34 - ANTENA - Lapa Pr
CEP 83750-000
Fone (41) 3622-1569





Centro de Regime Semiaberto de Guarapuava
Centro de Regime Semiaberto de Guarapuava – CRAG

Estabelecimento Penal de segurança média, destinado a presos do sexo masculino cumprindo pena em regime semiaberto.
Rua Flávio Correia dos Santos, 400 - Guarapuava / PR
CEP: 85053-390 - E-mail: craguarapuava@depen.pr.gov.br
Fone: (42) 3629-8400
Diretor: Anderson de França Uchak
Assistente: William Daniel de Lima Ribas


Colônia Penal Industrial de Maringá - CPIM
cpim
Endereço: Estrada Velha de Paiçandu, 2812
CEP - 87.140-000 - Maringa / PR
Fone: (44) 3225-3488, (PABX-FAX)  3225-8893
E-mail: cpimaringa@depen.pr.gov.br
Diretor: Samuel José da Silva Moreira
Assistente: Nilton Cleber Biffe


creslon
Centro de Reintegração Social de Londrina - CRESLON

Rua Santa Marta 427 - Jardim Espanha
CEP: 86027-550  Londrina - Pr
Fone (43) 3337-1412
Diretor: Reginaldo Peixoto
Assistente: Anderson Souza Oliveira


COMO PODEIS VÓS CRER , RECEBENDO HONRA UNS DOS OUTROS , E NÃO BUSCANDO A HONRA QUE VEM SÓ DE DEUS.                                                             João 5/44

PRESÍDIO DE SAN PEDRO NA BOLIVIA , ALI OS PRESOS PAGAM PELAS SUAS CELAS!!

Trata-se de um pequeno universo incrustado dentro do nosso. A Prisão de San Pedro é a maior em La Paz, Bolívia, habitada por cerca de 1.500 presos. Até aí, seria tudo igual, se não fossem os detalhes em especial. Diferentemente da maioria dos presídios de todo o mundo, este lugar é uma comunidade auto-organizada com suas próprias bancas de comida e produtos, restaurantes, cabeleireiros e possui, dentro dela, até um hotel.
Ah, e sem guardas.
Aqui a s famílias andam livremente inclusive as crianças.
Em San Pedro, uma espécie de cidade prisão se criou, onde os prisioneiros são livres para viver com suas famílias e comprar o que quiser sem medo da repressão dos guardas. Na verdade, não há vigilantes dentro da grande prisão, nem barras nas janelas ou bloqueadores de celular. Com isso, os presos têm a relativa liberdade de ir para onde quiserem. A polícia não interfere nos assuntos dos presos, que são esperados para resolver seus próprios problemas, com a ajuda de representantes eleitos democraticamente.
A cadeia é dividida em oito alas que sobem em qualidade e, claro, preço – do mais pobre ao mais luxuoso. Na área mais “popular”, a maioria dos detentos vivem aglomerados em única sala dividida em células. Já no setor “La Posta”, os presos que podem pagar para viver em grandes células confortáveis ​​com casa de banho privativa, uma cozinha, TV a cabo e até mesmo jacuzzi. Mas custa entre US $ 1.000 e 1.500 para comprar um desse por toda a sentença.
Embora as autoridades deem uma relativa liberdade, há um pequeno porém: os detentos têm que pagar por suas celas, não importa o quão pequeno ou sujo seja. Assim, a fim de pagar o aluguel ou comprar as celas, a maioria deles tem que trabalhar como pessoas normais fazem no exterior de San Pedro.
Alguns vendem mantimentos, outros trabalham em barracas de comida ou como carpinteiros e cabeleireiros.Durante o dia, a prisão parece um bairro pobre comum, com os homens indo e vindo de suas rotinas diárias, crianças correndo pelas ruas e as mulheres cuidando das famílias. Sim, há crianças na cadeia, mas os pais afirmam que é melhor dentro de San Pedro que nas ruas de La Paz, onde elas seriam discriminadas.
Como haveria de ser, nem tudo são flores em San Pedro. Se por um lado, existe uma liberdade para que os detentos se organizem, trabalhem, cresçam como pessoas, a falta de guardas acaba transformando o local numa espécie de quarentena, num simulacro de Ensaio sobre a Cegueiraque acaba por se tornar, muitas vezes, bem danoso.
As autoridades não costumam intervir na ambientação criada pelos internos, a menos que haja um grande tumulto e o sistema de leis e regras é criadas pelos próprios presos. Com isso, aquele que sai fora da linha é severamente punido pelos outros presos, alguns até mortos.

O HOMEM DE BEM ALCANÇARÁ O FAVOR DO SENHOR.......       Provérbios 12/2 a

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

OS 10 PRESÍDIOS MAIS DIFERENTES DO MUNDO!!!

As cenas da TV e também de filmes nos mostram penitenciárias onde normalmente mais de um preso costuma dividir o espaço com outros e com certeza lá não é um lugar onde nenhum de nós gostaria de estar. A seguir estão listadas algumas penitenciárias bem diferentes, isso não quer dizer que elas despertem em nós o desejo de estar lá, mas fogem do padrão que conhecemos e por isso pode ser que despertem a curiosidade.
Alcatraz – Califórnia, EUA – A Prisão Mais Famosa do Mundo
Alcatraz
Alcatraz
Alcatraz é uma ilha rodeada por fortes correntes marítimas e água muito fria, e tinha um número de guardas muito maior que o de presos. Ela já foi considerada a prisão mais segura do mundo e apesar das tentativas de fuga, nenhum preso oficialmente conseguiu fugir de lá.

Penitenciária Cereso Chetumal – México

Penitenciária Cereso Chetumal
Penitenciária Cereso Chetumal
Resolver os problemas a base da porrada, é a lei por aqui, só que tudo isso é feito de modo bem formalizado. Quando dois presos se desentendem por aqui, eles colocam luvas de boxe e sobem num ringue e se entendem seguindo as regras do boxe. Muitos presos não querem sair daqui porque além de ovos no café da manhã, eles podem ter o direito a uma cela VIP.

Penitenciária Aranjuez – Espanha

Penitenciária Aranjuez
Penitenciária Aranjuez
Nessa prisão há celas para a família, além de playground, enfermeira pediátrica e celas que comportem a mãe e filho do preso até que a criança atinja certa idade. Isso ajuda na reabilitação dos presos, pois faz com que as crianças não fiquem sem uma figura e que os pais aprendam responsabilidades.

ADX – Colorado, EUA

ADX
ADX
Ela é uma super prisão de segurança máxima, onde os presos não interagem com ninguém e só saem da cela por 9 horas semanais. Muitos consideram essa prisão um meio de tortura desumana.

Penitenciária Sark – Guernsey

Penitenciária Sark
Penitenciária Sark
Essa é a menor prisão do mundo, capaz de abrigar dois presos. Ela fica na ilha de Sark em Guernsey, perto da França e hoje há quem a use para passar a noite.

Penitenciária Kresty – Rússia

Penitenciária Kresty
Penitenciária Kresty
Ela é uma das superlotadas prisões russas e recebeu essa fama ao comportar dez mil presos enquanto sua capacidade era para três mil. Vladimir Putin anunciou em 2006 que os presos seriam mudados para numa novo lugar em Kolpinsky e que o prédio da antiga prisão seria leiloado e teria a chance de virar um hotel temático.

Penitenciária Justizzentrum Leoben – Áustria

Penitenciária Justizzentrum Leoben
Penitenciária Justizzentrum Leoben
Vai dizer que já viu algo parecido? Essa prisão mais parece um prédio comercial e de tão boa, há quem queira entrar aqui. E a ótima estética não é só por fora do lugar, pois lá dentro os presos contam com um espaço recreacional com jardim, espaço para caminhada, ótimas instalações, espaço para leitura, cabine de visitas aconchegante, uma quadra com um piso perfeitamente liso e bem iluminada, sala de jogos com TV, academia com equipamentos em excelente estado, espaço para relaxar, e celas com ótimas instalações com TV. O conforto que esses presos contam dentro dessa penitenciária, não é visto em muitos hotéis ao redor do mundo.

Penitenciária Cebu – Filipinas – Lugar dos Famosos Presos Dançarinos

Penitenciária Cebu
Penitenciária Cebu
Essa é a famosa penitenciária onde os presos executam algumas coreografias e por esse motivo já ganharam certa fama. Um exemplo de coreografia famosa foi quando o chefe do presídio Byron Garcia fez os presos marcharem ao som de “Another Brick in the Wall” do Pink Floyd, seguindo ele a dança é uma maneira de manter a política de disciplina com compaixão. Os presos do lugar ficaram famosos mesmo depois que dançaram “Thriller”, de Michael Jackson, que fez um sucesso enorme no Youtube.

Penitenciária San Pedro – La Paz, Bolívia

Penitenciária San Pedro
Penitenciária San Pedro
Aqui os presos precisam pagar por suas celas e ao entrar no lugar, toda semelhança com qualquer outra penitenciária desaparece, já que dentro dela há a família dos presos, crianças brincando, cabeleireiros, lojas de alimentos, restaurantes, mercadinho, um salão de bilhar e até mesmo um hotel. Aqui também não há guardas ou algo do tipo, mas os presos precisam trabalhar numa das lojas lá de dentro. O lugar já virou atração turística, ao passar por aqui, qualquer visitante pode conhecer essa sociedade peculiar e ainda passar a noite numa cela, mas claro que há um preço para isso. Aqui dentro os presos são divididos em oito seções, conforme o poder aquisitivo de cada um deles. Nas celas mais luxuosas há TV a cabo, cozinha e um banheiro particular, enquanto que para os detentos mais pobres, compartem os “quartos.

Penitenciária de segurança minima da Ilha Bastoey (Noruega): A penitenciária ecológica



Uma das primeiras penitenciárias a ser ecologicamente correta, usa painéis solares para obter energia, planta a maior parte do que seus presos e funcionários come, recicla tudo o que é possível e tenta ao máximo reduzir a emissão de carbono. Além de tudo ela acaba sendo econômica, graças aos painéis solares os gastos com energia elétrica diminuiram 70%.

LEMBRAI-VOS DOS PRESOS ......    HEBREUS 13/3

ESTADOS UNIDOS E RUSSIA JUNTOS TEM 2,1 MILHÕES DE PRESIDIÁRIOS.

Os Estados Unidos podem continuar a gabar-se de ser a «terra da liberdade», mas as estatísticas mostram que são também o país cujas prisões estão mais sobrelotadas.

Por cada cem mil habitantes, o Japão tem 54 indivíduos presos, a França 95, a Alemanha 96, a Austrália 114, o Canadá 116, a Grã-Bretanha 143, o México 169. Dois países destacam-se no mundo pelo recurso desproporcionado à pena de prisão como solução para os problemas sociais: a Rússia, com 584 presos, e os Estados Unidos, com 715 encarcerados em cada cem mil habitantes - ou por outras palavras, cerca de 2,1 milhões de presos.

Segundo o procurador-geral John Ashcroft, isso resulta do sucesso na luta para tirar os criminosos das ruas: «Não é por acidente que o crime violento regista os níveis mais baixos em trinta anos, à medida que a população prisional aumenta.
MAIOR PRESÍDIO DO MUNDO (ESTADOS UNIDOS)

PRESÍDIO MAIS LOTADO DO MUNDO (RUSSIA)

Os criminosos violentos e reincidentes estão a receber sentenças mais duras, enquanto os americanos cumpridores da lei estão a gozar um período de segurança sem precedentes.»

Mas, se o número de crimes tem diminuído drasticamente, porque é que continua a crescer o número de presos, com um aumento de 2,9% só no ano passado? Segundo os especialistas, isso deve-se às políticas de combate ao crime das duas últimas décadas, que tornaram obrigatória a prisão em casos de droga, com penas extremamente duras para a terceira reincidência. Os entraves à liberdade condicional também ajudam.

EU SOU O SENHOR VOSSO DEUS ; ANDAI NOS MEUS ESTATUTOS , E GUARDAI OS MEUS JUÍZOS , E EXECUTAI-OS!!           Ezequiel 20/19 

PROJETO "PÉROLA" AJUNTA DETENTOS COM A FAMÍLIA , DENTRO DE PRESÍDIO DO AMAPÁ.

Antônio Trindade dos Santos, 29, preso no Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen), recebeu a visita da filha de 9 anos. O irmão dela, de 7 anos de idade, não pôde comparecer ao local para visitar o pai.
“São só três horas de tempo, mas dá para matar a saudade”, disse o interno selecionado por bom comportamento e pelo tempo que não via os filhos – há três anos – para participar de palestras e assistir a filmes com as crianças no Centro de Ressocialização (Ceres) do Iapen.
A programação faz parte do projeto ‘Pérola’, que promove atividades ao longo do ano estimulando a ressocialização dos internos. E durante o mês de agosto, as atividades são voltadas para homenagear o Dia do Pais, segundo informou a educadora penitenciária Valéria Regina Leite.
Internos assistindo filme com a família no Centro de Ressocialização do Iapen (Foto: Maiara Pires/G1)Internos assistindo a filme com a família no
Centro de Ressocialização do Iapen
(Foto: Maiara Pires/G1)
“Iniciativas como essa trazem uma motivação a mais para nós, trazem um desejo de se comportar melhor para sair deste lugar e estar ao lado da nossa família”, comentou Antônio Trindade, que é natural do município de Santana, a 17 quilômetros de Macapá, e cumpre pena há 6 anos . “Ainda faltam cinco”, lamenta o ex-agricultor.
Assim como Trindade, outro detento que já participou duas vezes do projeto, ressalta a importância da família na ressocialização dos apenados. “É muito importante que a família esteja próxima de quem tem a liberdade privada. Percebo que quanto mais tempo longe dos familiares, mais agressivo e difícil de lidar fica o preso”, conta Mário Ferreira, 32, que cumpre pena há três anos.
Mário Ferreira calcula que em pouco tempo entrará no regime semiaberto. Ele não participou este ano da programação em homenagem ao Dia dos Pais , porque já recebe a visita dos filhos todos os fins de semana.
LEMBRAI-VOS DOS PRESOS......                 HEBREUS 13/3  

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

NÃO SE PODE RESSOCIALIZAR O DETENTO , SE NÃO RESSOCIALIZAR A FAMÍLIA TAMBÉM!!

O SR. PRESIDENTE (Deputado Lincoln Portela) - O próximo orador inscrito é o Dr. Ruy Carreteiro Santiago, Presidente da Associação dos Assistentes Jurídicos Penitenciários do Estado de Minas Gerais, ligados à Defensoria Pública.
Dr. Ruy, ainda antes de sua manifestação, lembro que esta Comissão, que é emblemática, é um pontapé inicial para que projetos de lei sejam votados nesta Casa já a partir desta semana, compromisso do Presidente Henrique Eduardo Alves, para que daqui para frente continuemos com esse trabalho.
Dr. Ruy Carreteiro Santiago, V.Sa. dispõe de 5 minutos.
O SR. RUY CARRETEIRO SANTIAGO - Exmo. Sr. Deputado Lincoln Portela, Digníssimo Presidente da Comissão de Legislação Participativa, Sras. e Srs. Deputados, meus senhores, minhas senhoras, eu sou um franco defensor da ressocialização dos presos. Tive a oportunidade de dirigir uma penitenciária no Estado de Minas Gerais durante 5 anos, e conseguimos, através do envolvimento da sociedade, empresários, empresas e escolas, aplicar medidas socioeducativas, medidas de qualificação profissional, e transformar a nossa penitenciária em uma escola de aprendizado.
Depois de 5 anos em que nós estivemos nessa penitenciária, a pedido do falecido Itamar Franco, então Governador de Minas Gerais, nós assumimos a Superintendência de Atendimento ao Jovem Infrator. Quando deixamos aquela penitenciária, 96% dos presos estavam trabalhando em empresas, estavam estudando, estavam sendo ressocializados.
O mais importante na nossa gestão foi o projeto de ressocialização da família do preso. Nós chegamos à conclusão de que não adiantava apenas investir nos preso; nós tínhamos que investir em suas famílias. Nós contamos com a igreja, contamos com a sociedade, contamos com amigos e implementamos, através de medidas, um atendimento acompanhado por assistentes sociais e psicólogos a todas as famílias componentes dos presos que estavam lotados na nossa penitenciária.
Nós conseguimos, meus senhores, a recuperação socioeducativa pedagógica dos filhos dos presos. E, quando eles saíam da penitenciária, eles encontraram uma família totalmente recondicionada, uma família totalmente recuperada. Eles encontravam um lar, onde eles poderiam dar continuidade àquilo que eles haviam recebido como aplicação de transformação através das medidas que nós implantamos na penitenciária.
Eu faço parte, minhas senhoras, meus senhores, de um grupo de assistentes jurídicos de penitenciária. 
Nós estivemos, alguns anos atrás, com a Ministra Ellen Gracie, que ficou impressionada quando soube que nós dávamos assistência dentro das penitenciárias. 
Ás vezes, quando nós percebíamos que o clima era de preocupação entre os presos, íamos para a chamada gaiola, onde atendíamos dentro dos pavilhões os próprios presos, para transformar aquela situação em algo cabível de recuperação.
Eu quero dizer aos senhores que a crise do sistema penitenciário é uma das causas mais importantes deste momento que nós estamos vivendo. Para tanto, é necessário que envolvamos uma gama de interlocutores, de todos os segmentos da sociedade, dispostos a abraçar a causa, implantando políticas criminais e penitenciárias bem-definidas. 
Preocupam-nos as rebeliões e as fugas de presos a que temos assistido constantemente. Parece-me uma resposta e, ao mesmo tempo, um alerta às autoridades e a todos nós, que ansiamos por reformulações simples, mas objetivas, para as condições desumanas a que são submetidos.
Chamo a atenção para à ineficácia do sistema de ressocialização do preso e do egresso prisional, com pouquíssimas exceções, pois em pouco tempo o ex-detento volta a delinquir e acaba retornando para a prisão.
Na realidade, o egresso desassistido hoje continuará sendo o criminoso reincidente de amanhã. Há falta de uma política mais efetiva quanto à remuneração adequada, como de equipamentos e melhor adequação na área de pesquisa e de programas. E, diante da situação carente dos estabelecimentos penais que não estão devidamente estruturados para aplicação de medidas socioeducativas na ressocialização dos presos, medidas alternativas como a do aumento do número de prisões domiciliares, para tanto com o acolhimento da família dos presos pelos segmentos da sociedade, é algo indispensável.
Outra questão para ser analisada é a demora em se conceder os benefícios àqueles que já fazem jus à progressão de regime, ou em soltar os presos que já cumpriram as suas penas e estão quites com a sociedade. 
Outro fator preocupante é a falta de melhor distribuição dos presos por grau de periculosidade, o que vem transformando a prisão em uma escola de aprendizado criminal.
Nós, conquanto sociedade, e os senhores, conquanto autoridades, devemos nos conscientizar de que a principal solução para o problema em questão é uma política de apoio à ressocialização do preso, com aplicação de grande escala de ações socioeducativas, com a transformação de espaço físico parabox, na penitenciária, em locais em que as empresas possam montar pequenas escolas de qualidade profissional, com a garantia de que aqueles que forem diplomados na escola possam ter local de trabalho garantido.
Em as famílias sendo assistidas, e os presos, recuperados, com a ressocialização dos mesmos, o número de criminalidade no Brasil cairá grandemente. 
Muito obrigado, Sr. Presidente. (Palmas.) 
O SR. PRESIDENTE (Deputado Lincoln Portela) - Obrigado, Dr. Ruy Carreteiro Santiago. A Penitenciária Jovem Adulto, em José Abranches, Minas Gerais, foi modelo para todo o Brasil nesses 5 anos em que V.Sa. ali permaneceu.


...E EM TI SERÃO BENDITAS TODAS AS FAMíLIAS DA TERRA.            GÊNESIS  12/3 í